Vida natural

domingo, 15 de fevereiro de 2015

Unidos de Santa Cruz lembra a presença dos negros em solo potiguar

A escola Unidos de Santa Cruz, primeira escola a entrar na avenida neste sábado (14) trouxe como samba enredo, a homenagem a presença dos negros em Natal.

As oito alas lembraram a cultura dos africanos, sendo a religiosidade tema marcante no desfile. Entre os carros alegóricos, um trazia uma mãe de santo sentando numa cadeira real, em frente a Igreja dos Rosário dos Pretos, símbolo da presença africana em Natal.

A frente do carro alegórico, estavam os orixás,, com destaque para Iemanjá, o orixá das águas salgadas, e xangô, que simboliza a guerra e a força que os negros tiveram que retirar para enfrentar os obstáculos em território brasileiro. Aliás, o vermelho, a cor símbolo deste orixá, foi bem marcante na escola, com os membros da bateria trazendo em suas cabeças um lenço rubro.

Antes da entrada da Unidos de Santa Cruz, aconteceu o desfile das tribos de índios: Comache, Apaches, Gaviões Amarelo e Mobralino Mapabu. No grupo B, da escolas de samba, depois da  Unidos de Santa Cruz, desfilaram Água Dourada e Confiança do Samba.

Carnavalesco é criativo e administra bem o pouco recurso humano e financeira da escola

A Unidos de Santa Cruz, fez um belo desfile. Mesmo sendo uma escola pequena, ela seu carnavalesco soube administrar estes recursos. A escola entrou na avenida com oito alas, dois casais de ´porta bandeira, e uma comissão de frente que realizou uma bela coriografia.

A bateria puxada por crianças, foi outro destaque, além da presença do grupo de capoeira Muzenga. O samba enredo foi bom e fácil para que o público cantasse junto com a escola. A ala de baiana também fez boa apresentação, e uma ala de passistas mirins, com criança de quatro anos, roubou a cena na Duque de Caxias.

Sem recursos,tribos indígenas improvisam fantasias e encantam populares na Duqiue de Caxias

Criança exige a flecha dos índios guerreiros potiguares
Quatro tribos de índios, da Chave B, desfilaram na Avenida Duque de Caxias na noite de ontem (sábado), na Ribeira.  Sem recursos e com fantasias confeccionadas e bancadas pelos próprios integrantes das tribos, elas encantaram os populares que se fizeram presente ao evento.

As tribos indígenas, que no passado eram a grande atração do carnaval de Natal, atualmente vivem de trabalhos espontâneos de seus dirigentes fundadores. Entre eles, "Zé Bonitinho", um senhor de São José do Mipibu, da Tribo Mobralino Mapabu.

Nos anos 70, Zé Bonitinho, foi alfabetizado pelo programa governamental denominado "Mobral". Nas aulas de História, seu professor falou de quem habitava as terras onde atualmente está o município de São José de Mipibu. O aluno esforçado se encantou coma história, montou um trabalho em sala de aula, que foi o embrião para o surgimento da tribo carnavalesca.

Moradores da cidade abraçaram a ideia, principalmente vizinhos e ruas e familiares. Assim surgia os Mobralinos Mapabu. Mas, Zé Bonitinho tem encontrado muitas dificuldades em botar a tribo na avenida. Neste ano, por exemplo, não conseguiu recurso e a saída foi reciclar o do ano passado e pedir que seus integrantes bancassem suas fantasias.

Entre estas integrantes que bancaram as fantasias estão Bruna e Daiana, as duas meninas que carregam um estandarte da tribo. Elas dissseram que receberam apenas a saia de agave e algumas penas. Então, as duas se juntaram a Bruno, outro integrante da tribo e compraram o restante do material para a fantasia. Tudo muito simples, a base de penas, cordas de agave, palha, EVA, Cartolina, fitinhas e palhas de coqueiro. A outras tribos que desfilaram ontem foram Comache, Apaches e Gaviões Amarelos.


Estrutura de desfile carnavalesco narra o cotiano das tribos nas Américas

Ritual de ressuscitação do índio morto em guerra com branco
Mesmo se tratando de tribos e temas diferentes, as apresentações das tribos indígenas no carnaval de Natal seguem praticamente o mesmo modelo.  Isto se deve ao cotidiano de uma tribo indígena nômade ou semi-nônmade, que se resumia a busca de alimentos para sua sobrevivência: caça, pesca e coletas de raízes, e a preparação constante para a guerra.

A tribo desfile realizando passos de danças de guerras, apresentando armas, conduzindo alimentos e animais domésticos ou caçados. No ápice da encenação, acontece o inevitável confronto entre tribos diferentes, ou de tribo com o colonizador europeu.

