
Na visita feita ontem ao novo aeroporto que está sendo construído em São Gonçalo do Amarante, o representante d Infraero, Jânio Silva disse que sua grande preocupação será a preservação da área de entorno. Ele alegou que esta deve ser tomada imediatamente evitando que aconteça com o aeroporto do RN, o mesmo registrado em outros no Brasil, onde as pistas estão sendo engolidas. Jânio reafirmou que a construção do aeroporto é de grande necessidade para o Estado, assim como para o Nordeste, em vista de que o Aeroporto Augusto Severo já não está atendendo mais a demanda. Ele lembrou que tudo que vem sendo feito no Augusto Severo é apenas paliativo, obras emergenciais, enquanto o novo aeroporto não será entregue ao tráfego aéreo.
Quanto à desapropriação, o prefeito de São Gonçalo do Amarante, Jaime Calado, confirmou o entusiasmo com as obras e afirmou que espera ver o edital de licitação pronto. No tocante ao andamento da obra, o comandante do Batalhão de Engenharia de Construção de Caicó, coronel Tito Tavares, explicou que o efetivo de militares no local está reduzido (são hoje cerca de 260) por conta do fim do convênio anterior assinado com a Infraero, encerrado em dezembro. Um novo convênio já foi aprovado e deve ser assinado em breve.
O canteiro de obras também recebeu ontem a visita dos representantes do Consórcio Potiguar, grupo responsável pelo estudo que irá determinar a forma como a obra será licitada (concessão, parceria público-privada, ou outro instrumento). Apesar de uma primeira impressão positiva demonstrada pela equipe, ficou claro que, ao contrário do que espera o Governo do Estado, a licitação não será lançada neste primeiro semestre, nem a empresa deve ser escolhida este ano.
Gerente da Área de Estruturação de Projetos do BNDES (instituição contratante do estudo), Leonardo Leão deixou claro que entre a elaboração do edital, previsto para ser concluído neste primeiro semestre, e a abertura da concorrência propriamente dita, há ainda uma etapa que pode levar alguns meses.
Além da pista principal, projetada para ter 3.000 metros de extensão e 60 metros de largura o aeroporto terá mais cinco pistas de táxis, com dimensões variáveis. Após a conclusão das pistas de pouso e táxi e da infra-estrutura de segurança de vôo (iluminação, sinalização, entre outros), o passo seguinte será a construção do terminal de passageiros que, quando estiver totalmente concluído, terá capacidade para receber até 40 milhões de pessoas por ano.