Vida natural

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Grandes áreas desmatadas em volta da lagoa de Extremoz

Área desmatada no municipio de Extremoz
Ao dá uma volta ao redor de áreas próximas a Lagoa de Extremoz se pode verificar diversos desmatamentos como o visto na foto ao lado. O aquecido mercado imobiliário aquecidos por programas como Minha Casa Minha Vida, a falta de terreno para construção em Natal e a beleza natural de Extremoz tem atraído as grandes construtoras para o município metropolitano.

Mas, por traz desta corrida, está uma ameaça séria para toda a região metropolitana de Natal. É que o desmatamento descontrolado pode contribuir para a secagem da lagoa de Extremoz. A lagoa é abastecida por um pequeno rio que nasce no município de Ielmo Marinho, cruza do município de Ceará Mirim e desagua na lagoa. Na verdade, a sobrevivência da lagoa depende, em parte, pelo rio, mas também de águas de olheiros. Só que estes olheiros existem graças as águas que são impedidas de escoarem devido a abundante floresta nativa que circula a lagoa. Caso ela seja extinta, a lagoa também será.

As riquezas naturais da lagoa de Extremoz

Pescador exibe, com satisfação, o cordão de tilápias pescadas na lagoa de Extremoz. Mesmo o reservatório já sofrendo diversos impactos ambientais, ele continua como grande riqueza natural para os nativos da cidade e também para os moradores de Natal.
Além do peixe, a lagoa de Extremoz oferece água para toda a Zona Norte de Natal, abastece dezenas de fábricas no distrito industrial de Natal  e também movimenta o turismo na cidade. Em volta da lagoa existem vários hotéis, pousadas e clubes de lazer.

domingo, 1 de fevereiro de 2015

Grupo de maracatu Zamberacatu homenageia Iemanjá e anuncia que o carnaval em Natal está começando

Mesmo faltando 14 dias para o inicio do carnaval, os toques dos tambores já começam neste final de semana, nas praias de Ponta Negra, Pedra do Rosário e Meio em Natal. Neste domingo, às 16h, foi a vez da Nação Zamberacatu fazer uma apresentação ao pé da estátua de Iemanjá, na praia do Meio. Na realidade, o evento vai além de uma apresentação musical, mas também é um marco simbólico para a fé dos afrodescendentes. Amanhã (02) é dia de Iemanjá e também nesta cultura, tem a tradição de pedir a bênçãos aos orixás para a festa profana que vai ganhar as ruas nos próximos dias, ou a desde de ontem.

Abaixo a programação do carnaval em Natal 2015

Quinta (12/02)
Spok Frevo Orquestra (Abertura do Carnaval)

Sexta (13/02)
Armandinho (Polo Ponta Negra)

Sábado (14/02)
Margareth Menezes (Ponta Negra), Moraes Moreira (Redinha) e Silvério Pessoa (Centro Histórico).

Domingo (15/02)
Monobloco (Ponta Negra), e Gaby Amarantos (Centro Histórico)

Segunda (16/02)
Elba Ramalho (Ponta Negra) e Spok Frevo (Redinha)

Terça (17/02)
Jorge Aragão (Rocas)


quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

Natalenses aproveirtam o feriado de sol forte, lotam e permanecem nas praias até o por do sol

No primeiro dia do ano, a população lotou as praias do litoral natalense e aproveitou os últimos raios de sol para curtir o feriado nacional. Na foto, ao lado, mesmo já sendo quase 17h, ainda era grande o número de pessoas, como na Praia do Forte.
Sol quente, feriado e ainda por cima transporte coletivo com preço das passagens promocionais, foram ingredientes mais que necessário para tamanha presença dos banhistas.
Na Redinha, o número de ônibus foi insuficiente e muitos tiveram que retornar para casa a pé. Até às 19h, os ônibus que vinham das praias estava superlotados.

