Aproximadamente 1 mil pessoas saíram do cruzamento da Itapetinga com a João Medeiros Filho (Santarém) rumo ao ginásio Nélio Dias. Os populares participavam “IV Grande
Caminhada pela Paz”, na Zona Norte da cidade. O trajeto
será de 3,1 quilômetros. No Nélio Dias, às 19h, aconteceu com o cantor e compositor Nando Cordel. O evento foi promovido pela Prefeitura Municipal de Natal, e para alguns populares não passa de marketing da gestão municipal.
Para Alberto Capistrano, a caminhada e mais marketing e finda em gastos do dinheiro público. Quem também questionou o evento foi Flávio Alex. Para ele,, o evento é muito bonito, mas como os marginais não participam da caminhada, e eles não estão nem aí para o chamamento público.
Na quinta-feira (18) foi apresentado "O Plano de Segurança e Logística"' pelo secretário de Segurança Pública, general Eliezer Girão
Monteiro, e pelo comandante geral da Polícia Militar, coronel Francisco
Araújo Silva.
De acordo com a prefeitura, “a Caminhada pela Paz é um evento que reúne
toda a sociedade natalense, independente de classes sociais e
diferenças socioculturais, partidárias e religiosas, aproximando todos
os indivíduos que queiram um melhor convívio entre si. O evento não tem
conotação política, nem exclusivismo religioso, e também não se
caracteriza como movimento de protestos ou de enfrentamentos. Seu
principal objetivo é despertar o reconhecimento e a importância para
união da sociedade em favor de uma cultura de paz e de não-violência”.
Para a edição deste ano a Secretaria Municipal de Educação realizou durante a semana mobilização junto às escolas para que famílias e alunos e
professores da rede pública de ensino participem efetivamente do
evento. Algumas escolas estiveram presentes com cartazes e faixas que sinalizem o
pensamento da cultura de paz.
domingo, 21 de dezembro de 2014
Fagner relermbra grandres sucessos de sua carreira e empolga milhares de fãs na Zona Norte
| Fagner encantou público quarentão na Zona Norte |
O cantor cearense Raimundo Fagner foi a grande atração na segunda noite da temporada de grandes shows nacionais do Natal em Natal. O show aconteceu ontem à noite no pátio do Ginásio Nélio Dias e trouxe ao local milhares de fãs do artista da música popular brasileira. Antes do show de Fagner, se apresentou o Clube do Chorinho, atração local e também teve a apresentação de peça teatral falando sobre o cotidiano das noites urbanas de Natal. O público, em sua maioria pessoas com a faixa de idade acima dos 40 anos, relembrou osr grandes sucessos de Fagner e não foi registrado um único episódio de violência.
Os shows são aberto ao público, que acontecem em Natal, começaram na Sexta-feira, com a apresentação dos
Paralamas do Sucesso na Arena das Dunas. Paralamas
contou a história de seus 30 anos de carreira. Na zona norte, saiu o rock/pop e entrou o gospel da banda Diante do
Trono, no ginásio Nélio Dias, às 21h; a cantora e pastora Ana Paula
Valadão mostrou que a sua voz atinge vários segmentos de cristãos. E ontem foi, vez da zona norte voltar a se agitada. Destra vez foi com Raimundo Fagner, um dos
mestres da canção popular brasileira,onde ele mostrou seu romantismo entre
clássicos e novidades. Tudo de graça.
Raimundo Fagner tem, oficialmente, 43
anos de carreira, contando a partir do lançamento de seu primeiro disco
compacto, em 1971. Desde então iniciou uma das trajetórias mais
apreciadas da MPB, por onde circulou por diversas sonoridades. Foi do
experimentalismo regionalista até a canção romântica para tocar em
novela.
O show foi um apanhado geral de sua carreira, com uma
pitada de novidade. O cantor e compositor cearense lançou em 2014 um
novo álbum, “Pássaros urbanos”. A veia romântica foi mantida. Portanto,
aguarde pérolas como “Borbulhas de amor”, “Espumas ao vento”,
“Deslizes”, “Canteiros”, “Tanto faz”, “Oração de São Francisco”,
“Guerreiro menino”, “Ai que saudade d’ocê”, “Retrovisor”, “Súplica
cearense”, “Noturno (coração alado)”, entre outras.
