Vida natural

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Diário Oficial da União publica aviso de licitação para a construção do Complexo Viário do Gancho de Igapó

Viaduto com túnel em forma de Y liga Natal ao interior do RN
Sem tempo hábil para a Copa do Mundo e para a inauguração do Aeroporto Aluízio Alves em São Gonçalo do Amarante, finalmente, saiu o aviso de licitação para a contrução do Complexo Viário do Gancho de Igapó,entroncamento para as cidades de São Gonçalo do Amarante, Ceará-Mirim e Extremoz. A intenção pública se materializou com a publicação hoje (04/02) no Diário Oficial da União  o aviso de licitação para a execução de serviços de adequação e restauração do Complexo Viário do Gancho de Igapó. A previsão de abertura das propostas é 28 de fevereiro. A licitação ocorre em Regime Diferenciado de Contratações (RDC), no formato eletrônico.
De acordo com o projeto, entre as principais intervenções estão a construção de túnel em formato “Y”, interligando a Avenida das Fronteiras com a BR-101, sentido Natal, e com a rodovia RN-160 - sentido São Gonçalo do Amarante. O equipamento terá 4,5 mil metros quadrados.  Além disso, um viaduto com 280 metros de comprimento também será erguido ao longo da rodovia federal, no sentido duplo – crescente e decrescente.
DRENAGEM- Mas, o projeto não se resume apenas ao trânsito. A obra também prevê a construção de sistema de drenagem para a captação e condução de águas pluviais, e uma estação elevatória. Quanto a urbanização da área está incluída no projeto, através da instalação de 150 postes de iluminação pública. O trecho receberá ainda abrigos de ônibus e quadras esportivas.
Como o tráfego de veículos é intenso neste trecho, os desvios serão feitos em etapas, a medida que cada etapa da obra tenha sido concluída. A obra terá acompanhamento para avaliar durante a execução possíveis riscos, fluxo de trânsito e cronograma. O tráfego no local hoje é de cerca de 75 mil veículos por dia. 

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Instalação de grandes redes de supermercados faz com que pequenos migrem para a periferia da Grande Natal

Mercadinho Araújo é lidera vendas no Irã, Iraque e Malvinas
A concorrência acirrada e com algumas redes de supermercados e até multinacionais se instalando na Zona Norte a partir do ano 2000 vem fechando os pequenos negócios do ramo de cereais. Não dando para concorrer com os "peixões" do mercado, a saída é apostar em comunidades mais afastadas, geralmente situadas nos municípios de São Gonçalo, Macaíba e Extremoz.
Mas, como nas análises sociológicas de que um peixe grande engole os pequenos, enquanto alguns comerciantes com mais capital migram para estas comunidades, as pequenas mercearias vão fechando. "O pequeno comerciante vive de pequenas vendas, em dinheiro. Não temos estrutura para legalizar o negócio, pagar impostos, contador, máquina de cartão de crédito", lamenta João Maria, um pequeno comerciante do Vale Dourado. O mesmo acontece com Luizinho, em Extremoz. Ele lembra que começaram a chegar em sua comunidade pequenos mercadinhos, que oferecem prazo, fazem sorteis e muitos entregam até as compras em casa. O comerciante lembra que tem dia que não vende uma única mercadoria.
Um exemplo citado pelos dois pequenos comerciantes, é o que aconteceu na comunidade do Irã, na Zona Rural de Extremoz. Além do Irã, a comunidade ainda congrega outras duas Malvinas e Iraque e de olho neste pequeno mercado está o Mercadinho Araújo. A administração do Mercado Araújo, com mais recursos e com uma visão de marketing de dá inveja realiza premiações com a comunidade. Domingo (02/03) o Mercadinho Araújo estava aniversariando e a comunidade viveu um domingo festivo, com shows, brindes, fogos e muitos sorteios.
Mas,  para alguns especialistas, a solidez de um mercadinho como o Araújo, pode ser efêmera. É que outros investidores, com mais capital, pode chegar ao local e ganhar o mercado. A profecia se baseia no que já aconteceu na Zona Norte. Até os anos 90, supermercados como Medeiros, Japonês, São José, Avelino e Bandeirante foram perdendo terreno até fecharem. Nos anos 2000, além da solidez do Nordestão, chegaram o Carrefour e Atacadão. A partir dai, pouca gente vem sobrevivendo no mercado.