Redinha completa 408 anos esquecida, mas ainda continua charmosa e amada por muitos natalenses

A Redinha, a praia que já foi o centro das atrações da elite econômica e cultural de Natal está hoje abandonada. Mesmo assim, a prainha que guardava um charme especial pelo seu aspecto bucólico, ainda mantém seu statu de princesa e basta um olhar atento der quem passado sobre a ponte Newton Navarro, para deslumbrar de sua beleza.
Mas, se do alto a Redinha mantém seu "nariz empinado", ao se aproximar dela, penetrar em suas ruas, vai ver que a antiga vilinha de pescadores está enfrentando crises sérias. 
Mesmo com aspecto pacato, a Redinha enfrenta um serio problema que são as drogas.  A falta de segurança e de incentivo dos últimos governantes contribuiu para que a praia perdesse muitos veranistas. Até os anos 80, a Redinha era o centro das atenções de Natal. No final de semana, a praia recebia boa parte da elite econômica, política e cultural do Estado.
Reverenciada pelos seus veranistas que se gabavam de ter uma casa na Redinha, ela era flertada pelos turistas que tinham como parada obrigatória o Mercado Público. Comer ginca com tapioca era um ritual que não podia ficar de fora do tuor turístico. Não era para menos, afinal de contas, a iguaria havia chegado ao conhecimento de turistas de todo o Brasil.  O responsável pelo marketing foi o folclorista Câmara Cascudo, que entre outros intelectuais a provar o prato de dona Dalila foi nada mais nada menos do Jorge Amado.
A Redinha era refúgio de poetas, escritores e boêmios, como Vicente Cerejo, João Gualberto, Alriza Sroares, que em seu site escreve e recorda com nostalgia:

"Ah, Redinha que saudades. Daqueles tempos assisti as danças folclóricas do Bumba Meu Boi, das Lapinhas, do Coco de Roda, do Pastoril. Do amanhecer junto com o sol, Dos arrastões de pescas.... da compra do peixe fresco...Tão cortejada pelos boemios, mas, mesmo esquecida, Redinha, ainda, em seus 408 anos, guardas muito charmes."
 
A presença de "gente importante" dividindo o espaço com os humildes pescadores transformaram a vida da Redinha nos finais de semanas e férias. Assim, barzinhos e quiosques começavam a funcionar na sexta-feira, e permaneciam abertos até o domingo à tarde. Hoje, com exceção de datas marcantes, entre elas o Carnaval, a praia somente tem vida no domingo. Mas, os banhistas são pessoas de baixíssimo poder aquisitivo.
Para parte dos moradores, outro fator que contribuiu para a crise na Redinha foi a construção da ponrte Newton Navarro. O bairro era passagem obrigatória dos passeios turísticos. Os passageiros desembarcavam da barca e passavam, de bugre, pela praia. Agora, ao descerem da ponte, eles seguem pela Avenida Litorânea, na Redinha Nova. Assim, a Redinha ficou no escanteio.

Sem ônibus suficiente, devido Intervalo prolongado de saída do terminal da Redinha deixa passageiros a pé

Feriado, dia de muito sol e ainda por cima ônibus com preço promocional, estes foram ingredientes mais que necessários para levar o povão a praia. Porém, no final da tarde, já às 17h, uma fila fazia um círculo com passageiros querendo voltar para casa. Mas, mesmo com mais três ônibus parados no terminal da Redinha, apenas um pode sair. O outro só teria autorização para partir às 17h30. Assim, dezenas de passageiros continuavam a espera da saída do coletivo. Outros, com seu Francisco e Jacira, preferiram desistir e irem caminhando a pé. "Moro no Alvorada, e como o outro ônibus só vai sair daqui a 30 minutos não dá para esperar. Além do mais, ele também já está lotado. Desse jeito não saiu da Redinha antes das 19h", explicou seu Francisco.  Para seu Francisco, é melhor manter o preço normal, e do que fazer estas promoções e não ter coletivo. Além do casal, outros passageiros também desistiram. Muitos caminharam até o anel da ponte para ver se pegava outro coletivo que viesse da Praia do Meio. O preço da passagem no transporrte coletivo em dia de feriado custa: R$ 1,20, ou seja, metade da passagem.

Mesmo sem estrutura de apoio, multidão vai a praia da Redinha parar ver a queima de fogos de 2014-2015

Sem sombras de dúvidas, assistir a queima de fogos das areias da praia da Redinha, quase embaixo da ponte Newton Navarro é um espetáculo de tirar o fôlego. Seguindo aos estrondos dos fogos que parecem irem sacudir a gigantesca estrutura de cimento, as bolas gigantes de fogos parecem vão caír sobre as cabeças das pessoas.
Mesmo sem nenhuma atração artística no local, e também sem infraestrutura para atender a população, uma multidão lotou a praia da Redinha para ver o evento. Apenas dois banheiros públicos foram colocados para atender ao público e assim se formaram duas filas a perderem de vista. Também não teve apoio do Trânsito e assim os visitantes tiveram de enfrentar um grande congestionamento, com pessoas disputando espaço com veículos na estreita avenida central.