O ponto alto dos dois dias de shows no Nélio Dias a tranquilidade. Não foi registrado um único episódio de violência e o público que compareceur ao evernto mostrou que veio mesmo foi para curtir e relembrar a boa música popular basileira.
Chorinho foi a atração musical local no Natal do Nélio Dias
No
próximo domingo (7), às 16:30, o projeto Som da Mata apresenta o
lançamento do CD “Samba, Bossa e Choro com Tempero Potiguar”, de Pedro
Paulo Costa, um areia-branquense que inaugura uma discografia temperada
com muito sal e muita luz.
Pedro Paulo é instrumentista, compositor
e produtor, é artesão do cavaquinho, do baixo e do teclado. Sua viagem
musical faz escala preferencial na Bossa, no Samba e o conduz ao
brasileiríssimo porto do Choro. Seu repertório contempla músicas
próprias e de autores locais como Carlos Zens, Tico da Costa, João
Salinas, dentre outros, reunindo uma sonoridade madura de quem já esta
na estrada há 24 anos.
No palco, uma super banda composta por
Ademir Adriano no acordeom, Gustavo Medeiros no cavaco, Ricardo Menezes
no violão de 7 cordas, Del do Pandeiro no pandeiro, Kleiber Viana na
bateria, Pedro Henrique no tantam e no surdo, João Paulo no violão de 6 e
Gabriel Costa no piano. Achando pouco, ainda rola canjas do duende
Carlos Zens na flauta e Dionísio do Sax.
O Som da Mata acontece graças à renúncia
fiscal da Prefeitura através da Lei Djalma Maranhão e do aporte
financeiro do Programa Unimed Cultural, além do apoio do Governo do
Estado através do IDEMA, que cede o espaço onde acontece o evento.
O evento é gratuito e a entrada no Parque custa R$1.OO.
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at:
http://www.rn.gov.br/Conteudo.asp?TRAN=ITEM&TARG=48085&ACT=null&PAGE=0&PARM=null&LBL=ACERVO+DE+MAT%C3%89RIAS#sthash.HxGZD1Qq.dpufO evento é gratuito e a entrada no Parque custa R$1.OO.
No
próximo domingo (7), às 16:30, o projeto Som da Mata apresenta o
lançamento do CD “Samba, Bossa e Choro com Tempero Potiguar”, de Pedro
Paulo Costa, um areia-branquense que inaugura uma discografia temperada
com muito sal e muita luz.
Pedro Paulo é instrumentista, compositor
e produtor, é artesão do cavaquinho, do baixo e do teclado. Sua viagem
musical faz escala preferencial na Bossa, no Samba e o conduz ao
brasileiríssimo porto do Choro. Seu repertório contempla músicas
próprias e de autores locais como Carlos Zens, Tico da Costa, João
Salinas, dentre outros, reunindo uma sonoridade madura de quem já esta
na estrada há 24 anos.
No palco, uma super banda composta por
Ademir Adriano no acordeom, Gustavo Medeiros no cavaco, Ricardo Menezes
no violão de 7 cordas, Del do Pandeiro no pandeiro, Kleiber Viana na
bateria, Pedro Henrique no tantam e no surdo, João Paulo no violão de 6 e
Gabriel Costa no piano. Achando pouco, ainda rola canjas do duende
Carlos Zens na flauta e Dionísio do Sax.
O Som da Mata acontece graças à renúncia
fiscal da Prefeitura através da Lei Djalma Maranhão e do aporte
financeiro do Programa Unimed Cultural, além do apoio do Governo do
Estado através do IDEMA, que cede o espaço onde acontece o evento.
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No
próximo domingo (7), às 16:30, o projeto Som da Mata apresenta o
lançamento do CD “Samba, Bossa e Choro com Tempero Potiguar”, de Pedro
Paulo Costa, um areia-branquense que inaugura uma discografia temperada
com muito sal e muita luz.
Pedro Paulo é instrumentista, compositor
e produtor, é artesão do cavaquinho, do baixo e do teclado. Sua viagem
musical faz escala preferencial na Bossa, no Samba e o conduz ao
brasileiríssimo porto do Choro. Seu repertório contempla músicas
próprias e de autores locais como Carlos Zens, Tico da Costa, João
Salinas, dentre outros, reunindo uma sonoridade madura de quem já esta
na estrada há 24 anos.