Futebol society é um nicho de mercado que vem atraindo os investidores nas cidades da Grande Natal

Clube society JP Soccer, na estrada para Estivas em Extemoz
Como o comércio de alimentos está ficando complicado, alguns investidores estão apostando no seguimento do lazer, especificamente voltado para o futebol. Assim, dezenas de campos de futebol society estão surgindo, não somente em Natal, mas também em cidades da Grande Natal, como Macaíba, São Gonçalo, Extremoz, Parnamirim e Ceará-Mirim.
Para os investidores, a vantagem que se tem neste seguimento de mercado é o dos gastos serem baixos, comparados a outros nichos. Porém, não é fácil montar um negócio deste, em face de que requer um investimento inicial bastante alto, a começar com o terreno a ser implantado. Geralmente será necessário, pelo menos uma área de meia hectare. Somente o espaço já se faz necessário um investimento na faixa de uns R$ 200 mil, dependendo da área.
Mas, a vantagem deste investimento é a prática esportiva também pode agregar outros investimento, como pousadas, clubes para eventos sociais e festas, bares, restaurantes, etc.
Um exemplo disto foi o que aconteceu com o Caju Society, na estrada da Redinha. Tudo começou com os três campinhos de peladas. Os amantes do esportes traziam a família, então se foi necesário colocar piscinas, o que puxou o restaurante e também o bar. Afinal de contas, todo peladeiro adora uma gelada depois das partidas. Mas, o Caju foi mais longe. Como a Casa Shock havia se mudado para Extremoz, o clube se transformou também num clube de shows, com pagodes, forró e música de tudo quanto é gosto.
Outros clubes society estão surgindo,como o Espaço Verde em Gramorezinho, Bate Bola, no Vale Dourado, entre outros na Zona Norte. Em Extremoz existem, pelo menos quatro, mais quatro em São Gonçalo, três em Macaíba e em Parnamirim, pelo menos uns 10. Alguns destes investidores alegaram que não dá mais para continuar no seguimento de alimentos e miudezas. Para eles, a concorrência é muito desigual com empresas de grande porte, não somente nacionais, mas até multinacionais que se instalam no Brasil.
A febre é tanta que até gente sem recursos financeiros está apostando no investimento. Assim, uma família de uma comunidade rural em Extremoz (KM- 23) deixou de plantar sua roça e no lugar construiu um mini-campo. Assim, enquanto os jogadores estão em campo, outros estão tomando cerveja e comendo churrascos debaixo de mangueiras, cajueiros e coqueiros.

Olho D'Água vai a Macaíba e atropela o Juventus: 5 a 0. Time de São Gonçalo segue invicto na temporada

Time do Olho 'Água que goleou o Juventus de Macaíba
O Olho D'Água atropelou o Juventus, goleando por 5 a 0, em partida que aconteceu domingo de manhã na cidade de Macaíba. Com a goleada, o time de São Gonçalo continua invicto na temporada, nas séries de amistosos que vem realizando em preparação ao campeonato municipal do município. Apesar da goleada, do Olho D'Água iniciou o jogo apático, só encontrando seu potencial de jogo a partir de um gol marcado numa cobrança de penalidade. 
Como o time do Juventus entrou em campo precisando de uma vitória, pois se perdesse teria a segunda derrota seguida no confronto  entre as duas equipes, o Olho D'Água entrou em campo bastante cauteloso. Assim, mesmo dominando o primeiro tempo, a equipe não conseguia levar muito perigo ao gol do Juventus. Era um jogo estudado, o que tornava a partida bastante apática. Também o time errava muito os passes.

