Vida natural

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Copa Nossa Cidade Natal Sub-15 tem oito jogos neste final de semana. Dois acontecem no Formigão

No sábado, a partir das 8h acontecem dois jogos na Zona Norte
A  terceira etapa da 2º Copa Nossa Cidade de Futebol Sub-15  movimentam 16 equipes em oito partidas que acontecem neste final de semana em Natal. São seis jogos no sábado (29) e dois no domingo (30).

Nesta etapa do torneio, quem perder é eliminado, então, desta fase restarão oito equipes que seguem em confronto direto até a final, marcada para o dia 20 de dezembro.

Os jogos do sábado são:

8h - IDFH x CD Pajuçara (campo Soledade II)
9h15 – Provérbio Salomão x Bom Pastor (campo Soledade II)
8h - Quintas x Nova Descoberta (campo Dix Sept Rosado)
9h15 – Santa Cruz x União Vale Dourado (campo Dix Sept Rosado)
8h – Santos Reis x Projeto Futuro (campo Rocas)
9h15 – Projeto 10 x Santarém
No domingo, jogam:
14H30 - Satélite x Parque das Dunas (campo Dix Sept Rosado)
15h45 – CD Felipe Camarão x Rocas (campo Dix Sept Rosado)

Alunas de escola pública surpreendem professores em Seminário de Ensino Religioso na Zona Norte

Sara e Cibele falam para professores e alunos da UERN
Cibele e Sara, duas alunas da Escola Municipal Francisca de Oliveira deixaram dezenas de professores da rede municipal boquiaberto. As alunas apresentaram trabalho sobre a medicina popular, e o que mais chamou a atenção foi a desenvoltura e falta de timidez, explicando com clareza os objetivos e o conteúdo que foi trabalhado em sala de aula.
Ao final da apresentação, a professora da UERN, e doutora em Antropologia, Irene Van den Berg confessou que mesmo sendo conhecida no meio acadêmico com boa oradora, e que fala muito, na idade delas, jamais teria coragem de enfrentar um público como elas assim fizeram.
O trabalho que Cibele e Sara apresentaram, falava sobre os poderes curativos da flora brasileira, que contemplava a matriz religiosa indígena, conteúdo trabalhado em sala, na disciplina de Ensino Religioso. Elas falaram para um público formado de professores da rede municipal de ensino, estudantes de graduação, especialização em Ciências da Religião de Natal, Caicó e cursos de Teologia e Antropologia do RN.
Além de Van den Berg, outros professores não pouparam elogios, como foi o caso de Erlon. "Se realmente for investido nestas meninas, elas devem ter muito futuro", argumentou.
O Seminário de Ensino Religioso aconteceu durante todo esta segunda no Complexo Cultural de Natal, na Zona Norte. O evento que teve como tema Memórias Religiosas e a Sala Aula: produzindo conhecimento para a diversidade truxe a Natal o pesquisador pernambucano Drance Elias da Silva, Unicap, que proferiu duas palestras. A primeira, pela manhã, Matriz religiosa brasileira, diversidade e intolerância, e, à noite, Tópicos de metodologia para Ensino Religioso. Outros palestrantes foram: Msc, Eden Ernest Silva, assessor pedagógico da SME-Natal., e Francisco de Assis Lopes, de Natal.
Além das palestras, aconteceram cinco oficinas pedagógicas, três apresentações de práticas em sala de aula, entre as quais a apresentada pelas alunas do Francisca de Oliveira e shows culturais.