No palco, uma super banda composta por
Ademir Adriano no acordeom, Gustavo Medeiros no cavaco, Ricardo Menezes
no violão de 7 cordas, Del do Pandeiro no pandeiro, Kleiber Viana na
bateria, Pedro Henrique no tantam e no surdo, João Paulo no violão de 6 e
Gabriel Costa no piano. Achando pouco, ainda rola canjas do duende
Carlos Zens na flauta e Dionísio do Sax.
O Som da Mata acontece graças à renúncia
fiscal da Prefeitura através da Lei Djalma Maranhão e do aporte
financeiro do Programa Unimed Cultural, além do apoio do Governo do
Estado através do IDEMA, que cede o espaço onde acontece o evento.
O evento é gratuito e a entrada no Parque custa R$1.OO.
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O repertório da bandinha "Choro Bom" mostra talento dos
compositores nacionais e locais, o Regional Choro Bom é formado por
Allyson Freire (cavaquinho), Emanuel Martins (pandeiro), Iatagam
Rodrigues (clarinete), Jane Eyre Pedro (flauta transversal), Diego
Carvalho (violão), Bruno Barros (violão sete cordas) e Rafael Almeida
(bandolim).
A banda faz parte das mais de 140
atrações que já participaram do Som da Mata, que conta com o patrocínio
da Unimed Natal, por meio do projeto Unimed Natal Cultural. A proposta é
fomentar a produção artística potiguar, formando uma cena cultural
atuante na capital potiguar.
No
próximo domingo (7), às 16:30, o projeto Som da Mata apresenta o
lançamento do CD “Samba, Bossa e Choro com Tempero Potiguar”, de Pedro
Paulo Costa, um areia-branquense que inaugura uma discografia temperada
com muito sal e muita luz.
Pedro Paulo é instrumentista, compositor
e produtor, é artesão do cavaquinho, do baixo e do teclado. Sua viagem
musical faz escala preferencial na Bossa, no Samba e o conduz ao
brasileiríssimo porto do Choro. Seu repertório contempla músicas
próprias e de autores locais como Carlos Zens, Tico da Costa, João
Salinas, dentre outros, reunindo uma sonoridade madura de quem já esta
na estrada há 24 anos.
No palco, uma super banda composta por
Ademir Adriano no acordeom, Gustavo Medeiros no cavaco, Ricardo Menezes
no violão de 7 cordas, Del do Pandeiro no pandeiro, Kleiber Viana na
bateria, Pedro Henrique no tantam e no surdo, João Paulo no violão de 6 e
Gabriel Costa no piano. Achando pouco, ainda rola canjas do duende
Carlos Zens na flauta e Dionísio do Sax.
O Som da Mata acontece graças à renúncia
fiscal da Prefeitura através da Lei Djalma Maranhão e do aporte
financeiro do Programa Unimed Cultural, além do apoio do Governo do
Estado através do IDEMA, que cede o espaço onde acontece o evento.
O evento é gratuito e a entrada no Parque custa R$1.OO.
Show: Pedro Paulo Costa
Dia: 07 de dezembro (domingo)
Hora: 16h30
Local: Anfiteatro Pau-brasil - Parque das Dunas
End: Av. Alexandrino de Alencar, s/nº
Fone: 3201-3985
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Show: Pedro Paulo Costa
Dia: 07 de dezembro (domingo)
Hora: 16h30
Local: Anfiteatro Pau-brasil - Parque das Dunas
End: Av. Alexandrino de Alencar, s/nº
Fone: 3201-3985
No
próximo domingo (7), às 16:30, o projeto Som da Mata apresenta o
lançamento do CD “Samba, Bossa e Choro com Tempero Potiguar”, de Pedro
Paulo Costa, um areia-branquense que inaugura uma discografia temperada
com muito sal e muita luz.
Pedro Paulo é instrumentista, compositor
e produtor, é artesão do cavaquinho, do baixo e do teclado. Sua viagem
musical faz escala preferencial na Bossa, no Samba e o conduz ao
brasileiríssimo porto do Choro. Seu repertório contempla músicas
próprias e de autores locais como Carlos Zens, Tico da Costa, João
Salinas, dentre outros, reunindo uma sonoridade madura de quem já esta
na estrada há 24 anos.
