Vida natural

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Rocas respira carnaval há 15 dias, e ensaios de escolas de samba transformam o bairro em festa a semana toda

Ensaio da Balanço do Morro, do saudoso mestre Lucarino
Quer um conselho? Se você for daqueles que não gosta de barulho, pois não passe nem perto das Rocas no mês de fevereiro. Mas, se você gostar de samba, agito e animação, este bairro certamente será o seu alvo. Faltando quase um mês do carnaval, as Rocas respira samba o dia inteiro. Os barracões movimentados, com artistas e costureiras confeccionando fantasia, durante o dia.
Mas, quando a noite cai, é hora dos tambores, taróis, reco-reco e cuícas darem seu ar de graça.
Na sede da Balanço do Morro, na rua que recebeu o nome do mestre Lucarino, o movimento começa cedo, mesmo sendo em plena segunda-feira. O mestre de bateria trabalha para deixar sua equipe afinada. Enquanto isto, as mulatas caem no samba, pois precisam entrarem em sintonia com o som que saem dos tambores. Mas, a movimentação não é apenas na Balanço do Morro, outras escolas como a Malandro do Samba, também fazia seu ensaio, a uma distância de apenas três ruas da Lucarino. Outras escolas também faziam seus ensaios, em Brasília Teimosa.

Foliões da Balanço do Morro trabalha duro em galpões na Ribeira para fazer bonito na avenida Duque de Caxias

Pilhas de fantasias se amontoam no galpão da Balanço
Se você pensa que a vida de folião é só moleza, com suas apresentações nos desfiles de carnaval, está muito enganado. Carnaval, pode ser lazer e diversão para o público que vai assistir as escolas de samba de camarote. Mas, para os integrantes de uma escola, é sinônimo de muito trabalho, dedicação e amor.
Mesmo faltando quase um mês para o início da folia, os trabalhos já iniciaram há mais de 15 dias, e uma jornada de trabalho para lá de prolongada. Nos barracões, como o da escola Balanço do Morro, nela só se respira carnaval o dia inteiro. Os trabalhos começam às 9h e muitas vezes vão até a madrugada. São confecções de fantasias, adereços, consertos de carros, costuras. Um trabalho que envolve técnica, arte e muita criatividade. Tudo acontece em três galpões num prédio da Rua Câmara Cascudo na Ribeira. "A gente se desdobra, tem de ser criativa, pois os recursos são poucos e, e lutamos para que a nossa escola fique bonita na avenida", explica a aderecista. Ela lamenta que os recursos não sejam escassos para a importância que se tem os desfiles das escolas de samba. "Nós fazemos um carnaval cultural, que traz para a avenida recortes do Brasil", explica.
Além dos trabalhos nos barracões, os foliões ainda tem de ensaiar. E, hoje, em plena segunda-feira, tem ensaio na sede da Balanço. Às 18h, os integrantes da escola saem dos galpões e vão direto para a rua Mestre Lucarino para ensaiarem até às 22h.

Família de pescadores da Redinha mantém a tradição de sair no carnaval com ritual da tribo dos índios Tapuius

No quintal da casa, tribo  prepara janta a base de coco
Uma família de pescadores na Redinha mantém viva a tradição de levar às ruas no período carnavalescos as narrativas dos índios Tapuius. Numa casa simples, onde em seu quintal foram construídas outras duas casas para abrigar os filhos da clã de Valdir Brito e Dona Francisca. A casa fica na Rua Beberide, na Redinha Velha, quase nas dunas da África.
Dona Francisca informou que perdeu a noção de quando a tribo foi criada. Mas, que é uma tradição que vem passando de geração em geração, e que filhos e netos continuem depois que eles morrerem.
Mesmo sendo num perímetro urbano e num terreno muito pequeno, a família ainda guarda muito dos seus antepassados. Nas três casas residem  os patriarcas da família, seu Valdir e Dona Francisca, suas filhas, e netos. Criam galinhas e, debaixo de um pé de caju, a família prepara a janta, que será servida bolo de milho e ginga com tapioca. Enquanto dona Vilma prepara a massa, sua filha rala o coco e seu  neto abre mais outro coco.
Além de participarem do desfile do carnaval popular das Rocas, os Tapuuus ainda sai nas ruas da Redinha, às terças-feiras, e em seguida se concentram no Mercado Público. Lá, fazem uma homenagem a dona Dalila, descendente de índios que tornou a ginga co tapioca a iguaria da Redinha, e em seguida, realizam o ritual de queima do caçador, uma prática que os nativos, não somente das Américas, mas também todo o mundo costuma realizar. Para eles, ao sacrificar o guerreiro adversário, sua energia seria transmitida para a tribo que o captou. Este ritual foi estudado por diversos antropólogos e os Tapuius da Redinha tem sido tese  de mestrado em Ciências Sociais na UFRN, com Ilo Fernandes Costa Júnior: "Sacrifício Ritual" e Valdemiro Severiano Filho, "Carnaval de Natal/RN: espaço dos índios no tempo da folia".

