Vida natural

terça-feira, 22 de setembro de 2020

Aniversário do projeto Mulheres Ativas teve bolo de 5 anos e duas horas de muita dança no último domingo

Depois de 6 meses, mulheres voltam a dança

 Depois de 6 meses com suas atividades aeróbicas paradas, o projeto social "Mulheres Ativas" voltou neste domingo. O retorno marcou os 5 anos de criação do projeto de dança, que hoje reúne aproximadamente 300 mulheres e que, todas as 3ª feiras e 5ª feiras tinham suas aulas de dança no pátio do Conselho Comunitário do Cidade do Sol, bairro do Igapó, Zona Norte de Natal.

De máscara, munidas com álcool gel, o aulão festivo reuniu uma pequena parcela das mulheres (menos de 100). O número já era esperado, em vista de que estava obedecendo o comitê de saúde que prevê o retorno dos eventos com numero máximo de 100 pessoas e um distanciamento de 1,5 metros.

 Mesmo diante de todas as dificuldades, as mulheres meteram muita dança, aliado a muita alegria e disposição. No palco, além dos instrutores que projeto (Judineia, Suel, Deyse e  Juliana) o evento contou contou com a participação de outros dançarinos convidados, entre eles, a veterana Flávia Dercy, passista de escola de samba, dançarina cultural (ex-integrante do Zás Trás e que hoje, também atua na dança aeróbica. Mais, Cláudia Santos, Deinha, Luan King e Osmildo. Cláudia Angelo, não pode participar do evento, por estar doente.

Judineia fala e corta o bolo do aniversariante


Para Judineia, uma das fundadoras ( o projeto foi criado por um grupo de mulheres do bairro), e atual coordenadora do projeto, o aniversário das Ativas é uma tradição, e ela estava ansiosa para que este ano não passasse em branco. Como o protocolo da saúde já autorizou a realização de eventos seguindo suas regras, foi a oportunidade para que pudesse realizar o aulão comemorativo.

Como é de tradição, o bolo de aniversário não faltou ao evento. Também foi servido uma mesa de frutas, com ornamentação. Além das Ativas, o evento também contou com o apoio do vereador Luiz Almir, da Academia Mais Fit e do Café.

Luiz Almir prova do café Marita.            


O vereador Luiz Almir, que está em campanha eleitoral pela sua reeleição, provou do Café Marita, na mesa de exposição da empresa no evento. O candidato aprovou o sabor do produto, que é representado pela empresária Cida Beleza.

Como Luiz Almir deve enfrentar uma campanha eleitoral que exige muito do candidato, alimento funcional ideal para esta maratona prolongada de visitas que ele irá realizar até o dia das eleições.
 


Dançarinos apresentam e falam dos benefícios da dança de salão

A novidade neste ano no aula das Ativas, foi a presença da dança de salão. Os dançarinos Nadja Dancer e Wlisses Guerra, da Norte Escola de Dança, dançaram forró e bachata. No intervalo para o lanche, os dançarinos falaram da importância da dança de salão. "A dança de salão é recomendada para toda a faixa etária, porém, obrigatória para pessoas da terceira idade", lembrou Wlisses.

Por ser uma modalidade física de baixa intensidade, e por ser realizada num salão plano, ela é segura, no tocante a acidentes físicos. Ela é realizada num espaço físico, fechado e plano. Outros dois fatores que motivam pessoas maduras fazerem esta modalidade, é  o benefício que ela traz quanto a prevenção das doenças neurodegenerativas. "Cada passo, cada figura" força uma espécie de malhação cerebral, o que mantém o cérebro ativo" explicou Wlisses.

Outro fato importante é a socialização. Nesta idade, estas pessoas estão se aposentando, outros ficando viúvos ou viúvas, seus filhos crescidos, e com isto ficam sozinhos em casa. Ao se matricular numa escola de dança, a pessoa encontra um local para se divertir, que são as aulas e os bailes nos finais de semana.

Na foto, Wlisses, Judineia e Nadja Dancer

Nadja Dancer, que dá aulas particulares de dança de salão, lembrou que a modalidade é ideal para casais. O casal que dança salão, dançam juntos,  levam uma vida social ativa e estão sempre felizes. Também lembrou, que a dança de salão transforma o machismo dos homens. A dança de salão exige companheirismo, disciplina, ajuda mutua. Ensina aos homens a tocarem num corpo oposto sem ser por interesse numa relação afetiva e sexual.

A dançarina explica que alguns homens procuram a dança de salão com malícia. Mas, logo ou eles compreendem que ali não é o local para ele, e se enquadram, ou então caem fora. "Já me aconteceu isto comigo, mas, com toda educação que Deus me deu, explico as regras da dança", ensina Nadja.

Na Zona Norte de Natal existem duas escolas de Dança de Salão. A Norte Escola de Dança, na Avenida Boa Sorte, e a Abraço, na Thomaz Landim.


Vigas centrais do viaduto do "Gancho do Igapó" começaram a ser instaladas

 

Instalação de vigas no Viaduto do Gancho de Igapó

As vigas centrais que do viaduto do Gancho de Igapó (BR 101) já começaram a ser assentadas. Esta etapa da obra já dá para ter uma sensação do andamento do projeto, mas, mesmo assim a previsão de sua entrega está prevista para dezembro de 2021.

A obra vai contar com um viaduto central ligando Natal a Ceará Mirim, via avenida Thomaz Landim. Abaixo do do viaduto passarão dois túneis que irão ligar Natal a São Gonçalo do Amarante e, a Zona Norte a Ponte de Igapó, via avenida Fronteiras.

Somente a obra do Viaduto vai custar aos cofres público o valor de R$ 45 milhões. Os recursos vieram do Ministério da Infraestrutura. Parte deste montante R$ 9,5 milões foram usados para a desapropriação de 38 imóveis, em território de Natal e São Gonçalo do Amarante.

Outro  benefício desta obra, será a melhoria do trânsito e ligação entro o Aeroporto Internacional de São Gonçalo do Amarante a Natal. Para isto, já está curso a obra de alargamento do pavimentação asfaltática do trecho ponte Newton Navarro ao Gancho de Igapó.

As obras as margens do Rio Doce, já foram concluídas, mas se encontro em andamento a da Avenida Moema Tinoco. Este trecho, vem atrasando devido as negociações de desapropriação.

