
As
pessoas estão muito interessadas em cassação deste ou daquele político.
Mas,podem cassar a torta e a direita, que o mal jamais será cortado
pela raiz, enquanto não se fizer uma alteração nas imorais doações
empresariais a partidos aos partidos políticos.
Ou alguém tem
dúvida de que qual seria o interesse de determinada empresa depositar
quantias fabulosas de R$ 100, 200 ou 500 mil a determinado candidato.
Nas últimas eleições aconteceu isto a torta e direita. Teve até empresa
que dou R$ 60 mil a Marina, R$ 120,00 a Aécio e R$ 90 mil a Dilma. Ou
seja, resolveu apostar nos três candidatos, como forma de garantir a
fatia do bolo antecipadamente.
Aliás isto é muito antigo. Por
baixo do tapete corre também as famosas concorrências previamente
marcadas. O cara cria uma empresa "A" no nome de um amigo laranja., "B",
a outro e "C" a outro. Na licitação, estão lá as três concorrendo
aparentemente legalizadas.
No tempo de Micarla, prefeita de Natal, apareceu até uma
empresa que oferecia produtos hospitalares com endereço no Golandim, um
bairro muito pobre da Grande Natal. A reportagem de um jornal foi até este endereço e lã encontrou uma senhora de 48 anos,
desempregada, e sem ter o que comer, e sem condições de comprar uma
caixa de picolé. "Imagine eu ser empresária", indagou aquela senhora apática.
Fazem uns 30 anos, meu
pai tinha um comércio e vendia bebidas (aqueles morre em pé com sinuca e
tudo). Então, um camarada geralmente aparecia lá quase todos os dias. Bebia, comia e jogava sinuca com os outros amigos. Eu era ainda adolescente, mas aquilo me
chamava muito a atenção. O que fazia aquele camarada levar aquela vida
tão tranquila. Não o via falar em trabalho.
Posteriormente eu soube, por ele mesmo, que ele tinha
uma "empresa" que abastecia alimentos para escolas públicas de uma
cidade da Grande Natal. O mais interessante é que nunca vi um único
caminhão encostar com alimentos nas proximidades da casa dele. Mas, que este sujeito levava uma vida tranquila, isto sim. Boa casa, carro na garagem e
uma vida bem mansa.
Claro, que este camada, assim como muitos,
viveram a vida inteira na tranquilidade. Até porque há 20 anos, as
coisas eram mais frouxas do que hoje Ou o ser grupo político era
majoritário e não sofreu perseguição. Ainda jovem, acreditava muito na
justiça e como a maioria do povo brasileiro, nos meios de comunicação
também. Meus olhos se abriram quando cursei jornalismo e exerci a
profissão, vivenciei como aquilo funciona. Sim, naquele tempo,
professores e colegas de trabalho comentavam das manobras de Roberto
Marinho (Globo), Silvio Santos (SBT), Adolfo Bloch (ex-Manchete), Sayad
(Bandeirantes) e Frias (Folha de São Paulo).
Pois bem, certo
dia, em conversa com uma chamada "Raposa política" do RN, conversava
bastante entusiasmado da possibilidade de um país justo, sem corrupção.
Ele sorriu da minha inocência, e comentou. Nunca isto vai acontecer.
Ele comentou, pegam um aqui, mais como bode expiatório e outros agem tranquilamente.
Ora, da mesma forma, duvido que a tal reforma política saiu algum dia.
Por outro lado, mesmo que isto aconteça, os lobos pensarão outra forma
de corrupção. Ou alguém já recebeu um helicóptero para passar o final de
semana (teve um ex-presidente que recebeu, o azar dele foi que o danado
caiu e o matou). Ou outro que sabendo que você não tem dinheiro para
pagar, ainda assim compra um avião e o presenteia (outro presente
avarento, isto aconteceu e o cara morreu na queda deste avião).
Mas, tem aqueles que constroem aeroporto em terrenos de familiares e
mais uma vez, o azar bate a porta. Acha de um danado de um helicóptero
carregado de cocaína baixar neste local. Este teve mais sorte, porque
não sabia de nada e a culpa recaiu no piloto. Sim, não isento, claro, as
doações filantrópicas ao PT, e também ao PSB, e PSDB de Aécio.
Ficaria muito feliz se encontrasse algum empresário de tão bom coração e
bolso tão tão suave que me fizesse tamanha obra de altruísta. Ficaria
muito satisfeito com a menor ajuda, a de R$ 80 mil, seria de bom
tamanho.