Em campo, os meias quase alinhados aos volantes, Vandeilton e Fábio, protegiam à frente de Sidinaldo e Frank. Ednaldo e Eugênio trocavam de lado e faziam a diagonal simultaneamente, procurando Sidnei e abrindo os corredores para o apoio dos laterais Fabiano e Maxwell.  Mas, bastou o primeiro gol sair, para o time começar a gostar da partida. Depois de  Eugênio sofrer pênalti,  cobrado por Sidnei, que abriu o placar. Ivan fez em cobrança de falta e Ednaldo fechou o primeiro tempo com um belo chute de longa distancia.
 Reflexo de um passeio tático do Olho D’água ao longo dos 45 minutos. A movimentação constante de Ednaldo, Eugênio e Sidnei em torno Ivan, encarregado de articular as jogadas, tornaram o primeiro tempo tranquilo para as modificações.
Na volta para o segundo tempo, o treinador Cícero colocou André e Bruno à frente da zaga, Miranda e Ivan mais avançados e Eugênio fazendo dupla com Aldir; pelas alas, Sidiclei e Evaldo entraram no lugar de Fabiano e Maxwell, respectivamente.
Com as mudanças, o Olho D’água seguiu dominando o jogo. Aos poucos o time Macaibense foi reduzindo o ritmo, tentando administrar o placar desfavorável. Cozinhou o jogo com passes curtos, avançou aos poucos, guardando a própria defesa e acelerando nos contra-ataques quando oportuno. Mais sem o exagero no jogo, pois já sabia que a derrota era certa.
Com a vantagem o Olho D’água mostrou cautela defensiva: marcação por zona, pressão no homem da bola e compactação dos setores, com a última linha avançando para ficar perto dos meio-campistas, abafando a criação adversária.
 Ainda houve tempo para Cícero colocar em campo o garoto Dinho. Depois da alteração o time ampliou com André, Ednaldo e viu Bruno acertar o travessão com uma bomba de longa distancia;
 No final o time num 4-4-2 ultraofensivo e o Juventude tentando administrar e não levar mais gols. Com seriedade e paciência, o Olho D’água segue sem derrotas em 2014. Não brilha, nem encanta. Mais segue forte, regular e consistente, para a alegria da linda, vibrante e maravilhosa torcida.
O que verificou em campo é que o Olho D'Água tem um time forte, consistente e com padrão tático mais definido. Vencer é consequência, não devia ser condição. Mesmo assim, diz o treinador Cícero "O Olho D´Água nunca sai para ganhar o jogo, sai para jogar no erro do adversário e, consequentemente, sempre consegue.

domingo, 2 de fevereiro de 2014

Túnel dos índios Tupis Paiacus em Extremoz foi enterrado e patrimônio histórico das Américas está sendo destruído

Tupis e Paiacus está de Extremoz foi aterrado
Um pedaço do patrimônio históricas da Américas está sendo destruído, ou seja, muita coisa já foi destruído. Em 2009, tive a felicidade de fotografar o túnel dos índios que habitam as margens da Lagoa de Extremoz (Aliás, me parece, este é o único registro fotográfico deste túnel, inclusive um morador disse que já haviam procurado saber da existência deste registro histórico).
O morador, que não quis que seu nome fosse revelado, em entrevista neste domingo à tarde (02/02/2014) informou que o túnel não existiam mais. Inclusive uma casa foi construída no local onde era a saída do túnel. O nativo, uma pessoa que conhece a história de Extremoz, lamentou o acontecido e adiantou que quem iria perder com isto era o patrimônio histórico do RN e também a cidade. Ele adiantou que se tivessem preservado o patrimônio histórico da cidade, hoje a população também ganharia muito, pois receberia turistas de todo o mundo.

Abaixo, a matéria publica neste blog no dia 28/02/2009.