Rio Doce Concluido: pista dupla com faixa de ciclismo

Outro trecho em atraso é na altura dos conjuntos Santarém, Soledade e Panatis. Apesar do Viaduto do Santa Catarina ter sido entregue, as árvores derrubadas e as via terem iniciadas, a obra também estacionou. 

O conhecido "Viaduto do Gancho" é uma obra esperada desde 2012.  Ele integra também o Projeto Pro Transporte, que visa a melhoria e integração do transporte urbano de Natal. Integração entre linhas de ônibus e trem urbano (Natal/ Ceará Mirim, São Gonçalo e Extremoz). Ao mesmo tempo, está sendo construido uma faixa de ciclovia e faixa de pedestre para a prática de atividade físicas, como caminhadas, ciclismo e corrida de rua.


 

 

terça-feira, 25 de agosto de 2020

Rede de proteção do pátio do Nélio Dias está desabando e preocupa praticantes de exercícios fisicos

Corredores de rua aproveitam local para treinos preparatórios
 
     Quase metade da rede de proteção do pátio do ginásio Nélio Dias, no Pajuçara, Zona Norte de Natal foi destruída e isto está  deixando os praticantes de modalidades esportivas com medo de acontecerem assaltos. O espaço é uma das opções públicas para quem quer sair do sedentarismo e reúne centenas de pessoas todos os dias das semana, no inicio da manhã, começo da tarde e noite.

     Mesmo com a pista em bom estado, e marcação em bom estado ( o percurso é de 536 metros), a destruição de boa parte das grades laterais, é o que está deixando preocupado pessoas que vão praticar alguma movimentação física no local. 

Ao cair da tarde, começa a movimentação no pátio do Nélio Dias

      Conversando com algumas pessoas que estavam fazendo caminhada no local, confessaram que a depredação das grades não deixa de ser uma preocupação. "Vinha caminhar por volta das 19 horas, mas agora, faço tudo para vir cedo, no máximo as 17 horas", disse a comerciária Marinete. Ela alegou que mais tarde, quando não tem muita gente praticando exercícios, tem receio de ficar no local. Em determinada parte do percurso, tem um matagal, e a situação se complica ainda mais quando alguns postes não acendem, como foi o caso do sábado (22). As lâmpadas de quatro postes não acenderam, o local ficou muito escuro próximo ao terreno baldio, onde está o matagal.
 
Tela destruída e acesso ao matagal no terreno baldio
 

       Durante o tempo que estive no local, percebi uma viatura da Guarda Municipal em frente ao ginásio. Também, observei que uma viatura da Policia Militar passou nas proximidades. Mas, só uma vez durante as duas horas de permanência no local.

        Outra reivindicação dos que usam a área, é a falta de banheiro público. "Quando sinto apertado, corro para detrás daquele muro", aponta o jovem Janilson. O local é exatamente o matagal no terreno abandonado, onde parte do muro está abaixo.

         O pátio do Nélio Dias, é um espaço do complexo esportivo do Nélio Dias, que conta com o ginásio poliesportivo, a área de eventos culturais e a Estação da Cidadania (recém inaugurado). Devido a pandemia do Covid 19, somente o pátio está disponível para a prática de exercícios físicos. O ginásio foi transformando em posto de atendimento ao combate do Covid. 
 
Matagal pode esconder marginais para anunciar assaltos

         
 

domingo, 23 de agosto de 2020

Novo acesso a Extremoz estará pronto até o final do ano

 Até o final do ano, a Zona Norte ganhará um novo acesso a vizinha cidade de Extremoz. A nova ligação a cidade da Grande Natal vai acontecer através da Rua Cecílio do Nascimento, no loteamento Esperança até o anel giratório da Rodovia Mário Covas (BR 101), na altura da indústria de bebidas Ambev.

Até o momento, a Rua Cecílio de Castro já recebeu pavimentação à paralelepípedo, e parte do trecho também já se encontra asfaltado. Porém, a sua complementação está na dependência  da conclusão das obras de saneamento básico que estão acontecendo paralelamente as obras de pavimentação. 

Trecho já asfaltado na Rua Cecílio de Castro

Na última quinta feira, topógrafos estavam fazendo a leitura hidrográfica dos 400 metros restantes que ainda estão no barro, para a ligação com a Rodovia Mário Covas. Nele, a tubulação de esgotos irão canalizar para uma lagoa de tratamento que está sendo construída na Avenida Hilda Dias de Carvalho. Esta e mais outras duas estações de tratamento serão construidas no bairro de Lagoa Azul, para receber as águas das diversas ruas que já foram pavimentadas.


  
Topógrafos fazem medidas de curva de nível na Cecílio do Nascimento
 

Além da pavimentação da Rua Cecílio do Nascimento, diversas ruas do Nordelândia e Esperança também estão sendo pavimentadas. Entre elas, a Rua Francisco de Sá. Esta é a rua que segue em paralelo a linha ferroviária. Os serviços já está prontos até a altura da estação do trem urbano do Nordelândia. 

Também, este será o trecho em que acontecerá uma ligação com a Cecílio do Nascimento, através da Avenida Hilda Dias de Carvalho. O desvio de percurso irá evitar que motoristas realizem manobras arriscadas como vinha acontecendo no final da Francisco de Sá, para ter acesso a BR 101.

Serviços na Rua Francisco de Sá, em Nordelândia





sábado, 11 de julho de 2020

Comerciante do Soledade II aposta na água de coco e supera crise econômica na pandemia do Covid 19

Edivam exibe o produto natural e saudável
Existe uma máxima no mundo do empreendedorismo de que "enquanto uns choram, outros vendem lenços". Foi exatamente o que aconteceu com Edivam, proprietário do churrasquinho  "A ponta do canteiro", no Soledade II.

Mesmo sendo um "point" dos amigos do Soledade já conhecido há 30 anos, o fato é que o comerciante nunca faturou tanto quanto na pandemia. Não com churrasco e bebidas, mas com água de coco.


Na verdade, seu Edivam já vendia água de coco no seu pontinho, há pelo menos 4 anos. Mas, as vendas deste produto não decolava. "Sabia dos benefícios da água de coco para saúde, porém poucas pessoas valorizam este produto natural. Quando começou a pandemia, e viu seu negócio ficar parado, Edivam teve uma ideia, apostar com força no coco. Desta forma ele aumentou a compra e baixou o preço. O coco que geralmente custava na faixa de R$ 3, teve seu preço reduzido para R$ 2,00 e 3 unidades por R$ 5,00.

