Vida natural

terça-feira, 4 de março de 2014

Balanço do Morro homenageia Theodorico Bezerra e escola irradia energia e alegria já na concentração

Carro alegórico traz Theodorico Bezerra e seu cavalo branco
A  Balanço do Morro fechou os desfiles das escolas de samba de Natal no carnaval de 2014. Já passavam das 02 da madrugada da terça-feira quando a escola das Rocas entrou na avenida Duque de Caxias. Trazendo como tema "Theodorico Bezerra, o último imperador do sertão", a Balanço do Morro, indiscutivelmente foi a escola que demonstrou mais euforia na concentração. Faltando 20 minutos para entrar na avenida, a bateria se formou na concentração, momento que também chegaram o casal de mestre sala e porta bandeira, além das rainhas de baterias. Estes componentes permaneceram sambando até a hora de entrar na avenida. Eles sorriam se abraçavam, ou posavam para fotos de gente da comunidade.
Para descrever de forma visual o samba enredo de Debinha e Gerson, os diretores de artes visuais da escola trouxeram para a avenida, a biografia de Theodorico Bezerra.  Desde a fazenda Uirapuro em Santa Cruz, as suas viagens pelo mundo e múltiplos investimento.
Theodorico Bezerra foi uma figura emblemática. Mesmo morando no Agreste do RN e ainda num mundo que não tinha uma grande visão de empreendedorismo. Também era um apaixonado pelas artes e cultura mundial. Viajou o mundo inteiro para conhecer novas culturas, como ao Egito e Oriente Médio.
A Balanço trouxe carros alegóricos se referindo a religiosidade do major do sertão, com seu culto aos santos populares e ao frade Damião de Bozzano. Um carro simbolizavava a fazenda Uirapuro, com Theodorico montado em seu cavalo branco, o qual costuma fiscalizar a sua propriedade rural. Outro carro, uma réplica do Grande Hotel, um dos maiores investimento voltado para o turismo, quando esta economia ainda não era trabalhado de forma profissional. Já fechando o desfile, outra ala trazia os festejos juninos, entre eles, as populares quadrilhas nordestinas. A última ala, rendia homenagens a Agacy, o carnavalesco da verde rosa que faleceu na semana passada.
Ao final do desfile, mesmo já se aproximando das 4h, o público não abandonou o desfile, e a escola encerrou sua apresentação como séria concorrente ao título de 2014. Malandro do Samba, Imperatriz Alecrinense, também levantaram o público presente a Duque de Caxias.
Veja mais fotos neste álbum deste face:
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Imperatriz Alecrinense mantém a tradição de trabalhar grandes temas, e traz os quatro elementos da natureza

Porta-bandeira Cecília e o mestre sala Jeferson da Alecrinense
A Imperatriz Alecrinense, terceira escola de samba a entrar na avenida nesta segunda-feira de carnaval (03/03) manteve a tradição de surpreender o público na Duque de Caxias. A escola do populoso bairro de Natal trouxe como tema os quatros elementos da natureza. Um tema amplo, que envolve mitologias, meio ambiente e no início da racionalização humana foi amplamente debatido entre os filósofos gregos.
Mas, o fato é que a Imperatriz explorou muito bem o tema e enredo. Na comissão de frente, uma coreografia mostrava a evolução do homem da pré-história com a descoberta do fogo. Muito bem ensaiada, os jovens conseguiram mostrar os primeiros movimentos humanos, ainda sobre quatro patas, até ser tornarem homem erecto. Ao descobrir o fogo, uma mistura de espanto e alegria. A ala cativou o público e acompanhei na dispersão aplausos eufóricos dos populares.
Além da comitiva de frente, a Imperatriz outros dois carros com duas alas trabalharam o fogo/terra e a água. No fogo, orixá xangô, vulcões e terremotos mostravam que o elemento fogo não estava dissociado, sendo que um tem o poder de transformar o outro. No carro da água, orixás africanos da água, mais uma deusa da mitologia grega, eram destaque do carro alegórico que ainda trazia uma sereia. O carro todo azul, cor das águas, sob o efeitos de luzes davam um brilho todo especial. Na alegoria,   uma sereia parecia emergir das  águas. Outro carro, mostrava o movimento, simbolizando o ar, onde uma coroa girava constantemente. Assim se trabalhou a força que o ar exerce no planeta terra/água. Outros carros alegóricos e alas complementavam o samba enredo que foi facilmente assimilado pelo público. Mais fotos sobre o carnaval de Natal nesta página de face abaixo:
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segunda-feira, 3 de março de 2014

