Vida natural

sexta-feira, 10 de julho de 2020

Viaduto das Fronteiras a espera da conclusão das obras do Pro Transporte

Viaduto foi inaugurado em 2011 no Soledade II
O viaduto das Fronteiras, na divisa dos conjuntos soledade II e Cidade Praia, foi o primeiro trecho da obra do Pro Transporte entregue. Isto com 5 anos de atraso, em 2011. A obra serve para integração entre os conjuntos da Zona Norte ao municipio de Extremoz  e Litoral Norte.

O viaduto tambem visa ligar a Ponte Newton Navarro ao Gancho de Igapó, numa extensão total de 11 Km.

O Pró Transporte é uma obra que vem sendo tocada a passos de tartaruga deste 2006. Já passaram por três gestões publicas municipais e estaduais.  O atraso se deve a dificuldades com indenizações de imóveis. Dezenas de propriedades já foram indenizadas na Moema Tinoco, Avenida Rio Doce e Fronteiras. 

Outro trecho já entregue é o que vai do Viaduto da Redinha, próximo ao Rio do Doce até o Brasil Novo. São mais 4,7 Km de asfalto com faixa central para pedestres e ciclovia. Populares aproveitam o local para fazerem caminhadas pela manhã e à tarde.

Canteiro na Avenida Rio Doce chama atenção da STTU

Com as obras do Pró-Transporte abandonada desde 2011, moradores do Soledade II realizaram arborização, com canteiros e pracinhas.

Entre estas obras comunitárias, está este canteiro na Avenida Rio Doce, onde os moradores puseram placa cobrando da Superitendência de Transporte Urbanos de Natal (STTU) combrando providências.

O abandono das obras deixou o trecho sem sinalização, o que tem provocado acidentes no local Por isto os moradrores chamam a atenção, como diz uma placa mais no canteiro "Fiquem de olho".

domingo, 10 de fevereiro de 2019

"Venha dançar com a gente" deu vida as tarde na pracinha do Haroldo na avenida Gudalupe em Santa Catarina

Aula do "Venha dançar com a gente" no Santa Catarina
O "Venha dançar com a gente", um projeto social de dança, está movimentando as tarde de 5ª feira e sábado, no Santa Catarina.

Os aulões que acontecem sempre, às 16 horas, deu vida a pracinha da cigarreira do Haroldo, na avenida Guadalupe, no Santa Catarina.

Projeto criado por Wlisses Guera (editor deste blog), Cláudia Ângela foi a instrutora escolhida para o projeto.

Como o projeto visa atingir as famílias, reunindo todos os membros dela, desde a criança até o idoso, a escolha de Cláudia se deu exatamente pelo seu carisma em lidar com as pessoas, principalmente a  da terceira idade.

A pracinha é um lugar que está sendo construido pelos moradores do bairro. São vizinhos da cigarreira do Haroldo que se reúnem todas as tardinhas. Jogar cartas, damas, ou simplesmente jogar conversa fora.Outros tomam algum aperitivo acompanhado com o tradicional caldo de charque, especialidade da cigarreira.

Moradores do Santa Catarina/Panatis abraçam projeto de dança


Dança reúne família inteira, da neta ao avô
O projeto foi bem acolhido pelos moradores do bairro. Não só pelos que gostam da dança como prática, mas também de toda comunidade. A prova disto, é alguns colaboram com a organização do evento, ajudando na colagem de faixas, organização do local, e até contribuindo para a mesa de frutas, que é posta a cada aulão.

O aulão conta com apoio da cigarreira do Haroldo, que cedeu a pracinha e serve como ponto de apoio ao projeto. Foi feito uma parceria, onde uma moto propaganda divulga o aulão e também a cigarreira do Haroldo, que é conhecida por servir um irresistível caldo de charque.

Projeto visa criar autoestima e qualidade de vida


O "Venha dançar com a gente" é um projeto que um zelo muito grande com o politicamente correto. Por isto, não é permitido que se dance musicas que tenham letras pejorativa contra as mulheres, ou incitem o consumo de drogas (mesmo lícitas) ou a violência.

O projeto vai além da dança. Pretende criar um espaço de confraternização, de libertação do estresse através da dança e por isto as musicas devem criar um clima positivo. De autoestima.

Desta forma, algum professor visitante deve passar as letras das músicas para a instrutora Cláudia Angelo. 

Também, não está em sintonia, uma proposta de qualidade vida saudável, com incentivo ao consumo do álcool ou qualquer outra droga.  Ao final de cada aula, acontece um lanche. Mas, é servido somente frutas naturais e frescas. Nada de alimentos artificiais.