Pandemia reforçou os benefícios da água de coco


Edivam aumentou pedido para baixar preço do  coco
Com o preço reduzido e o ponto de Edivan sendo uma via de passagem, nao demorou muito suas vendas decolarem. O ponto que fica em frente a sua casa, está aberto das 8h até às 22 horas. Preço baixo e garantia de encontrar o produto fez com que muita gente de conjuntos e bairros residenciais próximo ao Soledade fossem a procura da água de coco de Edivan.

O comerciante entende que os médicos tenham reforçado o que seu Edivan já tentava ensinar a seus fregueses há muito tempo, que era os benéficos da água de coco. "Eu falava, mas eles não davam a atenção. Hoje é o pessoal da saúde, ainda bem" brinca o comerciante.

Água de coco "Ponta do canteiro" recebe encomendas para festas e aniversários


O certo mesmo é que Edivam também está aproveitando outra dica dos empreendedores, é de que ninguém pode perder a oportunidade da passagem do bonde da história. Ou seja, a hora é esta e o pequeno comerciante está aproveitando a oportunidade.

Água de coco em litro para facilidade de transporte


Como todo bom empreendedor, Edivam vislumbra, e inova. Assim, a primeira ideia foi envasar manualmente e etiquetar sua água de coco. Assim, além do coco verde "in natura', ele também dispõe de água em litro.

"As pessoas paravam de moto, bicicleta, ou mesmo a pé e queriam levar a água para casa. O coco é volumoso e isto dificultava". Então a saída de Edivan, foi envasar a água e rotular.

Desta forma, existe sempre uma boa quantidade de água de coco em litro conservada num isopor para viagem. Também, ela pode ser envasada na presença do cliente para ver a sua qualidade.

O comerciante também recebe encomenda para festas e aniversários. Desta forma, "A ponta do canteiro" colocou um Watsapp a disposição do cliente: 98792-0319. Ao ligar, a água pode ser encomenda que tanto Edivam quanto Rosimere, a sua esposa, estarão sempre de prontidão para atenderem a clientela. O local fica na Avenida Pico do Cabugi , nº1133, conjunto Soledade II.

Academias da Zona Norte reabrem no próximo dia 14.

Equilibrium Fit, no Nova República deve reabrir dia 14
Mesmo com a previsão de que as academias devam retomar as atividades a partir do próximo dia 14, algumas delas na Zona Norte ainda vão demorar mais um pouco. É que o prolongado retorno findou com que as de pequenos porte, que não tinha prédio próprio findaram fechando, como que a reportagem conseguiu verificar num tour que deu pelo bairro do Potengi e Pajuçara.

Não é o caso da Equilibrium Fit, no Nova República. Mesmo sendo uma academia de pequeno porte, o terreno é próprio e seu proprietário está somente esperando a chegada do dia 14 para sua reabertura. Neste período em que esteve fechado, o proprietário aproveitou para fazer reformas e receber seus alunos logo que aconteça o retorno. A funciona num primeiro andar com ventilação com ampla ventilação natural.

De acordo com o decreto, somente poderão reabrir as academias que tenham ventilação, e de que cada aluno deva obedecer o espaçamento de 6,25 por metro quadrado. A academia tem de oferecer álcool gel, e higienização de halteres e máquinas para exercícios. Outra recomendação é que a academia pare 30 minutos entre um turno e outro para que seja feita toda higienização de piso, paredes e equipamentos.

sexta-feira, 10 de julho de 2020

Atendimento precário no BB da Zona Norte provoca aglomeração

Em sol a pino, clientes esperam atendimento no Santa Catarina
Com apenas duas agência do Banco do Brasil em toda Zona Norte de Natal, fica muito difícil a não existência de filas para atendimento a uma destas unidades deste setor. Hoje pela manhã, a fila dobrava era extensa na Unidade do Santa Catarina, e a movimentação também não era diferente na do Igapó que fica na Avenida Thomas Landin.

Para se agravar ainda mais a situação, há três semanas, a agência do Santa Catarina está fazendo obras. Até a semana passada, existiam apenas seis caixas para atendimento, de um lado do salão de atendimento dos caixas rápidos. O outro lado estava em reforma. Nesta semana, foi liberado 10 caixas do outro lado, e se iniciaram as reformas do lado oposto.

Desta forma, o atendimento fica lento, tanto para quem precisa de atendimento interno, como direto nos caixas.  Edilsa Lima, moradora do Panatis,  disse já ter vindo ao banco três vezes esta semana. Como tem muita gente na fila, ela prefere retornar a sua casa e voltar depois na esperança de que a situação fique mais confortável. "Sou diabética e não posso me arriscar". explica.


Viaduto das Fronteiras a espera da conclusão das obras do Pro Transporte

Viaduto foi inaugurado em 2011 no Soledade II
O viaduto das Fronteiras, na divisa dos conjuntos soledade II e Cidade Praia, foi o primeiro trecho da obra do Pro Transporte entregue. Isto com 5 anos de atraso, em 2011. A obra serve para integração entre os conjuntos da Zona Norte ao municipio de Extremoz  e Litoral Norte.

O viaduto tambem visa ligar a Ponte Newton Navarro ao Gancho de Igapó, numa extensão total de 11 Km.

O Pró Transporte é uma obra que vem sendo tocada a passos de tartaruga deste 2006. Já passaram por três gestões publicas municipais e estaduais.  O atraso se deve a dificuldades com indenizações de imóveis. Dezenas de propriedades já foram indenizadas na Moema Tinoco, Avenida Rio Doce e Fronteiras. 

Outro trecho já entregue é o que vai do Viaduto da Redinha, próximo ao Rio do Doce até o Brasil Novo. São mais 4,7 Km de asfalto com faixa central para pedestres e ciclovia. Populares aproveitam o local para fazerem caminhadas pela manhã e à tarde.

Canteiro na Avenida Rio Doce chama atenção da STTU

Com as obras do Pró-Transporte abandonada desde 2011, moradores do Soledade II realizaram arborização, com canteiros e pracinhas.

Entre estas obras comunitárias, está este canteiro na Avenida Rio Doce, onde os moradores puseram placa cobrando da Superitendência de Transporte Urbanos de Natal (STTU) combrando providências.

