Vida natural

sábado, 11 de julho de 2020

Comerciante do Soledade II aposta na água de coco e supera crise econômica na pandemia do Covid 19

Edivam exibe o produto natural e saudável
Existe uma máxima no mundo do empreendedorismo de que "enquanto uns choram, outros vendem lenços". Foi exatamente o que aconteceu com Edivam, proprietário do churrasquinho  "A ponta do canteiro", no Soledade II.

Mesmo sendo um "point" dos amigos do Soledade já conhecido há 30 anos, o fato é que o comerciante nunca faturou tanto quanto na pandemia. Não com churrasco e bebidas, mas com água de coco.


Na verdade, seu Edivam já vendia água de coco no seu pontinho, há pelo menos 4 anos. Mas, as vendas deste produto não decolava. "Sabia dos benefícios da água de coco para saúde, porém poucas pessoas valorizam este produto natural. Quando começou a pandemia, e viu seu negócio ficar parado, Edivam teve uma ideia, apostar com força no coco. Desta forma ele aumentou a compra e baixou o preço. O coco que geralmente custava na faixa de R$ 3, teve seu preço reduzido para R$ 2,00 e 3 unidades por R$ 5,00.

Pandemia reforçou os benefícios da água de coco


Edivam aumentou pedido para baixar preço do  coco
Com o preço reduzido e o ponto de Edivan sendo uma via de passagem, nao demorou muito suas vendas decolarem. O ponto que fica em frente a sua casa, está aberto das 8h até às 22 horas. Preço baixo e garantia de encontrar o produto fez com que muita gente de conjuntos e bairros residenciais próximo ao Soledade fossem a procura da água de coco de Edivan.

O comerciante entende que os médicos tenham reforçado o que seu Edivan já tentava ensinar a seus fregueses há muito tempo, que era os benéficos da água de coco. "Eu falava, mas eles não davam a atenção. Hoje é o pessoal da saúde, ainda bem" brinca o comerciante.

Água de coco "Ponta do canteiro" recebe encomendas para festas e aniversários


O certo mesmo é que Edivam também está aproveitando outra dica dos empreendedores, é de que ninguém pode perder a oportunidade da passagem do bonde da história. Ou seja, a hora é esta e o pequeno comerciante está aproveitando a oportunidade.

Água de coco em litro para facilidade de transporte


Como todo bom empreendedor, Edivam vislumbra, e inova. Assim, a primeira ideia foi envasar manualmente e etiquetar sua água de coco. Assim, além do coco verde "in natura', ele também dispõe de água em litro.

"As pessoas paravam de moto, bicicleta, ou mesmo a pé e queriam levar a água para casa. O coco é volumoso e isto dificultava". Então a saída de Edivan, foi envasar a água e rotular.

Desta forma, existe sempre uma boa quantidade de água de coco em litro conservada num isopor para viagem. Também, ela pode ser envasada na presença do cliente para ver a sua qualidade.

O comerciante também recebe encomenda para festas e aniversários. Desta forma, "A ponta do canteiro" colocou um Watsapp a disposição do cliente: 98792-0319. Ao ligar, a água pode ser encomenda que tanto Edivam quanto Rosimere, a sua esposa, estarão sempre de prontidão para atenderem a clientela. O local fica na Avenida Pico do Cabugi , nº1133, conjunto Soledade II.

Academias da Zona Norte reabrem no próximo dia 14.

Equilibrium Fit, no Nova República deve reabrir dia 14
Mesmo com a previsão de que as academias devam retomar as atividades a partir do próximo dia 14, algumas delas na Zona Norte ainda vão demorar mais um pouco. É que o prolongado retorno findou com que as de pequenos porte, que não tinha prédio próprio findaram fechando, como que a reportagem conseguiu verificar num tour que deu pelo bairro do Potengi e Pajuçara.

Não é o caso da Equilibrium Fit, no Nova República. Mesmo sendo uma academia de pequeno porte, o terreno é próprio e seu proprietário está somente esperando a chegada do dia 14 para sua reabertura. Neste período em que esteve fechado, o proprietário aproveitou para fazer reformas e receber seus alunos logo que aconteça o retorno. A funciona num primeiro andar com ventilação com ampla ventilação natural.

De acordo com o decreto, somente poderão reabrir as academias que tenham ventilação, e de que cada aluno deva obedecer o espaçamento de 6,25 por metro quadrado. A academia tem de oferecer álcool gel, e higienização de halteres e máquinas para exercícios. Outra recomendação é que a academia pare 30 minutos entre um turno e outro para que seja feita toda higienização de piso, paredes e equipamentos.

sexta-feira, 10 de julho de 2020

Atendimento precário no BB da Zona Norte provoca aglomeração

Em sol a pino, clientes esperam atendimento no Santa Catarina
Com apenas duas agência do Banco do Brasil em toda Zona Norte de Natal, fica muito difícil a não existência de filas para atendimento a uma destas unidades deste setor. Hoje pela manhã, a fila dobrava era extensa na Unidade do Santa Catarina, e a movimentação também não era diferente na do Igapó que fica na Avenida Thomas Landin.

