Vida natural

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Imperatriz traz hoje a avenida a história de 100 anos do "verdão" e bairro do Alecrim

Porta bandeira e mestre sala da Imperatriz Alecrinense
Hoje à noite acontece o tão esperado desfile das escolas de Samba do Grupo "A" de Natal. Na passarela da Duque de Caxias, na Ribeira, vão desfilar seis escolas de samba, e entre elas, a Imperatriz Alecrinense, que neste ano vai homenagear os 100 anos do Alecrim, clube que de futebol que é um dos orgulhos do populoso bairro de Natal. A imperatriz será a quarta escola a entrar na passarela, às 23h.

Com o tema, "Cem anos de verde e branco, o mais valioso tesouro do meu rico Alecrim", o carnavalesco da Imperatriz Alecrinense promete que o desfile vai além de contar a história do tradicional potiguar, mas o centenário bairro de Natal.



O desfile das escolas de samba começa às 20h, com a Asas de Ouro. Em seguida, será a vez da Império do Vale de Ceará Mirim. A Malandro do Samba, grande rival da Balanço do Morro nas Rocas entrar na Avenida. A Imperatriz a quarta escola, e a Ferro e Aço, de Macaíba, escola que subiu no ano passado faz o quinto desfile e para fechar com chave de ouro, nada melhor do Balanço do Morro, a verde e rosa do bairro das Rocas.



Destas forma, a escola irá apresentar ao público as riquezas do comércio, do esporte, através do Alecrim Futebol Clube, da religiosidade, da influência dos americanos no bairro durante a Segunda Guerra Mundial. A escola também vai homenagear o saudoso Djalma Maranhão, com o seu programa de combate ao analfabetismo  no RN: “De pé no chão também se aprende a ler”.


Para contar tudo isto, a Imperatriz Alecrinense entrará na avenida Duque de Caxias,  com 13 alas, quatro carros alegóricos e tripé de comissão de frente que virá com uma grande surpresa. A escola deve sair com 400 componentes”. Enfim, à noite de hoje na Ribeira e Rocas será de grandes atrações, um dia marcante, principalmente para o bairro das Rocas, berço do samba potiguar.

domingo, 15 de fevereiro de 2015

Unidos de Santa Cruz lembra a presença dos negros em solo potiguar

A escola Unidos de Santa Cruz, primeira escola a entrar na avenida neste sábado (14) trouxe como samba enredo, a homenagem a presença dos negros em Natal.

As oito alas lembraram a cultura dos africanos, sendo a religiosidade tema marcante no desfile. Entre os carros alegóricos, um trazia uma mãe de santo sentando numa cadeira real, em frente a Igreja dos Rosário dos Pretos, símbolo da presença africana em Natal.

A frente do carro alegórico, estavam os orixás,, com destaque para Iemanjá, o orixá das águas salgadas, e xangô, que simboliza a guerra e a força que os negros tiveram que retirar para enfrentar os obstáculos em território brasileiro. Aliás, o vermelho, a cor símbolo deste orixá, foi bem marcante na escola, com os membros da bateria trazendo em suas cabeças um lenço rubro.

Antes da entrada da Unidos de Santa Cruz, aconteceu o desfile das tribos de índios: Comache, Apaches, Gaviões Amarelo e Mobralino Mapabu. No grupo B, da escolas de samba, depois da  Unidos de Santa Cruz, desfilaram Água Dourada e Confiança do Samba.

Carnavalesco é criativo e administra bem o pouco recurso humano e financeira da escola

A Unidos de Santa Cruz, fez um belo desfile. Mesmo sendo uma escola pequena, ela seu carnavalesco soube administrar estes recursos. A escola entrou na avenida com oito alas, dois casais de ´porta bandeira, e uma comissão de frente que realizou uma bela coriografia.

A bateria puxada por crianças, foi outro destaque, além da presença do grupo de capoeira Muzenga. O samba enredo foi bom e fácil para que o público cantasse junto com a escola. A ala de baiana também fez boa apresentação, e uma ala de passistas mirins, com criança de quatro anos, roubou a cena na Duque de Caxias.

Sem recursos,tribos indígenas improvisam fantasias e encantam populares na Duqiue de Caxias

Criança exige a flecha dos índios guerreiros potiguares
Quatro tribos de índios, da Chave B, desfilaram na Avenida Duque de Caxias na noite de ontem (sábado), na Ribeira.  Sem recursos e com fantasias confeccionadas e bancadas pelos próprios integrantes das tribos, elas encantaram os populares que se fizeram presente ao evento.

As tribos indígenas, que no passado eram a grande atração do carnaval de Natal, atualmente vivem de trabalhos espontâneos de seus dirigentes fundadores. Entre eles, "Zé Bonitinho", um senhor de São José do Mipibu, da Tribo Mobralino Mapabu.