O abandono das obras deixou o trecho sem sinalização, o que tem provocado acidentes no local Por isto os moradrores chamam a atenção, como diz uma placa mais no canteiro "Fiquem de olho".

domingo, 10 de fevereiro de 2019

"Venha dançar com a gente" deu vida as tarde na pracinha do Haroldo na avenida Gudalupe em Santa Catarina

Aula do "Venha dançar com a gente" no Santa Catarina
O "Venha dançar com a gente", um projeto social de dança, está movimentando as tarde de 5ª feira e sábado, no Santa Catarina.

Os aulões que acontecem sempre, às 16 horas, deu vida a pracinha da cigarreira do Haroldo, na avenida Guadalupe, no Santa Catarina.

Projeto criado por Wlisses Guera (editor deste blog), Cláudia Ângela foi a instrutora escolhida para o projeto.

Como o projeto visa atingir as famílias, reunindo todos os membros dela, desde a criança até o idoso, a escolha de Cláudia se deu exatamente pelo seu carisma em lidar com as pessoas, principalmente a  da terceira idade.

A pracinha é um lugar que está sendo construido pelos moradores do bairro. São vizinhos da cigarreira do Haroldo que se reúnem todas as tardinhas. Jogar cartas, damas, ou simplesmente jogar conversa fora.Outros tomam algum aperitivo acompanhado com o tradicional caldo de charque, especialidade da cigarreira.

Moradores do Santa Catarina/Panatis abraçam projeto de dança


Dança reúne família inteira, da neta ao avô
O projeto foi bem acolhido pelos moradores do bairro. Não só pelos que gostam da dança como prática, mas também de toda comunidade. A prova disto, é alguns colaboram com a organização do evento, ajudando na colagem de faixas, organização do local, e até contribuindo para a mesa de frutas, que é posta a cada aulão.

O aulão conta com apoio da cigarreira do Haroldo, que cedeu a pracinha e serve como ponto de apoio ao projeto. Foi feito uma parceria, onde uma moto propaganda divulga o aulão e também a cigarreira do Haroldo, que é conhecida por servir um irresistível caldo de charque.

Projeto visa criar autoestima e qualidade de vida


O "Venha dançar com a gente" é um projeto que um zelo muito grande com o politicamente correto. Por isto, não é permitido que se dance musicas que tenham letras pejorativa contra as mulheres, ou incitem o consumo de drogas (mesmo lícitas) ou a violência.

O projeto vai além da dança. Pretende criar um espaço de confraternização, de libertação do estresse através da dança e por isto as musicas devem criar um clima positivo. De autoestima.

Desta forma, algum professor visitante deve passar as letras das músicas para a instrutora Cláudia Angelo. 

Também, não está em sintonia, uma proposta de qualidade vida saudável, com incentivo ao consumo do álcool ou qualquer outra droga.  Ao final de cada aula, acontece um lanche. Mas, é servido somente frutas naturais e frescas. Nada de alimentos artificiais.

O projeto já foi visitado por dois instrutores de outros projetos. Judinéia Belchior, do Mulheres Ativas e Margarida Dantas, do Vale Dourado. Margarida, é uma educadora, que trabalha com crianças e adultos. Ela é muito exigente quanto as letras das músicas. "A maioria das músicas hoje são verdadeiros lixos", por isto, danço mais músicas caribenhas.

A dança  como lugar de acolhimento, socialização e autoestima


Um dos pilares básicos do "Venha dançar com a gente"é o cuidado com o público idoso. Não é que o projeto seja direcionado exclusivamente para este público, ele é global, porém se deve ter uma atenção especial a eles.

Por este motivo foi que escolhi Cláudia Ângelo para ser a instrutora do projeto. Cláudia sempre demonstrou uma dedicação exclusiva para com as pessoas mais idosas do que ela.

O que tenho percebido nas aulas de dança, é que alguns instrutores, praticamente desprezam este público quando chegam em seus espaços. Geralmente se dá atenção especial ao público novo, e os mais idosos ficam isolados no fundo do salão.

O fato é que este público, ao procurar a dança, seu objetivo vai além dela. Ou seja, em sua maioria, conforme artigos publicados, este público vai em busca de um espaço para socialização. São pessoas,, as vezes viúvas (o)s, com seus filhos todos casados e que, quando não moram só, residem com seus filhos, mas, mesmo assim, eles vivem uma vida totalmente diferente dos seus pais. Assim, a pessoa da chamada terceira idade, precisa de um lugar fora de casa para fazer amizades, estabelecer relacionamentos.

Desta forma, ela espera encontrar na dança este espaço. Quando isto não acontece, ele se desinteressa e cai fora. Durante mais de um ano que frequentei as academias, constatei isto. Conversei com algumas senhoras e senhores que entraram para a dança e pouco tempo depois desistiram.

Inclusive, isto aconteceu comigo. Frequentei, por três meses uma academia, onde só ia para o horário da dança. Durante este tempo, o instrutor não me inseriu no grupo do watsapp.  Outro episódio marcante, foi que numa academia, estava fazendo musculação quando interagi com um senhor. Imagino com 60 anos de idade. Depois de falar sobre a importância da dança, ele findou indo comigo ao salão. Dançou umas três musicas e foi embora.

O que me chamou a atenção, é que o instrutor não o procurou para iniciar um acolhimento. E olha, que este senhor é proprietário de um estabelecimento comercial bem próximo a academia.  Na minha visão, este instrutor e a academia perderam uma boa oportunidade de ter uma pessoa que poderia contribuir muito para a dança, através de parcerias que futuramente poderiam estabelecer.

A qualidade da música, uma coreografia facilitada, também contribuem em muito para o acolhimento da pessoa da terceira idade.

Entretanto, diferente do posto acima, quando cheguei a uma academia para praticar dança, conheci a Cláudia Ângelo. Logo percebi que ela tinha um comportamento muito diferente de muitas outras jovens. Procurava acolher todas as pessoas que chegavam no salão (ela  não era instrutora), além de ter um cuidado muito grande com as senhoras. Inclusive, isto aconteceu comigo. Assim que terminou a aula, Cláudia foi ao meu encontro de disse ter ficado muito feliz com a minha presença. Exatamente pela minha idade está ali junto com o grupo. Era um público muito jovem. Nas outras aulas, Cláudia dizia ser um exemplo a ser seguido.

