Vida natural

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Ensaio da banda "Antigo Carnavais", no Bar Amarelinho, no Centro, se transforma em prévia de carnaval de Natal

Multidão se rendeu ao som contagiante do frevo
Bastou o ensaio da banda "Antigos Carnavais", para um multidão cair no frevo na noite deste sábado (12) no Centro de Natal. A banda que neste ano está completando  13 anos de folia, pretende mais uma vez reunir outra leva de foliões na sua saída pelas ruas da Cidade Alta e Ribeira nos dias de carnaval.  Mas, pelo que aconteceu nesta sexta-feira, a banda vai "tocar fogo na cidade" mesmo.
O ensaio que aconteceu no Bar Amarelinho, na Praça André de Albuquerque, centro, reuniu pessoas de todas as faixas etárias. O som dos insrtumentos de sopro, acompanhando pelas batidas fortes do tarol, torna o frevo um ritmo contagiante, e não tem quem consiga ficar parado. 
Os integrantes da Antigos Carnavais afirmam que o objetivo da banda é manter a tradição de um autêntico carnaval e assim trazer para a rua os foliões que gostam de um carnaval a moda antiga somente com frevo e musicas clássicas do antigos carnavais. No Carnaval, a banda tem saída prevista para o dia 28 de fevereiro, com concentração na Praça André de Albuquerque. De lá ela vai percorrer  fazendo as ruas da Cidade Alta e descendo em direção à Ribeira.

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Componentes da tribo Tapuias ensaiam na rua Beberibe na esperança de fazerem bonito no carnaval de 2014

Cenas do ensaio que aconteceu hoje ás 20h na Redinha
Mesmo em meio a crise, a tribo Tapuias da Redinha mantém viva a tradição dos seus antepassados. Enquanto o cacique Valdir luta para conseguir recursos para botar o grupo na Avenida Duque de Caxias, os integrantes ensaiam os passos na Rua Beberibe na esperança de fazer bonito no carnaval de 2014.
A única benfeitoria que aconteceu no local do ensaio foi a iluminação pública, com dois cordões de iluminação. Sem nenhuma placa de sinalização, os ensaios tem de ser suspenso cada vez que um carro entra na rua. "Isto é muito perigoso, ainda mais porque tem crianças e adolescentes ensaiando, e o senhor sabe como é esta gente", explica o cacique Valdir.
O cacique também encontra muita dificuldade em  reunir os integrantes para o ensaio. Isto porque a maioria dos integrantes adultos trabalham em funções de muito desgaste físico, como auxiliares de pedreiros, pedreiros, ambulantes e ao chegarem em casa, não encontram forças para irem ao ensaio.
Mas, o cacique acredita que a medida que o carnaval for se aproximando, se vai criando o clima e eles vão superar todas as dificuldades. "Nos próximos dias o senhor vai ver, vai ficar tudo cheio aqui",aposta o cacique.

Tapuias, tribo mantida por familiares de pescadores da Redinha, encontra dificuldades manter a tradição

O cacique Valdir, dona Francisca e família consertam cocares
A família que mantém a tradição é formada por pessoas de baixíssimo poder aquisitivo, vivendo de pesca, e pequenos serviços. Bastantes simples, ela encontra muita dificuldade em manter a tradição. Isto só é possível graças ao empenho do cacique Valdir e sua esposa dona Francisca.
Assim, a única forma que o casal encontra para manter Os Tapuias desfilando nos carnavais é a ajuda de custo que eles recebem da Fundação José Augusto e doações de pessoas que compõem a tribo. Mas, não é fácil, em vista de que muitos deles também não tem empregos.
O cacique Valmir disse que para este ano, a situação ficou muito difícil, pois a verba pública ainda não saiu, devido o não pagamento da outra gestão. Como ele guardou o material do ano passado, eles estão recuperando algumas peças parcialmente destruídas. "Mas falta muita coisa, pois tem integrante da tribo que não quer devolver a peça no final do desfile, e como eles não tem cuidado, quando chega no desfile do ano seguinte está destruído e a gente tem de fazer tudo novamente", lamenta. Sem verba, o cacique tem tirado do próprio bolso dinheiro para comprar material. "É muito caro, outro dia comprei R$ 70,00 de penas e era um pouquinho, que não deu para fazer quase nada, mas era tudo que tinha em dinheiro", explica. O cacique também acrescentou que os tempos mudaram, e que antigamente este material era adquirido nas casas, pois era fácil arranjar penas de galinhas, guinés e pavão na comunidade. Ele lembra que agora é tudo comprado, e tem pena que o quilo chega a custar até R$ 900,00. Durante a entrevista, o cacique ainda mostrou que faltava até cola para consertar os cocar e também elásticos, que são usados para prendê-los a cabeça.
DOAÇÕES. Em vista da dificuldade que passa esta tribo, deixou o telefone do cacique Valdir para quem queira contribuir com esta tradição entrar em contato com ele: (084) 8737-9097.