Neste confronto, inevitavelmente um ou vários guerreiros e guerreiras da tribo são feridos. Aí, entra o pajé, que vai realizar o ritual da pajelança. Nele, o pajé mostra seu poder sagrado, graças as ações dos espíritos que culmina com a ressurreição do caçador ou guerreiro ferido. É uma aula viva de história do RN, onde se revive

sábado, 14 de fevereiro de 2015

Banda do Siri abre carnaval de 2015 em grande estilo na praia da Redinha

A banda do Siri manteve a tradição, pelo 27º ano seguido de abrir o carnaval no sábado na Redinha. Assim, hoje, a partir das 17 horas, aproximadamente 2 mil foliões saíram pelas ruas da Redinha guiados pelo seu estandarte, um siri gigantes e seus bonecos. A banda vai sair todos os quatros dias de carnaval, sempre a partir das 17h.



A exemplo do que acontece no carnaval da Redinha, a banda tem  a proposta de levar o autêntico carnaval do frevo aos veranistas e moradores durante as tardes e noites dos quatro dias do reinado de momo. Bastante democrática,  o foliões ganha um pacote free,  sem cordas e cordões. 

Desta forma, ela  resgata a liberdade a tradição dos antigos carnavais. Este ano comandada pelo maestro Paulo Henrique e mais 50 músicos, seus bonecos gigantes e estandartes coloridos, contagiando milhares de foliões pelas ruas becos e vielas da Praia da Redinha. A banda do Siri, ao lado do Baiacu na Vara e "Os cão", que sai na quarta-feira, é uma das grandes atrações do carnaval de Natal.


Unidos de Santa Cruz abre, às 22h, desfile das escolas de samba na Ribeira

Samba no pé começa às 23h na Ribeira
Três escolas de samba e duas tribos de índios abrem hoje à noite na avenida Duque de Caxias, na Ribeira, o desfile das escolas de samba do carnaval de Natal 2015. Os desfilem acontecem das 20h às 2h, e vão até a segunda-feira. No sábado, acontece o desfile o desfile das campeãs de cada grupo, que dois das escolas e dois das tribos indígenas. A entrada é gratuita e existem lances de arquibancadas para acomodar os populares.
A tribo de índio Camache abre o desfile, às 20h e às 22horas, será a vez da tribo Apache. Em seguida, acontecem os desfiles das escolas de samba, Unidos de Santa Cruz, Águia Dourada e Confiança do Samba, de Macaíba.

Abaixo, a sequência de desfile das escolas de samba:

Domingo (15), grupo B
• Pilares de Uruaçu - 00h50 à 01h40
• Grande Rio do Norte - 01h40 às 2h30

Segunda (16), grupo A
• Asas de Ouro - 20h às 21h
• Império do Vale - 21h às 22h
• Malandros do Samba - 22h às 23h
• Imperatriz Alecrinense - 23h a 00h
• Ferro e Aço - 00h à 01h
• Balanço do Morro - 01h às 02h

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Natal pode enfrentar colápso de água nos próximos anos

Imobiliárias estão desmatando áreas na lagoa de Extremoz
No momento em que o noticiário nacional fala do colápso de água em grandes cidades como São Paulo, é hora de fazer uma reflexão sobre o futuro abastecimento de Natal. Assim, ao fazer uma ronda em volta da lagoa de Extrremoz, principal reservatório de água da região metropolitana da Grande Natal, o que se pode verificar é que o quadro não é animador.

 Mesmo o reservatório se mostrando imponente como na foto ao lado, o fato é que em suas marginais o desmatamento anda a passos largos e, se não forem tomadas medidas urgentes, a lagoa de Extremoz, está sim, ameaçada de ser mais uma entre as dezenas de lagoas de Natal que foram extintas.

Somente para recordar, bairros como Lagoa Nova, Lagoa Seca, Cidade da Esperança, em sua  origem, eram banhados por belas lagoas, mas que hoje, para muitos, não existe nem na lembrança. Ribeira, Cidade Alta e Quintas eram cortados por três riachos. Dois deles, Quintas e Cidade ainda se pode ver um canal totalmente poluído.
Na Zona Norte, as diversas lagoas  foram transformadas em "lagoas de captação", todas mortas, onde são lançadas águas e lixos. O Rio Golandim, se manteve vivo até uns 10 anos, mas hoje está morto.

Como Natal não dispõe mais de terreno para construção de casas, de 2010 para cá, a saída foi a ocupação de áreas dos municípios vizinhos a capital, como São Gonçalo, Macaíba e Extremoz. Este último, foi o que chamou mais a atenção dos proprietários de imobiliárias. O motivo foi exatamente a beleza do lugar, que é banhado pela paradisíaca lagoa, que deu nome a cidade. Mas, não se engane, se não tomarem os devidos cuidado, quem comprar imóveis pensando em apreciar a paisagem acima, pode não receber o prometido. Por outro lado, Natal vai enfrentar um colápso de água semelhante ao que hoje se ver em São Paulo.