O projeto já foi visitado por dois instrutores de outros projetos. Judinéia Belchior, do Mulheres Ativas e Margarida Dantas, do Vale Dourado. Margarida, é uma educadora, que trabalha com crianças e adultos. Ela é muito exigente quanto as letras das músicas. "A maioria das músicas hoje são verdadeiros lixos", por isto, danço mais músicas caribenhas.

A dança  como lugar de acolhimento, socialização e autoestima


Um dos pilares básicos do "Venha dançar com a gente"é o cuidado com o público idoso. Não é que o projeto seja direcionado exclusivamente para este público, ele é global, porém se deve ter uma atenção especial a eles.

Por este motivo foi que escolhi Cláudia Ângelo para ser a instrutora do projeto. Cláudia sempre demonstrou uma dedicação exclusiva para com as pessoas mais idosas do que ela.

O que tenho percebido nas aulas de dança, é que alguns instrutores, praticamente desprezam este público quando chegam em seus espaços. Geralmente se dá atenção especial ao público novo, e os mais idosos ficam isolados no fundo do salão.

O fato é que este público, ao procurar a dança, seu objetivo vai além dela. Ou seja, em sua maioria, conforme artigos publicados, este público vai em busca de um espaço para socialização. São pessoas,, as vezes viúvas (o)s, com seus filhos todos casados e que, quando não moram só, residem com seus filhos, mas, mesmo assim, eles vivem uma vida totalmente diferente dos seus pais. Assim, a pessoa da chamada terceira idade, precisa de um lugar fora de casa para fazer amizades, estabelecer relacionamentos.

Desta forma, ela espera encontrar na dança este espaço. Quando isto não acontece, ele se desinteressa e cai fora. Durante mais de um ano que frequentei as academias, constatei isto. Conversei com algumas senhoras e senhores que entraram para a dança e pouco tempo depois desistiram.

Inclusive, isto aconteceu comigo. Frequentei, por três meses uma academia, onde só ia para o horário da dança. Durante este tempo, o instrutor não me inseriu no grupo do watsapp.  Outro episódio marcante, foi que numa academia, estava fazendo musculação quando interagi com um senhor. Imagino com 60 anos de idade. Depois de falar sobre a importância da dança, ele findou indo comigo ao salão. Dançou umas três musicas e foi embora.

O que me chamou a atenção, é que o instrutor não o procurou para iniciar um acolhimento. E olha, que este senhor é proprietário de um estabelecimento comercial bem próximo a academia.  Na minha visão, este instrutor e a academia perderam uma boa oportunidade de ter uma pessoa que poderia contribuir muito para a dança, através de parcerias que futuramente poderiam estabelecer.

A qualidade da música, uma coreografia facilitada, também contribuem em muito para o acolhimento da pessoa da terceira idade.

Entretanto, diferente do posto acima, quando cheguei a uma academia para praticar dança, conheci a Cláudia Ângelo. Logo percebi que ela tinha um comportamento muito diferente de muitas outras jovens. Procurava acolher todas as pessoas que chegavam no salão (ela  não era instrutora), além de ter um cuidado muito grande com as senhoras. Inclusive, isto aconteceu comigo. Assim que terminou a aula, Cláudia foi ao meu encontro de disse ter ficado muito feliz com a minha presença. Exatamente pela minha idade está ali junto com o grupo. Era um público muito jovem. Nas outras aulas, Cláudia dizia ser um exemplo a ser seguido.

A partir daí, estabeleci amizade com Cláudia. Ela me convidava para os aulões que aconteciam fora da academia. Aos poucos surgiu e foi amadurecendo a ideia da criação de nosso próprio espaço. Um projeto em que mostrasse que a dança é para todos. Independente de sexo, idade. E de que seria um projeto que trabalhasse a dança como espaço de alegria, motivação, elevação da autoestima e, que acolhesse a todos, com exclusividade as pessoas mais maduras.






sexta-feira, 31 de agosto de 2018

sábado, 18 de agosto de 2018

Mulheres Ativas festeja 3 anos de existência com aulão reunindo mais de 20 instrutores de Fit Dance, zumba e ritmos

Aula de uma quinta-feira normal, a frente Judineia
Neste domingo, 19/08, o projeto Mulheres Ativas estará completando 3 anos de existência. E, como não seria diferente, para festejar a data, a mulherada vai meter muita dança, por mais de 3 horas, puxado por mais de 20 instrutores do Estado, da Fit dance, zumba e ritmos. O aulão acontece a partir das 15h, no pátio do Conselho Comunitário do conjunto Cidade do Sol, no Gancho de Igapó.