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Mesmo faltando 15 dias para o início do carnaval, ensaios das bandinhas de frevo dão o tom da folia na Redinha

Músicos do Baiacu. Cristina e Marcelo em destaque
Mesmo faltando 15 dias para o início da folia, pelo menos três focos de folia já podem ser encontrado na Redinha todas as noites a partir das 19h. Um na rua do Cruzeiro, com  ensaio da tradicional bandinha do Baiacu na Vara, outro na Nana, com a a orquestra de sopro do mestre Roberto e, o terceiro, na Rua Beberibe, onde os índios Tapuius preparam seu desfile ritualístico recontando a história do ritual dos nativos brasileiro.
Na praça do Cruzeiro, já se pode verificar uma boa movimentação de gente, vendedores ambulantes e jornalistas que vem acompanhar os ensaios do tradicional bloco da Redinha.
Mesmo faltando acertar alguns detalhes, a fundadora do bloco, Cristina Medeiros adiantou que o Baiacu vai sair verdinha e amarelo, em homenagem a Copa do Mundo, que acontece no Brasil e Natal é uma das cidades sedes. Cristina Medeiros é a que está em destaque, ao lado do maestro Marcelo.
O Baiacu na Vara é um bloco que esbanja simpatia e agrega foliões da Redinha, mas também de outras cidades e Estados. Como o desfile acontece na quarta-feira, muita gente que brincou em outros estados, vai curar a ressaca no Baiacu. A concentração do bloco acontece às 8h e sai às 10h. 
O Baiacu na Vara surgiu num desafio de Cristina, ainda adolescente, com o seu pai.  Cristina disse que botaria um bloco na quarta-feira. A foliã lembra que manhã, seu pai me acordou e em tom de deboche perguntou: "Cadê seu bloco?" Numa resposta de menina bicuda, Sem a foliã pegou um lençol de cama e saiu desfilando pela praia. Alguns amigos foliões a seguira. muitos gostaram da brincadeira. No ano seguinte surgia o Baiacu na Vara. Atualmente o bloco arrasta uma multidão adiou o final na quarta-feira.
Na Rua Beberibe, a tribo guiada pelo casal Valdir e Francisca ensaiam para a apresentação na Duque de Caxias e a tradicional saída na terça-feira, às 15h. Os Tapuius dão uma volta nas principais ruas da África, Redinha Nova e Velha. Dão uma parada no Mercado da Redinha, onde rendem homenagem a dona Dalila, uma nativa que os anos 50 inventou uma iguaria baseada na comida dos índios nativos da Redinha: a ginga com tapioca. O peixe com tapioca conquistou o paladar dos moradores e até de ilustres brasileiros, como  Câmara Cascudo e Jorge Amado.
Depois da homenagem a dona Dalila, os Tapuius retornam para a Rua Beberibe, onde realizam o ritual do sacrifício do guerreiro capturado. 