No palco, uma super banda composta por
Ademir Adriano no acordeom, Gustavo Medeiros no cavaco, Ricardo Menezes
no violão de 7 cordas, Del do Pandeiro no pandeiro, Kleiber Viana na
bateria, Pedro Henrique no tantam e no surdo, João Paulo no violão de 6 e
Gabriel Costa no piano. Achando pouco, ainda rola canjas do duende
Carlos Zens na flauta e Dionísio do Sax.
O Som da Mata acontece graças à renúncia
fiscal da Prefeitura através da Lei Djalma Maranhão e do aporte
financeiro do Programa Unimed Cultural, além do apoio do Governo do
Estado através do IDEMA, que cede o espaço onde acontece o evento.
O evento é gratuito e a entrada no Parque custa R$1.OO.
Show: Pedro Paulo Costa
Dia: 07 de dezembro (domingo)
Hora: 16h30
Local: Anfiteatro Pau-brasil - Parque das Dunas
End: Av. Alexandrino de Alencar, s/nº
Fone: 3201-3985
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Show: Pedro Paulo Costa
Dia: 07 de dezembro (domingo)
Hora: 16h30
Local: Anfiteatro Pau-brasil - Parque das Dunas
End: Av. Alexandrino de Alencar, s/nº
Fone: 3201-3985
Cotidiano da vida noturna natalense é revisto na peça "Margerm da Ribeira"
| Turista internacional é assediado por prostitutas e cafetinas |
'Margem Ribeira', da Bololô Cia Cênica, se apresentou nos dias 18, 19 e 20 de dezembro, sempre às 19h, no estacionamento do Ginásio Nélio Dias, na zona Norte de Natal.
Artesanato
A Praça das Flores, que fica no bairro de Petrópolis, na Zona Leste de Natal, recebe neste final de semana a Feira de Artes de Petrópolis – com exposição de artesanato, artes plásticas, antiguidades, comidas artesanais, flores e plantas ornamentais.
Na Praça da Árvore de Mirassol também há feirinha de artesanato, praça de alimentação e diversos brinquedos para alegrar a criançada. A atração do local é a árvore de Natal com 126 metros de altura e 800.000 mil luzes nas cores verde, amarela, branco, azul e âmbar.
quinta-feira, 27 de novembro de 2014
Copa Nossa Cidade Natal Sub-15 tem oito jogos neste final de semana. Dois acontecem no Formigão
![]() |
| No sábado, a partir das 8h acontecem dois jogos na Zona Norte |
Nesta etapa do torneio, quem perder é eliminado, então, desta fase restarão oito equipes que seguem em confronto direto até a final, marcada para o dia 20 de dezembro.
Os jogos do sábado são:
8h - IDFH x CD Pajuçara (campo Soledade II)
9h15 – Provérbio Salomão x Bom Pastor (campo Soledade II)
8h - Quintas x Nova Descoberta (campo Dix Sept Rosado)
9h15 – Santa Cruz x União Vale Dourado (campo Dix Sept Rosado)
8h – Santos Reis x Projeto Futuro (campo Rocas)
9h15 – Projeto 10 x Santarém
No domingo, jogam:
14H30 - Satélite x Parque das Dunas (campo Dix Sept Rosado)
15h45 – CD Felipe Camarão x Rocas (campo Dix Sept Rosado)
Alunas de escola pública surpreendem professores em Seminário de Ensino Religioso na Zona Norte
| Sara e Cibele falam para professores e alunos da UERN |
Ao final da apresentação, a professora da UERN, e doutora em Antropologia, Irene Van den Berg confessou que mesmo sendo conhecida no meio acadêmico com boa oradora, e que fala muito, na idade delas, jamais teria coragem de enfrentar um público como elas assim fizeram.
O trabalho que Cibele e Sara apresentaram, falava sobre os poderes curativos da flora brasileira, que contemplava a matriz religiosa indígena, conteúdo trabalhado em sala, na disciplina de Ensino Religioso. Elas falaram para um público formado de professores da rede municipal de ensino, estudantes de graduação, especialização em Ciências da Religião de Natal, Caicó e cursos de Teologia e Antropologia do RN.