A pulseirinha que está sendo vendida ao preço de R$ 5,00, o dinheiro arrecadado, será investido em melhorias da estrutura física do projeto, como a colocação de cerâmica ( já posta na semana passada e que custou mais de R$ 4,00) pintura da parede do prédio e melhoria na iluminação da área onde acontece o evento todas as 3º e 5ª feiras, a partidas 19 horas.

Aulas das Ativas atraem instrutores e pista lotada
As aulas normais (3ª e 5ª feiras) são ministradas por dois instrutores: Bruno e Suel. E Richardson (voluntário). Eles são auxiliados por mais outros instrutores que começaram como alunos do projeto. Claudia Ângelo, Osmildo, Josyane e Wlisses.

O projeto iniciou com 8 mulheres dançando na área da casa de Judineia e suas amigas. Mas, em pouco tempo puxou uma verdadeira legião de mulheres, sendo obrigado a arranjar um local. O encontrado foi  do Conselho Comunitário do Cidade do Sol. Hoje são mais de 300 mulheres inscritas, onde de 70 a 100 mulheres dançam no pátio do Conselho Comunitário do bairro.

Ações sociais das Ativas vão além da dança


Alunas ouvem conselhos de Magnólia e Graça 
Além da dança, o Mulheres Ativas realiza outras atividades que visam a melhoria da qualidade de vida das alunas matriculadas. Entre eles, estão passeios, palestras de acolhimento, aconselhamento e até consultas psicológicas em casos necessários.

Estas atividades visam contribuir na auto estima das mulheres.  Como se sabe, as mudanças sociais e econômicas que vem acontecendo no mundo, culminaram com o aumento da jornada de trabalho das mulheres. "A mulher hoje não é apenas dona de casa, mas ela precisa também trabalhar fora para ajudar nas despesas domésticas". A dupla função acumulada pela mulher tem levado ao estresse. Afinal de contas não é fácil cuidar de casa, da família e ainda trabalhar fora. Por isto, as aulas de dança, é oportunizada um tempinho só para elas.

Mas, além disto, ainda vem o estresse do desemprego, de conflitos familiares e até casos extremos como violência doméstica. Desta forma, a mulher necessita de outros campos do conhecimento para a superação destes problemas, como aconselhamento, palestras de auto ajuda ou até mesmo envio a um psicólogo.

Neste ano, o Mulheres Ativas realizou palestras de aconselhamento e auto ajuda. Estiveram presentes a presidente do Conselho Municipal das Mulheres, Graça e da atleta olímpica Magnólia Figueiredo. Graça explicou que ninguém tem o direito de impedir que outra seja feliz,  por isto elas deveriam fazer valer o direito de dançarem sem serem impedidas pelos maridos.

Já Magnólia Figueiredo trouxe o exemplo de vida dela. Magnólia é do interior do Estado (Currais Novos) e enfrentou muitas dificuldades para praticar o atletismo, inclusive resistência da família por ela ser mulher. Outro fator foi o dela ser uma menina esguia e alta. Ou seja, fora dos padrões de beleza daquele tempo para a mulher brasileira.

 Acolhimento é o segredo para o sucesso no Ativas


 Acolhimento é a palavra chave para o sucesso do projeto Mulheres Ativas, que talvez Judinéia não saiba explicar para o sucesso que chegou o projeto iniciado por 8 muheres numa área de uma casa no bairro.

Para quem chega ao projeto pela primeira vez sente uma energia diferente. Mesmo numa aula cotidiana, no meio da semana, as vezes sob ameaça de chuva a energia é contagiante.

Também foi o que percebi quando tive acesso ao projeto como convidado de Cláudia Ângelo. Era uma terça feira e fiquei deslumbrado com a alegria que irradiava e quantidade de mulheres ali presentes, mesmo num dia de semana.

Como bem definiu Judineia, cada aula das Ativas é uma festa. A afirmativa é verdadeira, tanto assim que não são apenas as dançarinas, mas cada instrutor que visita o projeto fica apaixonado e com vontade de voltar outras vezes. A prova disto é que a cada aula, além dos instrutores do projeto, outros novos aparecem para passar musica.

O Mulheres Ativas já teve vídeos gravados para o site da zumba, a exemplo de outras empresas de danças. Por isto, hoje a coordenadora Judineia Belchior tem uma preocupação, que é o de melhorar os aspectos físico do local onde acontecem o projeto, para que possa melhorar a qualidade de fotos e filmagens dos eventos do projeto. O Ativas é hoje um projeto que ultrapassou as fronteiras do RN.

Palco das Ativas também revela talentos

Entre as várias nuances do Mulheres Ativas,  uma delas é a formação de novos instrutores. Já são cinco ao todo e novas revelações estão surgindo a cada dia.

