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Mangueira atacada pela doença na Avenida Paulistana |
Caso semelhante tem acontecido em mangueiras na capital paulista. E, segundo o pesquisador e chefe do Laboratório de Proteção e Clínica em Fruticultura, do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento de Sanidade Vegetal do Instituto Biológico (IB), Eduardo Monteiro de Campos Nogueira, a doença pode ser controlada, bastando alguns cuidados. Ele recomenda várias medidas, como cortar e queimar os ramos secos da planta; eliminar os galhos e ramos doentes 40 centímetros abaixo do local afetado; pincelar o local podado com uma pasta cúprica (à base de cobre), e queimar imediatamente os galhos cortados, para eliminar os besouros neles existentes. Outra medida é desinfetar as ferramentas usadas na poda com uma solução de hipoclorito de sódio a 2% (água sanitária), para evitar a transmissão do fungo. Árvores mortas pela infecção iniciada pelas raízes, ou aquelas cujo troncos foram afetados, devem ser eliminadas para não servirem de fonte de contaminação. Além disso, o biólho recomenda a utilização de porta-enxerto resistente como carabao, manga d\'água, pico, IAC 101, coquinho, IAC 102, touro, IAC 103, espada vermelha e IAC 104-dura, e também copa com maior nível de resistência como IAC 100, bourbon e IAC 103, espada vermelha. Deve-se adquirir mudas somente de regiões onde não ocorra a doença e vistoriar periodicamente o pomar nos meses de maiores chuvas e calor, quando aumenta a incidência da doença.