Colorido, ritmo e garra marca a segunda noite de desfile na Duque de Caxias. Graças a disposição dos carnavalescos

Passista da Escola Pilares de Uruaçu
Graças a força de vontade dos representantes de escolas de samba e tribos indígenas, é que foi possível a realização de suas apresentações em Natal.Assim, na . Na noite desta segunda-feira (2), cinco tribos e quatro escolas passaram pela Avenida Duque de Caxias, na Ribeira, onde foi montado um dos cinco pólos do Carnaval Multicultural de Natal. As apresentações começaram dentro do horário previsto pela organização, uo seja às 21h, com a tribo de índio Potiguares, homenageada neste ano pelo seu centenário e seu cacique Raimundo Brasil. Os desfiles se encerraram na madrugada com o samba da Escola Ferro e Aço. Hoje (3) ainda tem mais desfile na Ribeira, a partir das 20h.

O desfile de tribos e escolas de samba recebeu  um bom público , Porém, muita gente foi embora antes das 00. conforme a hora. O motivo seria o pouco número de ônibus. Depois dos Potiguares, que homenagearam Raimundo Brasil, foi a vez da tribo Guaracy desfilar com o tema “O Índio Purarucu”. Desfilaram 231 integrantes da tribo, sendo todos moradores do bairro Mãe Luiza, zona Leste de Natal.

O público ainda viu a tribo Tupi Guarani, com 160 índios; a Gaviões Amarelo, que levou 60 jovens e crianças de Igapó; e a atual campeã do Carnaval: a Tabajara, de Felipe Camarão, cuja temática foi voltada para as mulheres guerreiras.

Depois das apresentações das tribos, já a  meia-noite, foi a vez das escolas de samba entrarem na avenida. Primeiro foram duas do grupo B. Logo em seguida, vieram as duas agremiações do grupo A. A  Escola Pilares de Uruaçu desfilou sem a ala das baianas. O presidente Cláudio não  soube informar o que aconteceu, tanto assim  que até o final do desfile da escola, não se tinha nenhuma notícia. Na verdade o ônibus com as baianas não chegou a tempo e muito menos mandou informar do que havia acontecido. Cláudio ainda desabafou que o sacrifício é muito grande e que não recebeu nenhum recurso oficial. O carnavalesco participa do carnaval de Natal desde 1953, e é esta história de vida e de amor que o motiva a enfrentar todas as barreiras.A Pilares do Uruaçu é de São Gonçalo do Amarante e homenageou uma filha ilustre da terra: a romanceira Dona Militana.

Quem vem acompanhando o desfile desde o início percebeu a precariedade. No sábado, apresentação das tribos do Grupo B e escolas do grupo de acesso, a estrutura ainda estava sendo montada. Faltava alambrado e na concentração não tinha iluminação. No domingo, o problema foi solucionado.
Mias informações sobre o carnaval de Natal 2014 em:
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domingo, 2 de março de 2014

Mobralinos Mapibu pede um minuto de silêncio para refletir sobre a violência que vem assolando a Grande Natal

Jovens índias mostram o estandarte da tribo Mapabu
 A Mobralinos Mapabu foi a segunda tribo de índio a desfilar na Avenida Duque de Caxias, na Ribeira, no desfile oficial do carnaval multicultural de Natal 2014. Com duas lindas jovens índias portando o estandarte da tribo, servia como uma espécie de comissão de frente, que ainda tinha um caçador puxando um jacaré, simbolizando que a tribo era formada por caçadores das lagoas da cidade de São José de Mipibu. Nele, um índio enfrenta uma onça.

O Mapabu é uma tribo pequena, mas que tem a tradição de manter viva a história dos seus antepassados e por isto sempre vem se apresentando nos carnavais de Natal. Ela foi fundada em 1960 por um grupos de alunos da Escola Municipal Severino Berra de Melo, que frequentavam as aulas de alfabetização do Mobral. Ao ouvirem dos professores a histórias dos seus antepassados e da importância de preservar este conhecimento, eles botaram a teoria na prática.