Além de Van den Berg, outros professores não pouparam elogios, como foi o caso de Erlon. "Se realmente for investido nestas meninas, elas devem ter muito futuro", argumentou.
O Seminário de Ensino Religioso aconteceu durante todo esta segunda no Complexo Cultural de Natal, na Zona Norte. O evento que teve como tema Memórias Religiosas e a Sala Aula: produzindo conhecimento para a diversidade truxe a Natal o pesquisador pernambucano Drance Elias da Silva, Unicap, que proferiu duas palestras. A primeira, pela manhã, Matriz religiosa brasileira, diversidade e intolerância, e, à noite, Tópicos de metodologia para Ensino Religioso. Outros palestrantes foram: Msc, Eden Ernest Silva, assessor pedagógico da SME-Natal., e Francisco de Assis Lopes, de Natal.
Além das palestras, aconteceram cinco oficinas pedagógicas, três apresentações de práticas em sala de aula, entre as quais a apresentada pelas alunas do Francisca de Oliveira e shows culturais.
segunda-feira, 17 de novembro de 2014
Jardim Progresso, na Zona Norte é o bairro que tem maior número de terreiros de candomblé em Natal
| Professores de Natal em visita ao terreiro de Mãe Luciene |
Mas, um fato chamou a atenção da população do bairro nesta segunda-feira. É que dezenas de professores da rede municipal de ensino tiveram uma aula de campo, no terreiro de Mãe Lucine, que é um dos maiores do RN. Luciene, que atualmente está cursando Ciências da Religião
falou sobre alguns símbolos e rituais do Candomblé e da Jurema.
Por ser religiões muito rica em simbologia, o tempo não deu
para abarcar o universo de simbologia e ritualística da cultura. Porém, não se
pode negar que os professores que estiveram nesta aula de campo saíram com
muitas informações até o momento desconhecidas.
Na oportunidade, Luciene comentou que mesmo o preconceito
sendo muito grande quanto a religião, não se pode negar a louvável iniciativa
da Secretaria de Educação de Natal ter promovido esta aula de campo. A mãe de santo também lembrou que mesmo
existindo uma lei específica para o resgate a cultura afro-descendência, na
realidade, em outras gestões eventos como este vinham sendo sempre adiado, o
que culminava em falta de tomada de decisão. Na realidade, lembrou Luciene, era
uma espécie de “banho-maria”, e assim, a gestão terminava seu período e nada de
efetivo era feito.
Depois de feita estas considerações e saudações aos
professores presentes no terreiro, Luciene conduziu a turma a entrada do
terreiro, e fez uma caminhada por todo o espaço comentando e respondendo
perguntas de cada simbologia presente no terreiro. Entre esta explicação,
Luciene falou do simbolismo dos sacrifícios de animais. Ela lembrou que este é
um ritual bastante questionado, mas em sua essência está a transferência de
energia. “Nós não sacrificamos um animal simplesmente por sacrificá-lo. Para
que isto aconteça se tem de ter um motivo bem claro. O sacrifício simboliza uma
transferência de energia”, explicou. Na oportunidade, ele mostrou o couro de um
bode que havia sido sacrificado. Neste caso, a carne serviu para alimentar a
comunidade, e o couro será transformado em instrumento musical que será usado
no ritual religioso.
Respondendo a uma pergunta da professora Aninha, Luciene
falou sobre a importância dos vegetais no candomblé. Ela lembrou que cada
vegetal plantado no terreiro tinha uma simbologia própria. No candomblé, cada
orixás detém conhecimentos de diversas ervas, mais de cada. Além do candomblé,
a jurema, que é uma religião genuinamente nordestina, também tem uma relação
muito forte com a cura através das plantas. Inclusive, de que a religião leva o
nome de uma árvore que é símbolo do Nordeste. Ela é resistente a seca e de suas
raízes, caules e folhas e flores são retirados princípios ativos para diversos
males que podiam acometer o índio nordestino, ou seja, o caboclo da mata.
Assim, a árvore seria carregada de uma mística própria.
NÚMEROS - Mesmo o número de igreja pentecostais sendo maioria, o fato é que as religiões de origem afrodescendente ocupam um bom espaço no bairro de Jardim Progresso. No bairro existem 14 terreiros, sendo o de Mãe Luciene o maior dele.
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