A partir daí, estabeleci amizade com Cláudia. Ela me convidava para os aulões que aconteciam fora da academia. Aos poucos surgiu e foi amadurecendo a ideia da criação de nosso próprio espaço. Um projeto em que mostrasse que a dança é para todos. Independente de sexo, idade. E de que seria um projeto que trabalhasse a dança como espaço de alegria, motivação, elevação da autoestima e, que acolhesse a todos, com exclusividade as pessoas mais maduras.






sexta-feira, 31 de agosto de 2018

sábado, 18 de agosto de 2018

Mulheres Ativas festeja 3 anos de existência com aulão reunindo mais de 20 instrutores de Fit Dance, zumba e ritmos

Aula de uma quinta-feira normal, a frente Judineia
Neste domingo, 19/08, o projeto Mulheres Ativas estará completando 3 anos de existência. E, como não seria diferente, para festejar a data, a mulherada vai meter muita dança, por mais de 3 horas, puxado por mais de 20 instrutores do Estado, da Fit dance, zumba e ritmos. O aulão acontece a partir das 15h, no pátio do Conselho Comunitário do conjunto Cidade do Sol, no Gancho de Igapó.

A pulseirinha que está sendo vendida ao preço de R$ 5,00, o dinheiro arrecadado, será investido em melhorias da estrutura física do projeto, como a colocação de cerâmica ( já posta na semana passada e que custou mais de R$ 4,00) pintura da parede do prédio e melhoria na iluminação da área onde acontece o evento todas as 3º e 5ª feiras, a partidas 19 horas.

Aulas das Ativas atraem instrutores e pista lotada
As aulas normais (3ª e 5ª feiras) são ministradas por dois instrutores: Bruno e Suel. E Richardson (voluntário). Eles são auxiliados por mais outros instrutores que começaram como alunos do projeto. Claudia Ângelo, Osmildo, Josyane e Wlisses.

O projeto iniciou com 8 mulheres dançando na área da casa de Judineia e suas amigas. Mas, em pouco tempo puxou uma verdadeira legião de mulheres, sendo obrigado a arranjar um local. O encontrado foi  do Conselho Comunitário do Cidade do Sol. Hoje são mais de 300 mulheres inscritas, onde de 70 a 100 mulheres dançam no pátio do Conselho Comunitário do bairro.

Ações sociais das Ativas vão além da dança


Alunas ouvem conselhos de Magnólia e Graça 
Além da dança, o Mulheres Ativas realiza outras atividades que visam a melhoria da qualidade de vida das alunas matriculadas. Entre eles, estão passeios, palestras de acolhimento, aconselhamento e até consultas psicológicas em casos necessários.

Estas atividades visam contribuir na auto estima das mulheres.  Como se sabe, as mudanças sociais e econômicas que vem acontecendo no mundo, culminaram com o aumento da jornada de trabalho das mulheres. "A mulher hoje não é apenas dona de casa, mas ela precisa também trabalhar fora para ajudar nas despesas domésticas". A dupla função acumulada pela mulher tem levado ao estresse. Afinal de contas não é fácil cuidar de casa, da família e ainda trabalhar fora. Por isto, as aulas de dança, é oportunizada um tempinho só para elas.

Mas, além disto, ainda vem o estresse do desemprego, de conflitos familiares e até casos extremos como violência doméstica. Desta forma, a mulher necessita de outros campos do conhecimento para a superação destes problemas, como aconselhamento, palestras de auto ajuda ou até mesmo envio a um psicólogo.

Neste ano, o Mulheres Ativas realizou palestras de aconselhamento e auto ajuda. Estiveram presentes a presidente do Conselho Municipal das Mulheres, Graça e da atleta olímpica Magnólia Figueiredo. Graça explicou que ninguém tem o direito de impedir que outra seja feliz,  por isto elas deveriam fazer valer o direito de dançarem sem serem impedidas pelos maridos.

Já Magnólia Figueiredo trouxe o exemplo de vida dela. Magnólia é do interior do Estado (Currais Novos) e enfrentou muitas dificuldades para praticar o atletismo, inclusive resistência da família por ela ser mulher. Outro fator foi o dela ser uma menina esguia e alta. Ou seja, fora dos padrões de beleza daquele tempo para a mulher brasileira.

 Acolhimento é o segredo para o sucesso no Ativas


 Acolhimento é a palavra chave para o sucesso do projeto Mulheres Ativas, que talvez Judinéia não saiba explicar para o sucesso que chegou o projeto iniciado por 8 muheres numa área de uma casa no bairro.

Para quem chega ao projeto pela primeira vez sente uma energia diferente. Mesmo numa aula cotidiana, no meio da semana, as vezes sob ameaça de chuva a energia é contagiante.

Também foi o que percebi quando tive acesso ao projeto como convidado de Cláudia Ângelo. Era uma terça feira e fiquei deslumbrado com a alegria que irradiava e quantidade de mulheres ali presentes, mesmo num dia de semana.

Como bem definiu Judineia, cada aula das Ativas é uma festa. A afirmativa é verdadeira, tanto assim que não são apenas as dançarinas, mas cada instrutor que visita o projeto fica apaixonado e com vontade de voltar outras vezes. A prova disto é que a cada aula, além dos instrutores do projeto, outros novos aparecem para passar musica.

O Mulheres Ativas já teve vídeos gravados para o site da zumba, a exemplo de outras empresas de danças. Por isto, hoje a coordenadora Judineia Belchior tem uma preocupação, que é o de melhorar os aspectos físico do local onde acontecem o projeto, para que possa melhorar a qualidade de fotos e filmagens dos eventos do projeto. O Ativas é hoje um projeto que ultrapassou as fronteiras do RN.

Palco das Ativas também revela talentos

Entre as várias nuances do Mulheres Ativas,  uma delas é a formação de novos instrutores. Já são cinco ao todo e novas revelações estão surgindo a cada dia.

Neste bloco, e a mais recente, se trata de Juliana Nascimento. Como toda mulher que chega ao projeto, Juliana começou a frequentar as aulas como forma de buscar novas energias para a jornada diária de muito trabalho.

Dona de casa, mãe e operária da indústria de fiação Juliana precisa de tirar um tempinho para fazer aquilo que mais ama: exatamente dançar e com isto afastar seus pensamentos do afazares diários.

Aluna assídua, também se matriculou numa academia. Daí, dançando quase todos os dias da semana, Juliana foi dominando os passos das coreografias e hoje já passa musica. Recentemente recebeu um convite para ministrar aula numa academia, e a jovem já tem um projeto em mente. Fazer os cursos de zumba e Fit Dance e com isto se especializar na dança.

