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| Áreas para evacuação das águas foram ocupadas Zona Norte |
Quando chega o período de chuvas em Natal, o mesmo drama se repete, com as inundações que levam o caos a cidade. Junto com elas, as enxarradas de críticas ao gestor público municipal, mas o problema residem em outros setores também. É irresponsabilidade pública de outros governantes e também de outros
setores da economia, da falta de cidadania e responsabilidade social. A
foto ao lado mostram acúmulos de água em frente a feira livre do
conjunto Santa Catarina. Pois bem, isto não deveria está acontecendo.
Pelo contrário, foi montado um projeto urbanístico na década de 80, onde
as cidades seriam contempladas por um programa federal de construção de
casas populares. Estes conjuntos habitacionais foram todos ( Santarém,
Soledade I e II, Santa Catarina e Panatis) com objetivo de terem ruas
planejadas com amplo espaço verde. O objetivo desta área verde era de
tornar o clima mais ameno, escoar as águas e tornar os espaços públicos
mais belos.
E, pasmem. Este programa foi elaborado e executado no
Governo de João Batista de Figueiredo, tendo como Governo do Estado
Lavoisier Maia.
Observe
que os conjuntos habitacionais da Zona Norte, obedecem um bom fluxo de
veículos. É formado por ruas largas primárias (Itapetinga, Senhor do Bonfim, Paulista,etc), outras secundárias, e outras
terciárias. Como se fosse um fluxo normal de um rio com seus afluentes. Ou seja, o fluxo de
veículos vão aumentando da terciária até a primária. Ao centro destes
conjuntos foram deixadas áreas abertas, as quais serviriam para
construção de praças públicas, esportivas, escolas, postos de saúde. Os
conjuntos também receberam espaços comerciais ( Cicons). E, separando um
conjunto habitacional de outro, foi deixado uma faixa de terreno
horizontal. Pode observar que separando o Soledade II do Santa Catarina
(teria, mas foi ocupada) uma faixa de terra, assim como do Santa
Catarina para o Panatis, e do Soledade II para o Nova Natal.
Mas,
veja o que aconteceu. Estas faixas foram (quase todas ocupadas).
Construções clandestinas, loteados ( e aí a documentação só pode ter
sido esquentada), ou doadas para construções de igrejas, associações
culturais, etc. Inclusive, a ocupação continua com a pouca faixa de
terra que ainda existe. Observe nas três fotos abaixo. Esta área era
exatamente a faixa de terra que separava o Soledade II do Santa
Catarina. Ela não deveria ser ocupada. Era para ser uma faixa verde. No
máximo seria construído bosques, nunca alvenarias como estas. O mais
grave, se fez construções e as obras não tiveram nem mesmo o cuidado de
fazer uma galeria para escoamento das águas. Agora, caso queira
minimizar o problema, a conta vai para o poder público. Ou seja, o
privado, provoca o caos e lança no bolso do contribuinte. Como o cidadão
brasileiro não tem consciência disto, se torna omisso.