Mestre Roberto prepara seus músicos para puxarem blocos e troças no carnaval da Redinha

Ensaios estão acontecendo a partir das 19h no Nana Banana
No Nana Banana, os músicos regidos pelo mestre Roberto, do Acupe ensaiam desde o início do mês. A orquestra de sopro vai puxar os diversos blocos e troças que vão desfilar pela Redinha durante os festejos carnavalescos.
Na Redinha, se mantém a tradição de um carnaval puxado pelas bandinhas de sopro tocando marchinhas e frevo. O estilo musical é uma alternativa, em vista das ruas estreitas, o que impossibilita o tráfego de trios elétricos.
Além dos blocos tradicionais como Baiacu na Vara, Raparigas, Camburão, nos dias de carnaval na Redinha outros blocos populares vem se agregando. Mas, o ponto alto é o Baiacu na Vara na quarta-feira, em vista o bloco congrega também pessoas que participaram de outros carnavais, até do Recife, e foliões que estavam em cidades do RN como Macau, Gramoré e Areia Branca. Na quarta, estes foliões vem se somar aos da Redinha.

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Na rua soldado Luiz Gonzaga já se vive clima de carnaval com os ensaios da bateria da Malandros do Samba

Escola aposta nas crianças para eternizar o samba nas Rocas
Além da rua Mestre Lucarino, a soldados do Luiz Gonzaga é outro foco de folia no mês de fevereiro. Nesta rua das Rocas, está a sede da Escola Malandros do Samba, a escola, que ao lado da Balanço do Morro, garantem a folia no bairro da zona leste de Natal.
A folia começa cedo, por volta das 19h, momento em que seus 900 integrantes começam a chegar de uma jornada de trabalho. Aos primeiros sons da bateria, começam a chegar também populares, até que o som se torna contagiante. São pessoas de terceira idade, jovens e crianças. Os ensaios estão acontecendo em todos os dias da semana.
O fato é que a Malandro do Samba vem passando por um momento muito importante em sua história. No ano passado, a escola conseguiu realizar um grande sonho, que era a recuperação de sua sede na rua soldado Luiz Gonzaga.  A diretoria realizou uma campanha com seus associados e conseguiu, ao longo do ano arrecadar R$ 30 mil, verba suficiente para reconstruir todo o prédio, que até então estava em ruinas, inclusive com a energia elétrica cortada. Além dos tradicionais ensaios em dias que antecedem o carnaval, a escola também promove uma série de eventos culturais durante o ano.



Trabalho no barracão se estende pela madrugada porquê Malandros do Samba quer o pentacamepeonato em 2014

São 22h de 2ª feira e trabalha no barracão da Malandros
A tetracampeão Malandros do Samba quer o penta em 2014. Para isto, os integrantes da escola das Rocas vem trabalhando duro desde o início do mês. Eram 22h da segunda-feira (10), quando a reportagem visitou um dos galpões da escola, a parte de adereços e fantasias, e seus integrantes estavam trabalhando arduamente.
A Malandros promete ir para Duque de Caxias com um carnaval arrojado e que tem uma proposta de homenagear a copa, sem esquecer as tradições do Nordeste, e de quebra, mostrar que corre nas veias deste povo, também uma grande paixão pelo samba.
De samba, quem acompanha o carnaval potiguar sabe muito bem que a Malandro entende do assunto. Mas, de tradição nordestina? A direção da escola que é presidida por Lailson Paulo do Nascimento, sabiamente foi buscar neste seguimento no RN: as quadrilhas juninas de Natal, entre elas, a "Coração Matuto", de Mãe Luíza.
Assim, falando de copa do mundo, festejos juninos e samba, a Malandro do Samba vai entrar na Duque de Caxias, com 900 integrantes, divididos em 17 alas (para contar este enredo de tirar o fôlego). Destas forma, os carnavalescos Paulo Pedrosa e José Francisco, vai trabalhar o samba enredo de Eri e Evilásio, com o tema: "No voo da asa branca, as raízes e as tradições da copa do mundo, em um estado do Nordeste, Malandros do Samba faz pulsar estas emoções".