Cláudia Ãngelo, Osmildo e Josy, outras prata da casa


Além de Juliana, outros dançarinos já se profissionalizaram. O primeiro deles, foi Bruno, atual instrutor nas aulas da terça feira e Josyane. Esta última é Zin e ministra aulas em condomínios de Natal. Cláudia Ângelo, Osmildo e até este escriba, também está no mesmo processo.   Cláudia e Osmildo são voluntários do projeto.

No palco, Osmildo, hoje além de voluntário do projeto, ele já ministra aula para particulares e outros projetos sociais de Natal.
De blusa preto, Cláudia Ângelo cursou zumba o ano passado, passa ritmos no projeto e se prepara para assumir uma carreira profissional na dança.


Josyane, esta mulata que não esconde as raízes africanas, também cursou zumba. Hoje é Zin, ministra aulas em condomínios. Mas, fez estágio no palco das Ativas.  Atualmente continua como voluntária do  projeto e sempre que pode vem dá uma forcinha as suas colegas. "Sou apaixonada pelas Ativas, elas estão no meu coração para sempre".

No palco das Ativas, Josyane que já esbanjava talento, aperfeiçoou sua performance  em palco, e com seu arquétipo africano, suas aulas são puro axé.



Palco das Ativas também serve para revelar novos talentos. Juliana Nascimento é o mais novo

Entre as várias nuances do Mulheres Ativas,  uma delas é a formação de novos instrutores. Já são cinco ao todo e novas revelações estão surgindo a cada dia.

Neste bloco, e a mais recente, se trata de Juliana Nascimento. Como toda mulher que chega ao projeto, Juliana começou a frequentar as aulas como forma de buscar novas energias para a jornada diária de muito trabalho.

Dona de casa, mãe e operária da indústria de fiação Juliana precisa de tirar um tempinho para fazer aquilo que mais ama: exatamente dançar e com isto afastar seus pensamentos do afazares diários.

Aluna assídua, também se matriculou numa academia. Daí, dançando quase todos os dias da semana, Juliana foi dominando os passos das coreografias e hoje já passa musica. Recentemente recebeu um convite para ministrar aula numa academia, e a jovem já tem um projeto em mente. Fazer os cursos de zumba e Fit Dance e com isto se especializar na dança.

Além de Juliana, outros dançarinos já se profissionalizaram. O primeiro deles, foi Bruno, atual instrutor nas aulas da terça feira e Josyane. Esta última é Zin e ministra aulas em condomínios de Natal. Cláudia Ângelo, Osmildo e até este escriba, também está no mesmo processo.   Cláudia e Osmildo são voluntários do projeto.

terça-feira, 1 de maio de 2018

Nova Natal ganha mais um espaço para dança nesta quarta-feira, 02 de Maio, na Rua Jitiranas

Osmildo, ao lado de Cláudia e Josy, em Mulheres Ativas
Nesta quarta feira, a Nova Natal vai ganhar mais um espaço de dança. Se trata do projeto Dança mais Saúde do  dançarino Osmildo Santos. A aula inaugural vai acontecer às 20h, mas Osmildo acrescentou que nos demais dias acontecerão às 19h. O local onde vai acontecer as aulas de dança será num galpão na Rua Jitiranas, 859, cedido por um amigo de Osmildo.

Osmildo é um dançarino bastante conhecido no mundo da cultura popular, as quadrilhas juninas. mas que também flertava com as danças fitness. Aluno de grandes instrutores, como Fernando Rodrigues da Fit Dance, Osmildo vem integrando o Projeto Mulheres Ativas, no Conjunto Cidade do Sol.

Wlisses, Claudia, Fly Bahia e Osmildo no palco das Ativas



No Mulheres Ativas, Osmildo divide espaço com instrutores renomados, como é o caso de Suel e Fly Bahia, especialista em swing e um dos grandes incentivadores do estilo de dança baiano. Foi a partir desta experiência que ele sentiu o desejo de criar o seu próprio espaço.











domingo, 28 de janeiro de 2018

Bal Masquê garante clima de carnaval que já toma conta de Natal. Evento acontece hoje (28) no Cidade do Sol

Como Natal já respira carnaval desde de sexta feira passada com a escolha do casal momesco, para hoje (28/01), o "Bal Masquê", em sua primeira edição, vai dá continuidade ao clima momesco, a partir das 17h na quadra de esportes do conjunto Cidade do Sol, no bairro de Igapó.
Se trata de um  aulão de dança temático de projetos sociais que são realizados pelos professores Josimar Mota e Shirley Peres. 


O  "Projeto Bal Masquê" palavra de origem francesa que tem como significado "baile de máscaras" traz a Natal características próprias da arte inovadora dentro da cultura gaúcha com laços e tradicionalidade pernambucana. O projeto idealizado pelo professor Josimar Mota juntamente com a professora Shirley Peres vai trazer a zona norte da grande Natal um diferencial de projetos antecedidos. A proposta do projeto em Recife-PE que acontece todos os anos no baile municipal traz as características dos foliões carnavalesco fantasiados e elegantes em grande estilo, além das fantasias encantadoras o BAL MASQUÊ também é irreverente por seus respectivos convidados na maioria dos anos cantores de nível nacional. A idéia dos organizadores do evento em Natal vai ser trazer algumas dessas mesmas características e ainda usar como método a arte de movimentar através da dança.


Bal Masquê mantém a tradição dos bailes de máscaras


Josimar Mota, pernambucano e idealizador do evento
O Bal Masquê também vai continuar com sua tradicionalidade do uso exigente das máscaras para seus convidados e para os foliões que desejarem participar do evento neste primeiro ano em Natal, deverão adquirir seu abadá do evento e se fazer presente no local 
mascarado.
 A diretoria do bloco (evento) também ressalta que neste seu primeiro ano existirá uma surpresa para os natalenses. Cheio de ideias e sugestões, toda a organização do evento e diretores tem feito impossível para tornar o momento inesquecível. Direcionados pelo professor Josimar Mota e aos cuidados detalhados da organização da professora Shirley Peres ambos prometem que o evento seja marcante e de grande importância para valorização da cultura nordestina. Eles ressaltam que o enfraquecimento da representação cultural no estado tem sido muito amplo e com isso a evasão e desmotivação de alunos têm sido enorme.
" Tentamos resgatar o que há de melhor na cultura, e reforçar a idéia de que a cultura transforma, oferece saúde, qualidade de vida etc..." diz o professor Josimar Mota

Shirley Peres,
A professora Shirley Peres acredita que: " o que falta são pessoas capacitadas não a ganhar dinheiro e sim a trabalhar de fato pelo bem das pessoas. Desenvolvemos projetos sociais, levamos cultura ao povo e oferecemos o melhor a cada um, saúde."