Nos anos 70, Zé Bonitinho, foi alfabetizado pelo programa governamental denominado "Mobral". Nas aulas de História, seu professor falou de quem habitava as terras onde atualmente está o município de São José de Mipibu. O aluno esforçado se encantou coma história, montou um trabalho em sala de aula, que foi o embrião para o surgimento da tribo carnavalesca.

Moradores da cidade abraçaram a ideia, principalmente vizinhos e ruas e familiares. Assim surgia os Mobralinos Mapabu. Mas, Zé Bonitinho tem encontrado muitas dificuldades em botar a tribo na avenida. Neste ano, por exemplo, não conseguiu recurso e a saída foi reciclar o do ano passado e pedir que seus integrantes bancassem suas fantasias.

Entre estas integrantes que bancaram as fantasias estão Bruna e Daiana, as duas meninas que carregam um estandarte da tribo. Elas dissseram que receberam apenas a saia de agave e algumas penas. Então, as duas se juntaram a Bruno, outro integrante da tribo e compraram o restante do material para a fantasia. Tudo muito simples, a base de penas, cordas de agave, palha, EVA, Cartolina, fitinhas e palhas de coqueiro. A outras tribos que desfilaram ontem foram Comache, Apaches e Gaviões Amarelos.


Estrutura de desfile carnavalesco narra o cotiano das tribos nas Américas

Ritual de ressuscitação do índio morto em guerra com branco
Mesmo se tratando de tribos e temas diferentes, as apresentações das tribos indígenas no carnaval de Natal seguem praticamente o mesmo modelo.  Isto se deve ao cotidiano de uma tribo indígena nômade ou semi-nônmade, que se resumia a busca de alimentos para sua sobrevivência: caça, pesca e coletas de raízes, e a preparação constante para a guerra.

A tribo desfile realizando passos de danças de guerras, apresentando armas, conduzindo alimentos e animais domésticos ou caçados. No ápice da encenação, acontece o inevitável confronto entre tribos diferentes, ou de tribo com o colonizador europeu.

Neste confronto, inevitavelmente um ou vários guerreiros e guerreiras da tribo são feridos. Aí, entra o pajé, que vai realizar o ritual da pajelança. Nele, o pajé mostra seu poder sagrado, graças as ações dos espíritos que culmina com a ressurreição do caçador ou guerreiro ferido. É uma aula viva de história do RN, onde se revive

sábado, 14 de fevereiro de 2015

Banda do Siri abre carnaval de 2015 em grande estilo na praia da Redinha

A banda do Siri manteve a tradição, pelo 27º ano seguido de abrir o carnaval no sábado na Redinha. Assim, hoje, a partir das 17 horas, aproximadamente 2 mil foliões saíram pelas ruas da Redinha guiados pelo seu estandarte, um siri gigantes e seus bonecos. A banda vai sair todos os quatros dias de carnaval, sempre a partir das 17h.



A exemplo do que acontece no carnaval da Redinha, a banda tem  a proposta de levar o autêntico carnaval do frevo aos veranistas e moradores durante as tardes e noites dos quatro dias do reinado de momo. Bastante democrática,  o foliões ganha um pacote free,  sem cordas e cordões. 

Desta forma, ela  resgata a liberdade a tradição dos antigos carnavais. Este ano comandada pelo maestro Paulo Henrique e mais 50 músicos, seus bonecos gigantes e estandartes coloridos, contagiando milhares de foliões pelas ruas becos e vielas da Praia da Redinha. A banda do Siri, ao lado do Baiacu na Vara e "Os cão", que sai na quarta-feira, é uma das grandes atrações do carnaval de Natal.


Unidos de Santa Cruz abre, às 22h, desfile das escolas de samba na Ribeira

Samba no pé começa às 23h na Ribeira
Três escolas de samba e duas tribos de índios abrem hoje à noite na avenida Duque de Caxias, na Ribeira, o desfile das escolas de samba do carnaval de Natal 2015. Os desfilem acontecem das 20h às 2h, e vão até a segunda-feira. No sábado, acontece o desfile o desfile das campeãs de cada grupo, que dois das escolas e dois das tribos indígenas. A entrada é gratuita e existem lances de arquibancadas para acomodar os populares.
A tribo de índio Camache abre o desfile, às 20h e às 22horas, será a vez da tribo Apache. Em seguida, acontecem os desfiles das escolas de samba, Unidos de Santa Cruz, Águia Dourada e Confiança do Samba, de Macaíba.

Abaixo, a sequência de desfile das escolas de samba:

Domingo (15), grupo B
• Pilares de Uruaçu - 00h50 à 01h40
• Grande Rio do Norte - 01h40 às 2h30

Segunda (16), grupo A
• Asas de Ouro - 20h às 21h
• Império do Vale - 21h às 22h
• Malandros do Samba - 22h às 23h
• Imperatriz Alecrinense - 23h a 00h
• Ferro e Aço - 00h à 01h
• Balanço do Morro - 01h às 02h