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Jardim Progresso, na Zona Norte é o bairro que tem maior número de terreiros de candomblé em Natal

Professores de Natal em visita ao terreiro de Mãe Luciene
Mesmo sendo uma religião que sofre muito preconceito, e o bairro sendo predominantemente ocupado por igrejas pentecostais, Jardim Progresso, na Zona Norte, é o bairro que tem o maior números de terreiros em Natal. São 14 ao todo. O mais interessante, é que ao se procurar saber no bairro da existência destes terreiros, muitos fingem não terem conhecimento, como se pode constatar hoje pela manhã.
Mas, um fato chamou a atenção da população do bairro nesta segunda-feira. É que dezenas de professores da rede municipal de ensino tiveram uma aula de campo, no terreiro de Mãe Lucine, que é um dos maiores do RN. Luciene, que atualmente está cursando Ciências da Religião falou sobre alguns símbolos e rituais do Candomblé e da Jurema.
Por ser religiões muito rica em simbologia, o tempo não deu para abarcar o universo de simbologia e ritualística da cultura. Porém, não se pode negar que os professores que estiveram nesta aula de campo saíram com muitas informações até o momento desconhecidas.
Na oportunidade, Luciene comentou que mesmo o preconceito sendo muito grande quanto a religião, não se pode negar a louvável iniciativa da Secretaria de Educação de Natal ter promovido esta aula de campo.  A mãe de santo também lembrou que mesmo existindo uma lei específica para o resgate a cultura afro-descendência, na realidade, em outras gestões eventos como este vinham sendo sempre adiado, o que culminava em falta de tomada de decisão. Na realidade, lembrou Luciene, era uma espécie de “banho-maria”, e assim, a gestão terminava seu período e nada de efetivo era feito.
Depois de feita estas considerações e saudações aos professores presentes no terreiro, Luciene conduziu a turma a entrada do terreiro, e fez uma caminhada por todo o espaço comentando e respondendo perguntas de cada simbologia presente no terreiro. Entre esta explicação, Luciene falou do simbolismo dos sacrifícios de animais. Ela lembrou que este é um ritual bastante questionado, mas em sua essência está a transferência de energia. “Nós não sacrificamos um animal simplesmente por sacrificá-lo. Para que isto aconteça se tem de ter um motivo bem claro. O sacrifício simboliza uma transferência de energia”, explicou. Na oportunidade, ele mostrou o couro de um bode que havia sido sacrificado. Neste caso, a carne serviu para alimentar a comunidade, e o couro será transformado em instrumento musical que será usado no ritual religioso.
Respondendo a uma pergunta da professora Aninha, Luciene falou sobre a importância dos vegetais no candomblé. Ela lembrou que cada vegetal plantado no terreiro tinha uma simbologia própria. No candomblé, cada orixás detém conhecimentos de diversas ervas, mais de cada. Além do candomblé, a jurema, que é uma religião genuinamente nordestina, também tem uma relação muito forte com a cura através das plantas. Inclusive, de que a religião leva o nome de uma árvore que é símbolo do Nordeste. Ela é resistente a seca e de suas raízes, caules e folhas e flores são retirados princípios ativos para diversos males que podiam acometer o índio nordestino, ou seja, o caboclo da mata. Assim, a árvore seria carregada de uma mística própria. 
NÚMEROS - Mesmo o número de igreja pentecostais sendo maioria, o fato é que as religiões de origem afrodescendente ocupam um bom espaço no bairro de Jardim Progresso. No bairro existem 14 terreiros, sendo o de Mãe Luciene o maior dele. 

domingo, 2 de novembro de 2014

Segunda Etapa Nordeste de Frescobol movimenta feriado de Finados na Praia do Meio em Natal