" Esperamos que o Bal Masquê consiga de fato atender as nossas expectativas e dos convidados assim também como nosso público em geral e que no próximo ano seja ainda melhor. Essa é a nossa maior preocupação receber bem todos, ver nossos patrocinadores motivados e realizados por estarem fazendo parte da nossa festa e claro agradecer a Deus por mais esse lindo projeto*" cita a diretoria.




Aquisição de abadá dá acesso ao evento




O evento acontecerá dia 28 de do decorrente mês no bairro do Igapó especificamente no conjunto cidade do Sol (Quadra) a partir das 17:00 horas. Para participar do evento (aulão) é só entrar em contato com os organizadores do evento através do WhatsApp e garantir seu  abadá. A todos sejam bem vindos.

quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

Projeto social "Mulheres Ativas" transformam areias da Praia do Meio em pista de dança e prende a atenção dos banhistas

No palco, Roberta Meloto no segundo aulão do projeto na Praia do Meio
O projeto social "Mulheres Ativas" transformou as areias da Praia do Meio, numa grande pista de dança. Uma das praias mais popular de Natal (RN), para os banhistas mais apressados, e que chegaram às 9h, notaram que alguma coisa diferente estava por acontecer. Antes das 10h, dezenas de dançarinos, em sua grande maioria mulheres (O projeto visa acolher mulher através da dança) começaram a tomar conta da Praia do Meio. Um palco foi erguido com uma tenda, caixas de sons e, em seguida começou o agito das dançarinas, que tinham as coreografias puxadas por professores de diversas academias de Natal e que simpatizam com o projeto social.

O ambiente das coreografias se reservavam entre o palco e a areia. Hora de costa para o mar, ou de frente para ele, tendo como pano de fundo um cenário de tirar o fôlego, o Atlântico que banha o litoral potiguar. O evento reuniu ritmos musicais e estilos de dança diferentes, como a zumba, uma mistura de merengue, salsa, cumbia e regaetton), o swing, samba e até o funk. Assim, o domingo foi de muito rebolado como o dos irmãos de dançarinos Suzy e Suel, o balanço dos quadris nas coreografias de Roberta Melotto, ou o estilo mais cadenciado, como a zumba clássica de Margarida Dantas. O deu outra cara a praia e, até mesmo quem não gostava de dança ficou encantado com o evento, como foi o caso de Iranilda Xavier,56. Ela mora em Petrópolis e desce com seus netos para dá um banho na Praia do Meio. "Muito lindo, elas são muito animadas", explica. Mas. para quem é da dança, eventos como este mexe com o coração.

Ansiosa, Ellen Cris confessa não ter dormido na noite que antecedeu ao evento


Noviços Ellen Cris e Bruno, professores  no projeto social
Um exemplo disto foi o de Ellen Cris. Como eu estava no grupo do watsapp do evento, uma mensagem no meu celular me chamou a atenção. Era madrugada e quem estaria acordado aquela hora? Me perguntei.
Exatamente às 4h15, quando Ellen fez a primeira postagem. "Já estou me arrumando para o evento". Em seguida, ela confessaria que não conseguiu dormir a noite inteira, com tanta ansiedade. Ellen é dançarina, adquiriu a franquia da zumba e agora está se profissionalizando na dança. Ela começa a dá os primeiros passos como como ZIN (designação os professores credenciados pela multinacional de dança).   Com isto, Ellen  começa a participar de aulões como instrutora credenciada de zumba.

Como o carnaval está se aproximando, o samba fechou o evento, puxado pela instrutora Judineia Belchior, idealizadora do Mulheres Ativa e organizadora do evento. Este foi o segundo aulão do projeto na Praia do Meio.

 Mulheres Ativas começa com 8 mulheres na área de uma casa no Cidade do Sol



De blusa preto, Judinéia Belchior, criadora do projeto

O projeto tem dois anos de existência e começou com 8 mulheres numa área de uma casa no conjunto Cidade do Sol, situado na Zona Norte de Natal. Hoje são quase 300 mulheres que dançam duas vezes na semana, na que dançam no pátrio do conselho.
O objetivo do "Mulheres Ativas" é o de criar um espaço onde as mulheres, cansadas da luta diária domésticas, e também que sofrem de problemas psicossomáticos, encontre na dança uma forma de dá ressignificado a sua vida. As aulas normais do projeto, acontecem `nas 3ª e 5ª, às 19h, no pátio do Conselho Comunitário do Cidade do Sol.

sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

White Party encerra calendário de dança do Mulheres Zumbeiras e Dance Queen na Grande Natal

Um evento, o White Party que reuniu dois dos maiores aulões de dança da Grande Natal, o Mulheres Zumbeiras, de Josomimar Mota e o Dance Queem, de Shirley, reuniu aproximadamente 300 mulheres na quadra de esportes do conjunto Cidade do Sol, no Jardim Lola. Um paredão gigante, tocou as músicas coreografadas.

Foram mais de 3 horas de muita dança e alegria, onde além dos dois professores, estiveram metendo dança outros 12 professores convidados, de diversos outros seguimentos com a zumba, fit dance e ritmos.

O show particular da talentosa Nayane Nunes


O evento foi uma espécie de confraternização entre professores e aulões dos dois projetos sociais que acontecem em São Gonçalo do Amarante e Extremoz. Também marcou o fechamento do calendário de eventos de 2017, num pausa curta que já tem outro grande evento no gatilho, conforme informou o professor Josimar Mota. Será um pleno carnaval, com local de data ainda em estudo.

Não se pode negar que na quadra estiveram grandes profissionais de dança. Porém, a presença marcante de Nayne Nunes não pode deixar de ser registrada. Nayane que é uma dançarina completa, basta lembrar que ela iniciou no balé clássico, passou pelo samba e agora acumula também ritmos e a zumba. Raianha do carnaval do RN em 2015, musa da Acadêmicos do Morro, Nayane é professora d dança de escolas, trabalhando com crianças e ministras oficinas em vários locais de Natal e tem viajado pelo interior do Estado divugando a dança.