Funcarte anuncia programação do carnaval oficial de 2014 e Elba Ramalho cantará na Redinha no domingo

Elba Ramalho será uma das atrações nacionais
A cantora Elba Ramalho será a grande atração do carnaval do litoral norte. Ela vai se apresentar no domingo de carnaval na praia da Redinha. Além, dela, a Prefeitura de Natal confirmou  a presença de outras atrações nacionais como: Moraes Moreira, Alceu Valença, Mart'nália, Originais do Samba e Spok Frevo Orquestra também estão entre as atrações já anunciadas.
De acordo com informações da  Fundação Cultural Capitania das Artes (Funcarte), responsável pela programação, a abertura do carnaval  acontece na quinta-feira, dia 27 deste mês, com o tradicional Baile de Máscaras, no Largo do Atheneu. A atração é Spok Frevo Orquestra, de Pernambuco.
A folia em Natal segue com Moraes Moreira, na sexta-feira (28), em Ponta Negra. No sábado (1º de março) tem Alceu Valença, também em Ponta Negra. No domingo (2) é a vez de Mart'nália se apresentar. O show acontece no Centro Histórico, durante o Desfile das Kengas.
No domingo (2), a cantora Elba Ramalho é a atração na praia da Redinha, na zona Norte da cidade. Na segunda (3) e terça (4), tem o grupo Originais do Samba, fazendo show nas Rocas.

domingo, 9 de fevereiro de 2014

Ricardo/Márcio vencem Bernat/Ferramenta por 2 a 0 e estão com as mãos na temporada de vôlei de praia

Lance da decisão do 3º lugar do Circuito
Na disputa pelo terceiro lugar, o baiano Ricardo e o cearense Márcio derrotaram a surpresa Bernat/Ferramenta (RJ) por 2 a 0, parciais de 21/19 e 21/13, completaram o pódio e abriram ainda mais na liderança da temporada 2013/2014, colocando praticamente as duas mãos no título. Agora, eles somam 2.280 pontos, contra 1.800 de Bruno/Hevaldo (AM/CE) e 1.680 de Evandro/Vitor Felipe (RJ/PB).
Mesmo derrotado, o convite feito por Bernad ao torcedores decepcionados por não entrarem  na arena foi verdadeiro. O jogo foi de alto nível técnico, e mesmo os favoritos Ricardo e Márcio ficando a frente do placar na maioria dos dois sets, o fato é que Bernat/Ferramenta deram bastante trabalho, principalmente no primeiro set. Este set fecharia com o placar de 21/19.
No segundo set, Ricardo/Márcio fizeram uma partida mais tranquila. Bernat/Ferramenta ainda tentaram alguns ataques, com batidas fortes, não conseguia vencer o bloqueio. Assim, depois de um início de segundo set bastante equilibrado, Ricardo e Márcio abriram quatro pontos a frente, e daí em diante a dupla se distanciaria no placar. Preciso no bloqueio e com jogadas precisas, jogava a bola em lugares vazios da quadra, sem defesa para o rebote do adversário. O fato, é que quem ficou de fora da arena, viu a partida da dupla que está com as mãos no título da temporada.

Pais e maridos servem de arquibancadas para que familiares assistam a decisão do 3º lugar no vôlei de praia

Mesmo quem se conformou em assistir a decisão do terceiro lugar entre Marcio/Ricardo x Bernat/Ferramenta. Depois de alguns integrantes do Corpo de Bombeiro terem ido esclarecer aos populares na fila que não existiria mais possibilidade deles assistira a fina, muitos voltaram seus olhares para a quadra 04, fora da arena.
Como o local dispunha apenas de lances de arquibancadas numa lateral, logo elas ficariam lotadas e, cada torcedor iria disputar um lugar ao lado do alambrado, isolado por uma rede de malha.
Para as pessoas de estatura alta, o local não apresentava muita dificuldades, o que não aconteciam com os baixinhos e crianças. A saída, era pais, namorados e esposos servirem de arquibancadas para membros de suas famílias de pouca estatura. Assim foi o caso de Jefferson. O torcedor disse que seu filho é apaixonado por voleibol, e que desde ontem ele só falava nos jogos de hoje. Mas, como mora em São Goçalo, mesmo acordando às 7h, ao chegar no local do evento já encontrou a placar de que a lotação estava esgotada. A saída foi vera disputa do terceiro lugar. Mesmo assim, as arquibancadas já estavam lotadas e ele teve de ver o jogo com seu filho montado em seu pescoço.

Populares acordam cedo,enfrentam filas, mas muitos "perdem" final do Circuito BB de vôlei de praia em Natal

A esperança é a última que morre, muitos resistem na fila
Quem não madrugou ficou de fora da final do Circuito Open Banco do Brasil de vôlei de praia, que aconteceu na manhã de hoje, na praia do Forte em Natal. Às 9h, o número de torcedores lotaram a arena, inclusive não tendo nem mais lugar até mesmo para os convidados. Muita gente que ia acompanhar o evento para postar matérias em sites de informações ficou também de fora, pois fiscalização do Corpo de Bombeiro impediu que colocasse mais gente.
Inclusive, os militares foram até a enorme fila que se formou, para avisar que não adiantava alimentar a esperança, pois o número de pessoas na arena era muito grande, se se entrasse mais gente poderia comprometer a segurança. Mesmo assim, muita alimentou a esperança e continuava sem "arreda pé" da fila.
Mas, como prêmio de consolação a disputa pelo terceiro e quarto lugar aconteceu na quadra 04. O locutor do evento anunciava que seria um grande jogo, inclusive em quadra nome como Márcio, Bernad e revelações como Ferramenta. Mas, somente teve acesso a arena central do evento quem acordou cedo. Um exemplo disto foi João Eufrásio, ele chegou às 6h e quando os portões abriram, ele foi um dos primeiros a entrar. Neste momento a fila dobrava a quadra externa e se aproximava dos pilares da ponte.
Bastante simpático, Bernard foi até o alambrado, onde se concentrava um bom número de torcedores e informou que ali iria acontecer um grande jogo. Ele conversou trocou informações com os torcedores, enquanto muitos aproveitaram para fotografá-lo mais de perto. O atleta ainda estirou as mãos para tocar em alguns fãs.
Outra atração, para os que ficaram de fora, foi a pescaria promovida pela Cenoura & Bronze. A brincadeira envolveu não somente as crianças como também até adultos.