Torneio reuniu atletas do RN, PB, PE, BA, AL e BA
Além do sol, mar e cerveja, os banhistas que estiveram na Praia do Meio neste domingo, uma etapa do campeonato regional de frescobol foi mais um ingrediente neste feriado nacional. O evento, a 2ª etapa do campeonato Nordeste-Brasil de Frescobol, reuniu dezenas de duplas de estados do RN, Paraíba e Pernambuco, Alagoas, Bahia e Rio de Janeiro, foi promovido pela União dos Amigos que jogam frescobol em Natal (UAJFN).
Quem foi a praia do Meio hoje, pode notar a movimentação dos atletas, já a partir das 8h. Enquanto aguardavam para entrarem na arena de disputa, armada na Praia do Meio, os atletas treinavam em toda a extensão da praia do litoral Leste potiguar.
Mas, logo que começaram as apresentações valendo pelo ranking, se pode verificar em quadras, verdadeiros espetáculos, como o de Sandra (RN) e Cássio (PB) e de Rômulo e Reinaldo (PE). 
Ao final das apresentações, já por volta das 16h, o resultado dos vencedores foram: Cláudia e Alessandra (PB) foram as campeãs no feminino.  No amador, venceu os potriguares Josimar e Eder, enquanto os paraibanos Fabiano e Airton foram os primeiros colocados no masculino pro. Na mista, deu Sandra e Cássio, e na trinca, Cássio, Ailton e Djalma.
Clkique no link abaixo e veeja fotos do evento na fan page:
https://www.facebook.com/media/set/?set=a.306452929548380.1073741922.160565340803807&type=3 


sábado, 1 de novembro de 2014

Atlético que aniversariou esta semana precisa da vitória para sonhar com classificação no Soledade II

O Galo Vingador completou 4 anos  no último dia 24
O Clube Atlético Pompeia, que completou quatro anos nesta semana, entra em campo com uma missão nada fácil, que é a de vencer o líder da competição, o Esporte, que está na ponta da tabela com 24 pontos ganhos. Mesmo sendo um jogo difícil, o treinador Omar não desanima e quer sair com uma vitória hoje à noite para que os meninos do Nova República deem a sua torcida motivos mais do que de sobras  a comemoração neste final de semana: a mudança de idade, fugir da lanterna e sonhar com uma classificação para o octogonal decisivo.
Continuar no campeonato é quase impossível, mas como sonhar é possível, caso o Atlético vença ele se iguala ao oitavo colocado, o Eldorado, que tem 12 pontos. Aí, vai torcer por uma vitória folgada do Boca Júnior sobre o Eldorado, para que o time de Omar roube a última posição na temporada do Soledade II. Também vai torcer que o Auri Verde, perca ou empate  com o Palmeiras de Massangana, na última rodada. Se o Auri Verde vencer, chega aos 13 pontos e fica com a última vaga.
Independente da classificação, o fato é que o Atlético da Pompeia, é uma equipe que já tem muito a comemorar. Um time formado praticamente em casa, e  com apenas quatro anos, o Atlético já fez grandes façanhas. Tem equipe na categoria novos e base sub-15. O Atlético, segundo seu fundador, presidente e treinador Omas, nasceu de um pedido de seu filho Bruninho. Ele, seus outros irmãos e outros colegas da rua, sonhavam com o projeto, o que contou com o apoio de Omar.
A partida do Clube Atlético Pompeia será às 18h, e em seguida, jogam os dois Palmeiras, o de Massaranduba e o do Nova República. O do Nova República está matematicamente classificado, somou até o momento 18 portos e está na quarta colocação. Já o time de Ceará-Mirim, campeão da temporada de 2103, também pode está praticamente classificado, mas se vencer, vai melhorar ainda mais a sua colocação e pegar uma equipe tecnicamente mais fraca na segunda fase.

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

RN ganha seu primeiro Memorial da Capoeira no Dia Nacional da Consciência Negra: 20 de Novembro