Neste bloco, e a mais recente, se trata de Juliana Nascimento. Como toda mulher que chega ao projeto, Juliana começou a frequentar as aulas como forma de buscar novas energias para a jornada diária de muito trabalho.

Dona de casa, mãe e operária da indústria de fiação Juliana precisa de tirar um tempinho para fazer aquilo que mais ama: exatamente dançar e com isto afastar seus pensamentos do afazares diários.

Aluna assídua, também se matriculou numa academia. Daí, dançando quase todos os dias da semana, Juliana foi dominando os passos das coreografias e hoje já passa musica. Recentemente recebeu um convite para ministrar aula numa academia, e a jovem já tem um projeto em mente. Fazer os cursos de zumba e Fit Dance e com isto se especializar na dança.

Cláudia Ãngelo, Osmildo e Josy, outras prata da casa


Além de Juliana, outros dançarinos já se profissionalizaram. O primeiro deles, foi Bruno, atual instrutor nas aulas da terça feira e Josyane. Esta última é Zin e ministra aulas em condomínios de Natal. Cláudia Ângelo, Osmildo e até este escriba, também está no mesmo processo.   Cláudia e Osmildo são voluntários do projeto.

No palco, Osmildo, hoje além de voluntário do projeto, ele já ministra aula para particulares e outros projetos sociais de Natal.
De blusa preto, Cláudia Ângelo cursou zumba o ano passado, passa ritmos no projeto e se prepara para assumir uma carreira profissional na dança.


Josyane, esta mulata que não esconde as raízes africanas, também cursou zumba. Hoje é Zin, ministra aulas em condomínios. Mas, fez estágio no palco das Ativas.  Atualmente continua como voluntária do  projeto e sempre que pode vem dá uma forcinha as suas colegas. "Sou apaixonada pelas Ativas, elas estão no meu coração para sempre".

No palco das Ativas, Josyane que já esbanjava talento, aperfeiçoou sua performance  em palco, e com seu arquétipo africano, suas aulas são puro axé.



Palco das Ativas também serve para revelar novos talentos. Juliana Nascimento é o mais novo

Entre as várias nuances do Mulheres Ativas,  uma delas é a formação de novos instrutores. Já são cinco ao todo e novas revelações estão surgindo a cada dia.

Neste bloco, e a mais recente, se trata de Juliana Nascimento. Como toda mulher que chega ao projeto, Juliana começou a frequentar as aulas como forma de buscar novas energias para a jornada diária de muito trabalho.

Dona de casa, mãe e operária da indústria de fiação Juliana precisa de tirar um tempinho para fazer aquilo que mais ama: exatamente dançar e com isto afastar seus pensamentos do afazares diários.

Aluna assídua, também se matriculou numa academia. Daí, dançando quase todos os dias da semana, Juliana foi dominando os passos das coreografias e hoje já passa musica. Recentemente recebeu um convite para ministrar aula numa academia, e a jovem já tem um projeto em mente. Fazer os cursos de zumba e Fit Dance e com isto se especializar na dança.

Além de Juliana, outros dançarinos já se profissionalizaram. O primeiro deles, foi Bruno, atual instrutor nas aulas da terça feira e Josyane. Esta última é Zin e ministra aulas em condomínios de Natal. Cláudia Ângelo, Osmildo e até este escriba, também está no mesmo processo.   Cláudia e Osmildo são voluntários do projeto.

terça-feira, 1 de maio de 2018

Nova Natal ganha mais um espaço para dança nesta quarta-feira, 02 de Maio, na Rua Jitiranas

Osmildo, ao lado de Cláudia e Josy, em Mulheres Ativas
Nesta quarta feira, a Nova Natal vai ganhar mais um espaço de dança. Se trata do projeto Dança mais Saúde do  dançarino Osmildo Santos. A aula inaugural vai acontecer às 20h, mas Osmildo acrescentou que nos demais dias acontecerão às 19h. O local onde vai acontecer as aulas de dança será num galpão na Rua Jitiranas, 859, cedido por um amigo de Osmildo.

Osmildo é um dançarino bastante conhecido no mundo da cultura popular, as quadrilhas juninas. mas que também flertava com as danças fitness. Aluno de grandes instrutores, como Fernando Rodrigues da Fit Dance, Osmildo vem integrando o Projeto Mulheres Ativas, no Conjunto Cidade do Sol.

Wlisses, Claudia, Fly Bahia e Osmildo no palco das Ativas



No Mulheres Ativas, Osmildo divide espaço com instrutores renomados, como é o caso de Suel e Fly Bahia, especialista em swing e um dos grandes incentivadores do estilo de dança baiano. Foi a partir desta experiência que ele sentiu o desejo de criar o seu próprio espaço.