O casamento de técnica e força faz de Nayane é contagiante. Assim, por onde ela passa o agito é geral, como aconteceu no Mulheres Zumbeiras, em Extremoz, no Dança nos Bairros (projeto que acontece aos sábados no Nélio Dias) e ontem no White Party. Nayane mandou a mulhereada o chão, tremeu o bumbum para valer e ainda deu a sua tradicional sarradinha no ar, passo de dança pouco praticado pelas mulheres.

Criança rouba a cena na coreografia de Josimar Mota


No momento em que o professor Josimar Mota subiu ao palco, uma pequena roubou a cena. No início da dança, ainda no chão, uma menina roubou a cena. Esta pequena (que pode ser vista ainda no chão), acompanhava, como gente grande os passos do dançarino).

Porém, o show particular da pequena não ficou por ai, Em, em pouco tempo ela subiu o palco e ficou a se tornou auxiliar de coreografia metendo dança para toda a mulherada. Inclusive para a sua mãe coruja que não parava de fotografar.
Ao final da coreografia, o professor Josimar deu um forte abraço na pequena, e mandou um recado para sua mãe. "Sem dúvidas, um grande talento".


A cena mostra bem o poder contagiante que é a dança para as crianças. Distante dos olhares maliciosos do julgamento moral de alguns seguimentos dogmáticos, a dança é sem sobra de dúvidas muito importante para a formação total da criança (corpo, mente e cérebro).

Também ela pode revelar grandes talentos, como aconteceu neste evento para a felicidade de seus pais e orgulho da nação de dançarinos.

domingo, 17 de dezembro de 2017

Acadêmicos do Morro inaugura espaço cultural, lança samba enredo e realiza ritual de coroação de musas e raihas para o carnaval de 2018

Yara Negreiros, Rainha da Bateria da Acadêmicos
A tarde e noite deste domingo foi de muito samba na Ribeira, com a inauguração do Espaço Cultural Acadêmicos Samba Show. O evento contou com dezenas de atrações locais e também serviu para o tradicional ritual de coroamento das rainhas, musas e porta bandeira da escola do bairro de Mãe Luiza.

O evento, que  era aguardado com muita expectativa  pelos foliões potiguares, em especial aos sambistas da Acadêmico foi um marco para a escola de samba natalense.

 Com a inauguração do espaço cultural, a Acadêmicos  inicia uma nova era e tem a oportunidade de por em prática  o sonho de seus dirigentes, que é da realização de eventos não somente nos meses que antecipam o carnaval, mas o ano inteiro. Também o de envolver a comunidade com aulas, palestras e atividades culturais.



A frente Zé Zumberto e a belíssima madrinha Yza de Oliveira
Na oportunidade, diretores da escola aproveitaram para falarem da dificuldade que é fazer o carnaval em Natal. José Humberto disse que é a direção não tem medido esforço no sentido de manter o carnaval de Natal vivo. Adiantou que não é uma luta apenas da Acadêmicos mais de todas as outras escolas. Ele disse que as escolas de samba potiguares tem de fazer um carnaval grande para poder ver se conta com apoio dos órgãos públicos.

O evento também apresentou o samba enredo da escola para o carnaval de 2018, que neste ano homenageia os Mártires de Uruaçu e Canguaretama. O samba é interpretado pelo sambista carioca Tem Tem. No coroamento das musas e rainha do carnaval, Yara Negreiros foi mais uma vez escolhida como rainha de bateria da escola. A sua escolha é considerada mais do que merecida pela comunidade, pois a passista não tem apenas samba  no pé, mas goza de grande simpatia por todos os membros da Acadêmicos.


Subiram ao palco do Espaço Cultural as atrações locais como Samba Com, Renato Paiva, Joel do Cavaco, Sérgio Nuance, Zorro Ezequias, Josimar do Cavaco, Rogério Lucarino, Denise e João Tobias.

As atrações fizeram a festa dos carnavalescos, e muitos aproveitaram o momento para mostrarem que Natal ainda samba de boa qualidade, principalmente nos bairro das Rocas e Mãe Luiza onde se encontram as três maiores escolas de samba do Estado, Balanço, Malandro e Acadêmicos.

O Espaço Cultura da Acadêmicos do Morro fica na Rua Teotônio 351, Ribeira. Ao lado da Escola Estadual Padre Monte.



Diretor de bateria Antônio Cristianoaquece músicos para execução do samba enredo da Acadêmicos que é uma homenagem aos mártires de Uruaçu e Canguaretama no Rio Grande do Norte.

 

 

 

 

 

Porta-bandeira da Acadêmicos,  Karol Nascimento e o mestre sala Leonel, se apresentam no Espaço Cultural, momento antes do coroamento e lançamento oficial do samba enredo da Acadêmicos para o carnaval de 2018.




Jackleine, passista da escola fez seu show a  parte e chamou foliões para caíram no samba, momento antes que se iniciava a coroação das rainhas,musas e samba enredo do carnaval da Acadêmicos para 2018.




Abaixo, fotos de passistas dando seu show particular 

  O gingado da mulata aliado ao do passista, símbolo do malandro carioca é um dos passos que chamam mais atenção de quem está numa roda de samba. Numa mistura de arte, com sedução, estes passos vão além do ritual do acasalamento como é visto nas mais variadas espécies de animais.

Ele, no fundo, simboliza demarcações de trações de identidade dos negros africanos no Brasil. Demonstração do gingado que não está somente no samba, mas na capoeira e na vida do africano. Assim, enquanto a mulata mostra seu gingado, o malandro passista faz referência a sua beleza. Recado dado e bem aceito pelo gênero feminino. Afinal de contas, qual a mulher não se sente realizada por um cavaleiro de alto nível?  

Infelizmente, orientado por aculturação europeia cristã, até os anos 70 e pelo evangelismo  norte americano toma conta do pais na atualidade, muitos demonizam esta bela coreografia. Mas, para quem tem suas raízes culturais na África, sabe extrair a beleza deste passo. Afinal de contas, os dançarinos que atingem este nível, não são muitos, ou seja, é a elite do samba. Eu com toda sinceridade e minha forte carga genética europeia, parafraseio o antropólogo francês Pierre Verger,  "não tenho espiritualidade para tanto".
Verger, de família tradicional europeia foi racista até ver de perto a riqueza cultural dos negros. Daí em diante, ele se transferiu para a Bahia de onde passou a fazer pesquisa como observador participante, até se converter ao candomblé. Porém nunca conseguiu "bolar no santo". O entrave, para ele, era não ter sangue africano na veia, e por isto jamais chegaria ao ápice da espiritualidade dos africanos.