Para se agravar ainda mais a situação, há três semanas, a agência do Santa Catarina está fazendo obras. Até a semana passada, existiam apenas seis caixas para atendimento, de um lado do salão de atendimento dos caixas rápidos. O outro lado estava em reforma. Nesta semana, foi liberado 10 caixas do outro lado, e se iniciaram as reformas do lado oposto.

Desta forma, o atendimento fica lento, tanto para quem precisa de atendimento interno, como direto nos caixas.  Edilsa Lima, moradora do Panatis,  disse já ter vindo ao banco três vezes esta semana. Como tem muita gente na fila, ela prefere retornar a sua casa e voltar depois na esperança de que a situação fique mais confortável. "Sou diabética e não posso me arriscar". explica.


Viaduto das Fronteiras a espera da conclusão das obras do Pro Transporte

Viaduto foi inaugurado em 2011 no Soledade II
O viaduto das Fronteiras, na divisa dos conjuntos soledade II e Cidade Praia, foi o primeiro trecho da obra do Pro Transporte entregue. Isto com 5 anos de atraso, em 2011. A obra serve para integração entre os conjuntos da Zona Norte ao municipio de Extremoz  e Litoral Norte.

O viaduto tambem visa ligar a Ponte Newton Navarro ao Gancho de Igapó, numa extensão total de 11 Km.

O Pró Transporte é uma obra que vem sendo tocada a passos de tartaruga deste 2006. Já passaram por três gestões publicas municipais e estaduais.  O atraso se deve a dificuldades com indenizações de imóveis. Dezenas de propriedades já foram indenizadas na Moema Tinoco, Avenida Rio Doce e Fronteiras. 

Outro trecho já entregue é o que vai do Viaduto da Redinha, próximo ao Rio do Doce até o Brasil Novo. São mais 4,7 Km de asfalto com faixa central para pedestres e ciclovia. Populares aproveitam o local para fazerem caminhadas pela manhã e à tarde.

Canteiro na Avenida Rio Doce chama atenção da STTU

Com as obras do Pró-Transporte abandonada desde 2011, moradores do Soledade II realizaram arborização, com canteiros e pracinhas.

Entre estas obras comunitárias, está este canteiro na Avenida Rio Doce, onde os moradores puseram placa cobrando da Superitendência de Transporte Urbanos de Natal (STTU) combrando providências.

O abandono das obras deixou o trecho sem sinalização, o que tem provocado acidentes no local Por isto os moradrores chamam a atenção, como diz uma placa mais no canteiro "Fiquem de olho".

domingo, 10 de fevereiro de 2019

"Venha dançar com a gente" deu vida as tarde na pracinha do Haroldo na avenida Gudalupe em Santa Catarina

Aula do "Venha dançar com a gente" no Santa Catarina
O "Venha dançar com a gente", um projeto social de dança, está movimentando as tarde de 5ª feira e sábado, no Santa Catarina.

Os aulões que acontecem sempre, às 16 horas, deu vida a pracinha da cigarreira do Haroldo, na avenida Guadalupe, no Santa Catarina.

Projeto criado por Wlisses Guera (editor deste blog), Cláudia Ângela foi a instrutora escolhida para o projeto.

Como o projeto visa atingir as famílias, reunindo todos os membros dela, desde a criança até o idoso, a escolha de Cláudia se deu exatamente pelo seu carisma em lidar com as pessoas, principalmente a  da terceira idade.

A pracinha é um lugar que está sendo construido pelos moradores do bairro. São vizinhos da cigarreira do Haroldo que se reúnem todas as tardinhas. Jogar cartas, damas, ou simplesmente jogar conversa fora.Outros tomam algum aperitivo acompanhado com o tradicional caldo de charque, especialidade da cigarreira.

Moradores do Santa Catarina/Panatis abraçam projeto de dança


Dança reúne família inteira, da neta ao avô
O projeto foi bem acolhido pelos moradores do bairro. Não só pelos que gostam da dança como prática, mas também de toda comunidade. A prova disto, é alguns colaboram com a organização do evento, ajudando na colagem de faixas, organização do local, e até contribuindo para a mesa de frutas, que é posta a cada aulão.

O aulão conta com apoio da cigarreira do Haroldo, que cedeu a pracinha e serve como ponto de apoio ao projeto. Foi feito uma parceria, onde uma moto propaganda divulga o aulão e também a cigarreira do Haroldo, que é conhecida por servir um irresistível caldo de charque.