Memorial fica na Avenida Solange Nunes, em Cidade Nova
Dia 20 de Novembro, a data em que é lembrada a consciência negra no Brasil, o RN vai ganhar o seu primeiro museu histórico da presença africana no território nacional. O prédio, em fase final de obra, está localizado numa área marcada por muita violência em Natal, Cidade Nova. O museu é um projeto arrojado, um sonho idealizado pelo pedagogo Nivaldo Freire, ou o mestre Arrepio, capoeira formado no grupo Cordão de Ouro, o visitante terá a oportunidade de conhecer a história da capoeira, um esporte que surgiu como resistência dos negros a escravidão, sua prática clandestina, a liberdade conquistada no Governo de Getúlio Vargas, até o reconhecimento em 2008, como patrimônio cultural do Brasil.
Mais do que um espaço para guardar a memória da capoeira, o Museu tem um objetivo bem específico. Como educador, Nivaldo Freire deseja que o local seja um espaço para auxílio pedagógico, e em cada canto do Museu, o estudante de Natal vai conhecer na prática quatro séculos da história do Brasil. Assim, o espaço estará à disposição de visitas de escolas do RN, com exclusividade para as públicas.
No Museu ainda vai funcionar bibliotecas, cursos de alfabetização de crianças, rodas de capoeira da criança a terceira idade, inclusive com projetos de inclusão de pessoas portadoras de necessidades especiais.  Aliás, o Museu é parte de um projeto já desenvolvido pelo mestre Arrepio que é o de preservar a capoeira e capacitar agentes multiplicadores nas escolas públicas do RN. Atualmente, existem mais 50 municípios do Estado com agentes multiplicadores.
O Museu da Capoeira vai contar com espaço para realização de eventos culturais, escolas de capoeiras, biblioteca com literatura específica sobre a presença dos negros no solo nacional, exposições de quadros e fotografias, videotecas, entre outros.

Além de preservar a cultura, o Memorial da Capoeira objetivo ser uma aula viva de História

Réplica de um navio negreiro feito por mestre Arrepio e alunos
O Memorial, que além de manter viva a presença dos negros Brasil, tem um objetivo particular, que é auxiliar os estudantes do RN no conhecimento da história do país. Assim, ele é uma é aula viva, onde o estudante visitante vai respirar em cada canto do museu cenas da presença africana em solo brasileiro.

Depois de cruzar o portão de entrada do museu, o visitante depara com um grande salão de eventos. Ao seu redor, exposição de quadros e fotografias contam os 400 anos de presença negra, do surgimento da capoeira, seu tempo em que foi tido como prática marginal e perseguida pela polícia, seu exercício legal ainda no governo Vargas, até a Lei que reconheceu o esporte como  patrimônio cultural brasileiro. Este reconhecimento foi importante para que a capoeira tivesse sua paternidade reconhecida. Ou seja, ela não surgiu na África, mas sim, em território brasileiro. "A capoeira é brasileira, ela surgiu da resistência dos negros a escravidão branca", explica Mestre Arrepio. O mestre explica que mais de 200 países atualmente praticam a capoeira.

Mas, acima deste salão, uma sobre loja. Nela, se encontram maquetes de senzalas, fazendas, os pelourinhos, o cotidiano dos negros no campo e nas cidades. Porém, para chegar até ele, o visitante tem de passar literalmente por dentro de uma réplica, quase tamanho original de um navio negreiro. Este navio é  uma obra de arte que impressiona, porém, o mais inusitado é como ele foi feito. Totalmente de material reciclado, pelo próprio mestre Arrepio e seus alunos de capoeira. Detalhe, ninguém é marceneiro. Cada parte do navio tem um pouco da casa de algum familiar de Arrepio ou de seus alunos. "Aquela parte ali do convés, foi feito por uma janelas que minha avó ia jogar fora", aponta o mestre Arrepio.

Outro detalhe do museu é o berimbau na frente do prédio. É um berimbau gigante, que segundo o mestre Arrepio está inscrito para entrar no Guiness Book, o Livro dos Recordes.  O museu fica na Avenida principal de Nova Cida, exatamente entre os dois morros, que ate anos passados, ficaram conhecidos pela desova de cadáveres. Exatamente neste local, o mestre Arrepio tem um sonho, que é o de preparar, aqueles meninos de Cidade Nova, que queiram viver da capoeira. "Quero prepará-los para entrarem na Faculdade de Educação Física e continuarem preservando as raízes culturais do Brasil", conclui