Abandonado e esquecido do público, este túnel é uma prova viva e material de uma história de resistência, sangue e barbárie que marcou a colonização do RN. Para resistir ao trabalho escravo dos colonos no século XVII, os índios Tupis e Paiacus construíram uma rede de túnel, a qual, ligavam o mosteiro jesuíta de São Miguel e outro até a Ponta dos Franceses. Mas, se não forem tomadas medidas urgentes, ele pode desaparecer, assim como aconteceu com o outro, que foi soterrado por uma capinadeira que fazia limpeza do solo. O túnel fica ao pé de uma frondosa mangueira, e somente tive acesso porque contei com a colaboração de um nativo, já que se tem de enfrentar um terreno repleto de urtigas, e passar por baixo de arames, etc.
Quando os jesuítas foram expulsos em 1725, viviam na aldeia 1.429 índios, muito gado e uma bela capela. Segundo Câmara Cascudo, a mais bela arquitetura colonial da época. A Vila Nova de Extremoz, a primeira do Estado, foi fundada em 1758, por Bernardo Coelho Gama Casco. Fora sempre povoada, com terrenos e plantios desde o início do Séc. XVII. Os holandeses visitavam-na freqüentemente e pensavam em dividir a Tijuru ( Lagoa de Extremoz), transformando-a em reservatória d’água. Separando suas águas pela Ponta Francesa e Ponta Grossa, a Seção superior seria mantida doce pelo rio Caratã a parte inferior ficaria salgada ou salobra, comunicando-se com o mar através do Rio da Redinha que, à época, permitia passagem de botes e embarcações de fundo chato, transportando os produtos da região.

Debaixo desta mangueira estavam os dois túneis

Na foto, apenas um túnel, o outro já havia sido enterrado
Abaixo desta mangueira estavam os dois túneis cavados pelos índios que habitaram a Lagoa de Tujiru. No momento em que fiz a foto (publicada acima), existia apenas um túnel. O outro já fora aterrado.
Graças a um nativo, ele me levou até a mangueira. Mesmo o local sendo patrimônio histórico, ele era uma propriedade privada, fechada ao público, inclusive com tratores fazendo terraplanagem. As fotos foram  publicadas neste blog, conforme a data, mesmo dia em que fiz as fotografias.
O nativo me informou que, se eu tivesse acesso teria acesso a dois outros buracos, já na proximidade da lagoa. Era onde os índios saiam, caiam nas águas da lagoa e conseguia fugir dos bandeirantes europeus, nadando para a mata fechada no outro lado da lagoa, onde hoje está a comunidade de Guajiru. O nativo falou também da lenda do boitatá, uma cobra gigante que engolia tudo que caísse nas águas da lagoa. Na realidade, era uma forma dos índios intimidarem os homens europeus e com isto facilitar a sua fuga.

Cinturão peso galo da UFC, Rena Barão é exemplo de inspiração para seus colegas da Kimura Nova União

A biografia de Barão se assemelha as narrativas mitológicas
O cinturão peso galo do UFC, Renam Barão,
iniciou a carreira em lutas marciais na Kimura Nova União, uma academia que fica no conjunto Santa Catarina, Zona Norte de Natal. De família pobre, Barão é um exemplo e inspiração para seus colegas de academia, e a sua história de luta, até se tornar um nome mundialmente conhecido, realmente é algo inspirador.
Renan começou sua carreira em Natal, na equipe Kimura Nova União, uma filial da academia Nova União no Rio Grande do Norte. Foi para o Rio de Janeiro, ao lado dos amigos e também lutadores Ronny Markes e Ronys Torres, teve de morar num sobrado na antiga academia/sede da Nova União, onde não tinham janelas, nem portas e, logo na primeira noite, ficou sem lugar para dormir por causa de uma chuva que alagou o local. Barão lembra que dormiam cedo para não gastarem dinheiro com lanche e tentavam acordar o mais tarde possível para não gastarem com o café e só almoçar. Segundo Barão, foram essas dificuldades que o fortaleceram para chegar onde está hoje, em meio a uma impressionante sequência invicta de 30 lutas, de acordo com seu retrospecto oficial no site especializado "Sherdog" - no vídeo, o lutador conta 34 lutas, o que acrescentaria mais dois combates à sua série sem derrotas, contabilizando 32 vitórias e uma luta sem resultado. Hoje treina com grandes lutadores, como José Aldo, campeão mundial dos pesos penas do UFC, entre outros. Renan tem um dos recordes mais respeitáveis do MMA, com 33 lutas, 31 vitórias, 1 derrota e 1 luta sem resultado aos 25 anos de idade.3 Se tornou lutador profissional de MMA em 2005, com 18 anos de idade.