Projeto visa criar autoestima e qualidade de vida


O "Venha dançar com a gente" é um projeto que um zelo muito grande com o politicamente correto. Por isto, não é permitido que se dance musicas que tenham letras pejorativa contra as mulheres, ou incitem o consumo de drogas (mesmo lícitas) ou a violência.

O projeto vai além da dança. Pretende criar um espaço de confraternização, de libertação do estresse através da dança e por isto as musicas devem criar um clima positivo. De autoestima.

Desta forma, algum professor visitante deve passar as letras das músicas para a instrutora Cláudia Angelo. 

Também, não está em sintonia, uma proposta de qualidade vida saudável, com incentivo ao consumo do álcool ou qualquer outra droga.  Ao final de cada aula, acontece um lanche. Mas, é servido somente frutas naturais e frescas. Nada de alimentos artificiais.

O projeto já foi visitado por dois instrutores de outros projetos. Judinéia Belchior, do Mulheres Ativas e Margarida Dantas, do Vale Dourado. Margarida, é uma educadora, que trabalha com crianças e adultos. Ela é muito exigente quanto as letras das músicas. "A maioria das músicas hoje são verdadeiros lixos", por isto, danço mais músicas caribenhas.

A dança  como lugar de acolhimento, socialização e autoestima


Um dos pilares básicos do "Venha dançar com a gente"é o cuidado com o público idoso. Não é que o projeto seja direcionado exclusivamente para este público, ele é global, porém se deve ter uma atenção especial a eles.

Por este motivo foi que escolhi Cláudia Ângelo para ser a instrutora do projeto. Cláudia sempre demonstrou uma dedicação exclusiva para com as pessoas mais idosas do que ela.

O que tenho percebido nas aulas de dança, é que alguns instrutores, praticamente desprezam este público quando chegam em seus espaços. Geralmente se dá atenção especial ao público novo, e os mais idosos ficam isolados no fundo do salão.

O fato é que este público, ao procurar a dança, seu objetivo vai além dela. Ou seja, em sua maioria, conforme artigos publicados, este público vai em busca de um espaço para socialização. São pessoas,, as vezes viúvas (o)s, com seus filhos todos casados e que, quando não moram só, residem com seus filhos, mas, mesmo assim, eles vivem uma vida totalmente diferente dos seus pais. Assim, a pessoa da chamada terceira idade, precisa de um lugar fora de casa para fazer amizades, estabelecer relacionamentos.

Desta forma, ela espera encontrar na dança este espaço. Quando isto não acontece, ele se desinteressa e cai fora. Durante mais de um ano que frequentei as academias, constatei isto. Conversei com algumas senhoras e senhores que entraram para a dança e pouco tempo depois desistiram.

Inclusive, isto aconteceu comigo. Frequentei, por três meses uma academia, onde só ia para o horário da dança. Durante este tempo, o instrutor não me inseriu no grupo do watsapp.  Outro episódio marcante, foi que numa academia, estava fazendo musculação quando interagi com um senhor. Imagino com 60 anos de idade. Depois de falar sobre a importância da dança, ele findou indo comigo ao salão. Dançou umas três musicas e foi embora.

O que me chamou a atenção, é que o instrutor não o procurou para iniciar um acolhimento. E olha, que este senhor é proprietário de um estabelecimento comercial bem próximo a academia.  Na minha visão, este instrutor e a academia perderam uma boa oportunidade de ter uma pessoa que poderia contribuir muito para a dança, através de parcerias que futuramente poderiam estabelecer.

A qualidade da música, uma coreografia facilitada, também contribuem em muito para o acolhimento da pessoa da terceira idade.

Entretanto, diferente do posto acima, quando cheguei a uma academia para praticar dança, conheci a Cláudia Ângelo. Logo percebi que ela tinha um comportamento muito diferente de muitas outras jovens. Procurava acolher todas as pessoas que chegavam no salão (ela  não era instrutora), além de ter um cuidado muito grande com as senhoras. Inclusive, isto aconteceu comigo. Assim que terminou a aula, Cláudia foi ao meu encontro de disse ter ficado muito feliz com a minha presença. Exatamente pela minha idade está ali junto com o grupo. Era um público muito jovem. Nas outras aulas, Cláudia dizia ser um exemplo a ser seguido.

A partir daí, estabeleci amizade com Cláudia. Ela me convidava para os aulões que aconteciam fora da academia. Aos poucos surgiu e foi amadurecendo a ideia da criação de nosso próprio espaço. Um projeto em que mostrasse que a dança é para todos. Independente de sexo, idade. E de que seria um projeto que trabalhasse a dança como espaço de alegria, motivação, elevação da autoestima e, que acolhesse a todos, com exclusividade as pessoas mais maduras.






sexta-feira, 31 de agosto de 2018