Atualmente que preside a tribo é José Gonçalo,  mais conhecido por Zé  Bonitinho. Antes de entrar na avenida, ele pediu um minuto de silêncio para lembrar da violência que vem tomando conta da Grande Natal, sendo as drogas a grande responsável por este fato lamentável.
Mais fotos sobre a tribo indigena clicar no link abaixo:
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Confiança de Macaíba traz à avenida a força de Xangô e a magia da fé nas religões afrodescente no Brasil

A porta bandeira da Escola de Samba Confiança de Macaíba
A Escola de Samba Confiança, de Macaíba entrou na Avenida Duque de Caxias, trazendo como tema enredo os poderes do Rei Xangô e seu imensurável poder. A comissão formada por exus, que receberam suas oferendas para limpar a avenida e impedir qualquer força negativa ao evento. Foi um desfile que reuniu beleza e também magia, com uma ala dedicada as pombas-giras, símbolo do amor na terra, formada por belas mulheres.
Ao ser dada a ordem de largada para o desfile, logo de percebeu que existia algo especial no ar. O público que já estava cansado (já era perto das 2h da madrugada) e que muitos haviam deixado as arquibancadas e os alambrados para lancharem ou beberem, logo voltaram a ocupar seus lugares. Dez minutos depois, se verificou que todos os presentes estavam atentos, batendo palmas ou dando gritos de viva! Na verdade, foi um desfile pomposo, numa mistura de luxo, suspenso e magia. A escola trouxe a força de xangô, mas também a magia que marca a religiosidade afrodescendente no Brasil.
Entre os populares que se encantaram com o desfile da Confiança, estava a pernambucana Marineide Miranda. Ela fotografou cada ala da escola e disse que iria mostrar a seus familiares no Recife, de que Natal tinha também escola de samba. "O pessoal diz no Recife que Natal nao tem carnaval. Vou mostrar isto a eles", justificou. "Não só tem como são lindas", esclareceu a pernambucana.
Ao clicar o link abaixo, se pode ver mais de 60 fotos deste desfile contagiante.  
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Escola de samba Santa Cruz aposta em mulatas com samba no pé na Duque de Caxias

Beleza e leve na Duque de Caxias
A escola de samba Santa Cruz de Macaíba homenageou os grandes nomes de sua cidade, entre os quais, a poetisa Auto de Souza, porém apostou forte em belas mulatas e bateria afinada como forma de levantar o público na Duque de Caxias. A escola foi a segunda a desfilar na noite. Antes, aconteceu o desfile da Confiança, uma escola que não poupou em sua fantasia, afinal de contas, o tema era o grande orixá Xangô.
Além de homenagear Xangô, a confiança trouxe a avenida diversas alas, com cada uma apresentando a mitologia dos orixás e guias do candomblé de umbanda. A comissão de frente era composta pelos temidos e trapaceiros exus. Lindas baianas e um carro alegórico exclusivo para as pombas-giras, onde em destaque uma linda morena, que transcreveu bem a beleza e sedução deste mito, que simboliza o amor carnal entre os humanos.
Quem compareceu ao desfile e foi até a concentração, já pode notar o clima da escola Santa Cruz. Uma bateria forte, e mulatas sambando enquanto aguardavam a hora de entrar na avenida.
Mais fotos e informações sobre o Carnaval em Natal 2014, nesta página de facebook: https://www.facebook.com/pages/Festas-populares-no-RN/485786984859845?sk=photos_albums

Tapuias supera dificuldades, empolga público na Duque de Caxias e desfile como candidata ao título em seu grupo


Tapuias trouxe a avenida o mito das mulheres guerreiras
Três tribos de índios se apresentaram na noite deste sábado (01/03) na Avenida Duque de Caxias. A Malibu, de José de Mipibu, Tapuias da Redinha e Apaches de Felipe Camarão. A Guarani, estou o tempo de 15 minutos de tolerância e foi desclassificada.
As apresentações das tribos chamaram a atenção do público, a ponto de a medida que o desfile ia caminhando, muita gente acompanhava no alambrado a tribo fotografando ou filmando com máquinas e celulares.
Das três tribos, a Tapuia da Redinha surpreendeu a to dos. Sem recursos, a tribo do cacique Waldir estava até pensando em não participar do carnaval de 2014. Mas, graças aos esforços de cada participante, e do casal Waldir e dona Francisca, a tribo compareceu a Duque de Caxias. Fez uma apresentação brilhante e terminou o desfile como séria candidata ao título em sua categoria. Os passos das mulheres guerreiras, o confronto com o homem branco e crianças portando frutos das terras potiguares, encantaram o público. Ao final do desfile, exaustos ( os componentes trabalharam até as 18 horas dando os últimos retoques na fantasia) os participantes bateram palmas e muitos choravam de emoção. Suads e com calos no pé, a jovem Luana comentou: "Foi sofrido, mas valei a pena". Mais fotos e informações sobre o Carnaval de Natal 2014, nesta página de facebook abaixo:
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